quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Maria Cristina Frias: "CVM quer novas regras para evitar informação privilegiada até 2018"

Folha de São Paulo


O setor que investiga vazamento de informações privilegiadas na CVM (Comissões de Valores Mobiliários) deverá mudar até o fim de 2017, tanto na sua organização como na maneira de atuar.

Algumas alterações serão nas regras de funcionamento do mercado de capitais.
Diretores, membros do conselho e integrantes de órgãos estatutários deverão enviar à entidade os números de CPFs de cônjuges e dependentes e dados de outras sociedades que controlam.

Há a intenção de criar um programa para incentivar a deduração -os denunciantes que levarem provas de intercâmbio de informação privilegiada ganham uma porcentagem da multa.

Internamente, a CVM integrou duas áreas: havia uma que investigava somente os vazadores e outra responsável apenas por quem recebia as informações.
Há ainda uma proposta de cooperação com órgãos públicos federais para compartilhar bancos de dados.

"Teremos acesso direto às informações dessas instituições, e não precisaremos pedir a cada vez para que eles concedam", afirma Camila Rossini Pantera, chefe de gabinete da presidência.

Como ainda há negociação, a entidade responsável por fiscalizar o mercado de capitais não pode revelar quais são esses outros órgãos.

As mudanças começarão a ser implementadas ainda neste ano, afirma Pantera.
Em 2016, duas pessoas foram condenadas administrativamente em um processo movido pela CVM por esse crime. No ano passado inteiro, foram quatro casos, que terminaram com sete pessoas consideradas culpadas.
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Última dose

A farmacêutica Libbs vai investir R$ 130 milhões em um centro tecnológico, no Jaguaré (zona oeste de São Paulo), que vai unificar áreas de pesquisa e desenvolvimento, hoje divididas em diferentes unidades.

A conclusão das obras deverá ocorrer em dois anos e meio, afirma o presidente, Alcebíades Athayde Junior.

O local foi escolhido pela proximidade com a Universidade de São Paulo, com a qual a companhia tem projetos de rastreabilidade de medicamentos e de transferência de tecnologia de produtos para câncer, diz ele.

Com a construção da unidade e da nova fábrica de biotecnológicos -que teve aporte de R$ 477 milhões e deverá ser concluída neste ano-, a farmacêutica encerra um ciclo de grandes investimentos no país.

"Deveremos focar em pesquisas clínicas e no desenvolvimento de produtos. A área de biotecnologia requer lançamentos contínuos."

A Libbs investe, anualmente, 17% de seu faturamento, que foi de R$ 1,3 bilhão no ano passado.

16,6%
foi o aumento da receita no 1º semestre de 2016, em relação a igual período de 2015
2.500 funcionários
trabalham na empresa
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Construção atrasada

O comércio de materiais de construção da indústria para o varejo encerrará este ano com uma retração de 9%, segundo projeção da Abramat (associação do setor).
Na venda para as construtoras, a queda será de 11%.

"As lojas foram afetadas pela redução do emprego, da renda e do crédito, mas as famílias continuam a fazer alguma reforma aqui e ali", afirma Walter Cover, presidente da entidade.

"O impacto nas empreiteiras é mais drástico, porque as obras de infraestrutura caíram muito."

No acumulado de janeiro a setembro, na comparação com 2015, o volume de vendas para o varejo diminuiu 10,9% e para as construtoras, 13%.

"Até o fim deste ano, deverá haver uma melhora por conta da base de comparação muito fraca, que foi o segundo semestre do ano passado", avalia Cover.
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Não vá se perder por aí

Com a crise e a queda no consumo, a prevenção de perdas ganhou importância na estratégia dos varejistas, diz Carlos Eduardo Santos do conselho da SBVC (sociedade do varejo e consumo).

Na média, o setor perde 1,4% do faturamento com esse item, segundo uma pesquisa feita pela entidade.

"Em alguns segmentos, a margem líquida é de 2%. Portanto, deixar de receber 1,4% é bastante significativo."

O setor com o maior problema é o supermercadista, em que as perdas representam 2,2% da receita total.

Os maiores vilões são as quebras de produtos que acontecem na operação (36,9%) e a soma dos furtos internos (cometidos por empregados) e externos (por clientes): 36,8%.
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Corte... Com a queda das compras públicas de medicamentos, o déficit da balança comercial do setor diminuiu 12,7% no acumulado de 12 meses até julho, em relação a igual período de 2015, aponta a Interfarma (entidade do setor).

...público As importações foram 13,4% menores. No caso de remédios biológicos, em que os governos representam mais da metade das vendas, o déficit caiu 15,6% e ficou em US$ 2,2 bilhões (R$ 7,2 bilhões).

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Hora do café