segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Polícia Federal indicia Palocci e mais cinco na Lava Jato

Andreza Rossini e Fernando Garcel Paraná Portal 



Antonio Palocci

O ex-ministro Antonio Palocci foi indiciado pelo crime de corrupção passiva, pela Polícia Federal, nesta segunda-feira (24). O oficio foi comunicado ao Ministério Público Federal (MPF) e ao juiz Sérgio Moro, por meio do sistema da Justiça Federal.
Os publicitários João Santana e Mônica Moura, o empreiteiro Mercelo Odebrecht, o ex-ministro Juscelino Dourado, o ex-assessor Branislav Kontic e o empresário Benedicto Barbosa da Silva Júnior também foram indiciados.
Antonio Palocci, Juscelino Antonio Dourado (o JD) e Branislav Kontic foram indiciados por corrupção passiva. O ex-presidente da empreiteira Odebrecht, Marcelo Odebrecht, foi indiciado por 16 crimes de corrupção ativa. João Santana e Mônica Moura foram indicados por ocultação de valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal.
O casal de marqueteiros, João Santana e Mônica Moura, também investigados em outra ação penal, foram indiciados por lavagem de dinheiro e ocultação de bens. De acordo com o relatório da PF, os publicitários receberam cerca de 11,7 milhões de dólares em 21 parcelas na conta da Shellbil Finance S.A, valores oriundos de um esquema de corrupção entre o ex-ministro Antonio Palocci e Marcelo Odebrecht, que foram ocultados em instituições financeiras na Suíça em uma empresa offshore.

Palocci está preso desde o dia 26 de setembro, quando foi deflagrada a operação Omertà. A 35º etapa da Lava Jato tem como principal foco a relação do ex-ministro com a empreiteira Odebrecht. Ele e o assessor são suspeitos de receber propinas da empreiteira para atuar em favor da empresa. De acordo com as investigações, os repasses feitos a Palocci entre 2006 e 2013 ultrapassam a marca de R$ 128 milhões.
São investigados pagamentos feitos ao PT, por meio de depósitos pela Odebrecht intermediados por Antônio Palocci: R$ 33,3 milhões via offshores ao casal João Santana e Mônica Moura, além de R$ 10 milhões por meio da empresa Shellbil, R$ 44 milhões recebidos por Juscelino Dourado (ex-assessor de Palocci) e outros R$ 7 milhões em 2012.