quarta-feira, 26 de agosto de 2026

O emprego secreto que mantém Lulinha na Espanha

 Defesa de Fábio Luís afirma que a permanência dele em Madrid se apoia em um vínculo de trabalho. Mas se recusa a dizer qual, ao alegar privacidade


Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Reprodução/Redes sociais

O que mantém Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com permissão para residir na Espanha é um emprego, afirma a defesa do filho do presidente a Oeste. Questionado sobre a denúncia que pede à Justiça espanhola para investigar se a empresa de Lulinha seria de fachada e se ela teria ligação com a residência dele no país, o advogado Marco Aurélio Carvalho respondeu que a permanência do brasileiro em Madrid não depende da companhia, e sim de um vínculo de trabalho. Só não diz qual.

“A presença dele em Madrid não está vinculada a essa empresa”, declarou Carvalho. “É um outro vínculo de trabalho, que não está associado a essa empresa.” A autorização de residência, segundo ele, é regular e independe da Synapta — a firma que Lulinha abriu em janeiro e que a própria defesa admite estar inativa. “Há cobertura da legislação espanhola para manter a empresa inativa”, diz o advogado, que descarta qualquer irregularidade. 

Ao se negar revelar qual o vínculo empregatício do filho de Lula, Carvalho diz que Lulinha “quer ter algum grau de privacidade” e que não pretende torná-lo público. Garante apenas que o trabalho “não tem relação direta ou indireta com qualquer tema de interesse do governo brasileiro”, e promete que, “no momento oportuno”, o cliente dará “as explicações necessárias”.

O advogado também contesta a imagem de vida abastada. Ao contrário do que noticiou a imprensa, o advogado enfatiza que Lulinha não mora no condomínio de luxo El Jardín de La Moraleja, em Madrid. “Não vive nesse imóvel, e no momento oportuno vai fazer prova disso”, diz. Para Carvalho, o filho de Lula “tem uma vida simples, sem luxo” e vive “com o resultado dos esforços do próprio trabalho”.


Lulinha é alvo de três inquéritos no STF

 Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) — dois com André Mendonça e um com Flávio Dino — por suspeita de tráfico de influência em negócios com o governo federal. Mudou-se para Madrid em meados de 2025, enquanto era investigado no Brasil.


Yasmin Alencar - Revista Oeste

Ex-presidiário Lula não consegue dizer que ‘não sabia’ sobre escândalo envolvendo Lulinha, Marcola e lobista

 

Momento em que Lula fugia das perguntas sobre o escândalo envolvendo Lulinha e assessores próprios.


A dificuldade de Lula (PT) em enfrentar o escândalo de corrupção e tráfico de influência no núcleo mais íntimo de seu governo ficou escancarada nesta terça (25), durante sua visita ao QG do Exército. No evento, ele mesmo se ofereceu aos jornalistas, mas, indagado sobre revelações devastadoras envolvendo principalmente seu próprio filho Lulinha em negócios milionários no seu governo, simplesmente caiu fora. Constrangedor. Pensava estar em “ambiente controlado”, só que não.

Somente aplausos

Lula condiciona presença em eventos e entrevistas, como definem seus assessores, a “ambientes controlados”, sem riscos de “surpresas”.

Fugindo do debate

Nos bastidores, a falta de respostas convincentes sobre o escândalo é vista como a principal razão para Lula fugir do debate da Band, domingo.

Mais uma lorota

Quando Lula foge de perguntas sobre o próprio filho e seus amigos de décadas, o discurso de “não haverá privilégio” soa mais uma lorota.

Falta convencer

Lula já tentou a tática do “não sabia”, mandou Lulinha “provar inocência”, mas não consegue dizer, olho no olho, que nada tem com o esquema.


Diário do Poder

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Raquel Lyra lidera disputa em Pernambuco com 44%

 Governadora abre oito pontos sobre João Campos, segundo pesquisa Quaest




A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), lidera a disputa pelo governo estadual com 44% das intenções de voto, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira, 25. O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) aparece em segundo lugar, com 36%. A diferença é de oito pontos percentuais.

 O candidato Ivan Moraes (Psol) tem 1%, enquanto os demais nomes testados não pontuaram. Os eleitores indecisos representam 12%, sendo que 7% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou não votar. O levantamento ouviu 1.302 eleitores entre 21 e 24 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais.


Cenário de segundo turno em Pernambuco - 47% contra 37%

Em uma eventual disputa direta entre Raquel Lyra e João Campos, a governadora também aparece numericamente à frente. Ela teria 47% dos votos, contra 37% do ex-prefeito do Recife, uma diferença de dez pontos percentuais. 

O resultado mostra uma mudança em relação aos primeiros levantamentos do ano. Em abril, João Campos aparecia à frente de Raquel na pesquisa Quaest. Desde então, a governadora passou a liderar os cenários testados pelo instituto. 

