sábado, 10 de dezembro de 2016

Ban Ki-moon é possível sucessor na Coreia do Sul após impeachment

Mosa'ab Elshamy/Associated Press
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon

Com agências de notícias


Se a Corte Constitucional da Coreia do Sul confirmar o afastamento da presidente Park Geun-hye dentro de um prazo de seis meses, o país terá até 60 dias para realizar novas eleições presidenciais.

Entre os nomes mais cotados para sua sucessão estão o ex-parlamentar de oposição Moon Jae-in, que enfrentou Park na disputa à Presidência em 2012, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que deixa seu cargo no fim do ano.

O liberal Moon, 63, ex-advogado especialista em direitos humanos e candidato do Partido Democrata no último pleito, perdeu para Park por 1 milhão de votos (menos de 4 pontos percentuais) e agora lidera as pesquisas sobre os possíveis sucessores.

Ativista estudantil na década de 70, Moon foi preso por fazer oposição à ditadura de Park Chung-hee, pai da atual presidente. Na década seguinte, tornou-se aliado de Roh Moo-hyun, presidente entre 2003 e 2008, de quem depois se tornou chefe de gabinete.

O segundo mais bem colocado nas pesquisas é Ban Ki-moon, 72, que poderia anunciar suas ambições políticas após deixar a chefia das Nações Unidas, no dia 31.

Popular no país, o conservador Ban tem um grande desafio, que é contornar a proximidade com o partido de Park, o Saenuri. Há especulações, inclusive, de que Park teria resistido em renunciar imediatamente após o escândalo de corrupção vir à tona para dar mais tempo ao hoje secretário-geral da ONU.

Ban era diplomata de carreira e foi chanceler do país entre 2004 e 2006, antes de assumir o maior posto das Nações Unidas, em 2007. Ele não possui nenhuma afiliação partidária.

Por meio de seu porta-voz, Ban disse estar confiante de que o povo sul-coreano "vai superar as presentes dificuldades com unidade, resiliência e um forte compromisso com as instituições e os princípios democráticos".
Outros nomes menos populares são o prefeito de Seongnam, Lee Jae-myeong, 51, o líder do Partido do Povo, Ahn Cheol-soo, 54, e o prefeito de Seul, Park Won-soon, 60.

Lee, a grande novidade entre os progressistas, se classifica como o "Bernie Sanders" da Coreia do Sul e tem grande apelo nas redes sociais. Tem apresentado forte oposição à presidente afastada e participado das grandes manifestações que pediam a saída dela.

Os outros dois também são de oposição e apoiaram os protestos. Park, um ex-advogado de direitos humanos, ocupa o o segundo cargo eletivo mais importante do país.