A pesquisa também avaliou a administração de Raquel Lyra. Seu governo é aprovado por 68% dos entrevistados, enquanto 24% desaprovam a gestão. A avaliação positiva da gestão chega a 46%, segundo o levantamento.\


Revista Oeste

Justiça nega pedido de Lulinha para censurar vídeo de Flávio Bolsonaro sobre fraudes no INSS

 Enrolado em graves suspeitas de corrupção e tráfico de influência, Lulinha teta censurar post do senador


Lulinha em foto recente na imprensa e redes sociais espanholas


A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de Fábio o Lulinha, filho de Lula (PT), para remover um vídeo divulgado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que o vinculava às fraudes que roubaram mais de R$6,5 bilhões de cerca de 9 milhões aposentados e pensionistas, segundo estimativa da Polícia Federal.

A juíza Alessandra Lopes Santana de Mello determinou, no entanto, a preservação dos dados das publicações feitas no Instagram e no X (antigo Twitter), incluindo informações sobre alcance e possível impulsionamento, segundo informou a revista Veja.

Segundo a magistrada, os elementos apresentados pela defesa de Lulinha não foram suficientes para comprovar a “inveracidade do conteúdo”. Ela afirmou que “não consta dos autos prova mínima do conteúdo das investigações mencionadas na inicial, o que impede a identificação, com segurança, da verossimilhança da ilicitude alegada”.

A decisão analisa apenas o pedido liminar de remoção. O mérito do processo ainda será julgado, inclusive o pedido de indenização de R$10 mil feito por Lulinha.

Diário do Poder


Mensagem de lobista acusa sócio de criar perfil falso para atacar Janja. Lulinha reage: ‘Barraqueiraaaaaa’

História surge na investigação da PF de tráfico de influência do filho de Lula


Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha | Foto: Reprodução / Redes Sociais



Diálogos recuperados pela Polícia Federal no inquérito que investiga Fábio Luiz Lula da Silva (Lulinha) por tráfico de influência e corrupção indicam que o empresário Kalil Bittar, sócio do filho de Lula (PT), criou um perfil falso nas redes sociais para atacar a primeira-dama Janja. As conversas também mostram que Bittar usava a proximidade com Lulinha para negociar contratos com a Telebras.
A lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e também investigada no caso, alertou o filho do presidente sobre as ações de Kalil. Segundo a PF, Roberta, Lulinha e Fernando Bittar (irmão de Kalil) formariam uma sociedade oculta voltada à interlocução de interesses privados junto a agentes e órgãos públicos.
As mensagens, de 29 de junho de 2025, foram anexadas ao inquérito obtido pela revista Veja. Em uma delas, Roberta escreveu a Lulinha: “Kalil vendendo você (Fábio) e a grande influência dele p o presidente da Telebras. Quase fechando um negócio gigante”. Ela afirmou ainda ter procurado um interlocutor próximo ao então presidente da estatal (Frederico de Siqueira, atual ministro das Comunicações) para desmentir a parceria.
Em outra mensagem, a lobista disse: “Kalil fazendo aquele esqueminha lixo. Vendendo facilidades…. Telebras contrata ele, plataforma dele… Coisas que ele indicar. Mas ele (é) sacana falando q vcs são sócios e q ele cuida dos negócios”. Lulinha respondeu: “Típico dele”.
Roberta relatou ter se apresentado como assessora de Lulinha e desmentido a versão de Kalil. “Eu disse que sou sua assessora e q isso eh mentira. Que ele (Kalil) nem ninguém fala por vc. Que a Janja inclusive odeia ele. E q se chegar no Palácio isso, ele será persona non grata”. Ela acrescentou: “Contei da baixaria q ele criou perfil fake p falar mal da first” (referência a “first lady”). Lulinha reagiu: “Barraqueiraaaaaaaaaa”.Kalil Bittar é sócio de Lulinha e irmão de Fernando Bittar, também investigado pela PF no mesmo inquérito.

Cláudio Humberto - Diário do Poder

Vorcaro pagou serviço de US$ 38 mil a ex-diretor do BC em Orlando, diz PF

'Empresário' responsável pelo serviço confirmou pagamento do banqueiro a Paulo Sérgio Neves de Souza, em depoimento à polícia


À esquerda, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master; à direita, Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central (BC) - Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons e Beto Nociti/BCB 


Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master, custeou serviços de concierge no valor de US$ 38 mil para Paulo Sérgio Neves de Souza, a ex-diretor do BC em Orlando, diz PF diretor do Banco Central (BC), durante uma viagem aos parques da Disney e da Universal, em Orlando. A informação é do portal Metrópole.

O empresário Léo Serrano, responsável pela consultoria de luxo SL Consulting, confirmou o pagamento em depoimento realizado na manhã desta segunda-feira, 24, na sede da PF em São Paulo.

Segundo Serrano, diferentemente de outros serviços oferecidos a Vorcaro, neste episódio o único atendimento prestado a Souza consistiu em assistência personalizada nos parques temáticos, sem incluir passagens nem hospedagem. O concierge garantiu ao servidor do BC comodidades, como evitar filas e realizar pagamentos, além de centralizar toda a logística da visita.


Detalhes da viagem e depoimento do empresário 

A viagem de Souza ocorreu no início de 2024, período em que ele já não chefiava a Diretoria de Fiscalização do Banco Central, mas ocupava o cargo de chefe-adjunto no Departamento de Supervisão Bancária. 

O depoimento de Serrano teve duração de cerca de dez minutos e esclareceu aos investigadores que a SL Consulting limitou seus serviços à experiência dentro dos parques. Apurações da Operação Compliance Zero, da PF, identificaram mensagens entre Vorcaro e Souza que, segundo a corporação, sugerem troca de favores. 

Vorcaro buscava informações privilegiadas e, em contrapartida, oferecia vantagens, como a viagem a Orlando.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou na decisão que autorizou a terceira fase da operação, em março, por indícios de corrupção que envolve o ex-banqueiro e o servidor do BC.


Histórico de Paulo Sérgio Neves de Souza 


Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do BC - Foto: Foto: Beto Nociti/BCB


Paulo Sérgio Neves de Souza é economista formado pela PUC-SP e servidor do Banco Central desde 1998. Entre 2019 e 2023, na presidência de Roberto Campos Neto, liderou a Diretoria de Fiscalização. 

Em 4 de março, por decisão judicial, foi afastado do órgão, depois de ser alvo de sindicância interna desde janeiro. Antes de ingressar no BC, atuou no Banco do Brasil, em São Paulo. 

Na decisão, Mendonça afirmou que “outro forte indício de que Vorcaro corrompia Paulo Sérgio pode ser identificado a partir de troca de mensagens realizadas por Vorcaro ao saber, por meio de mensagem de WhatsApp do próprio Paulo Sérgio, de uma viagem que o referido servidor do Bacen faria aos parques de diversão localizados em Orlando (EUA), dentre eles Parques da Disney e da Universal”.


Lucas Chelddi - Revista Oeste

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Lobista bancava casa de R$ 100 mil para Lulinha, aponta PF

 Mensagens indicam ameaça de corte de passagens aéreas para manter imóvel usado por filho de Lula


 Reprodução


A Polícia Federal (PF) investiga se a lobista Roberta Luchsinger arcava com despesas de aproximadamente R$ 100 mil por mês para manter uma residência usada por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, mensagens analisadas pelos investigadores mostram que Roberta chegou a ameaçar interromper o pagamento de passagens aéreas para Lulinha como forma de continuar custeando a locação do imóvel.

ha: revisão de gastos A informação consta de um dos inquéritos da PF que apuram suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha, Roberta e empresários que buscavam negócios com órgãos do governo federal. Os investigadores analisaram conversas entre a lobista e o filho do presidente e identificaram indícios de que ela assumia despesas pessoais relacionadas a ele. 

Em uma conversa registrada em agosto de 2024, Roberta teria informado a Lulinha que precisaria rever os gastos relacionados à residência. De acordo com a PF, o diálogo sugere que o pagamento de passagens aéreas para o filho de Lula era uma prática recorrente e que poderia ser interrompido em razão dos custos do imóvel.

A investigação também aponta que a relação financeira entre Roberta e Lulinha ocorreu no período em que a lobista mantinha tratativas com integrantes do governo federal. A PF apura se Lulinha utilizava sua  proximidade com autoridades para facilitar reuniões e negociações de interesses privados. A PF identificou ainda pagamentos milionários feitos pelo empresário Cléber Ribas à empresa de Roberta. Segundo os investigadores, ele teria repassado ao menos R$ 2,5 milhões de março de 2024 a dezembro de 2025. A apuração busca esclarecer se os pagamentos estavam relacionados à atuação da lobista junto ao governo. 

A PF identificou ainda pagamentos milionários feitos pelo empresário Cléber Ribas à empresa de Roberta. Segundo os investigadores, ele teria repassado ao menos R$ 2,5 milhões de março de 2024 a dezembro de 2025. A apuração busca esclarecer se os pagamentos estavam relacionados à atuação da lobista junto ao governo.

Entre os negócios investigados estão tratativas envolvendo a Dataprev e a venda de medicamentos à base de Cannabis ao governo federal. A PF afirma haver indícios de uma relação de interesses econômicos entre Lulinha, Roberta e o empresário Fernando Bittar.\

 Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal. As investigações tramitam no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. A defesa de Lulinha nega irregularidades e questiona a forma como as informações da investigação foram obtidas e divulgadas.

Fábio Bouéri - Revista Oeste