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Quatro investigados na operação Lava Jato que estão presos na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, foram transferidos nesta terça-feira (3) pela manhã para o sistema carcerário estadual.
O marqueteiro João Santana, a esposa dele, Monica Moura, o ex-senador Gim Argello, e o empresário Ronan Maria Pinto, dono do Diário do Grande ABC, serão levados para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana.
As transferências foram autorizadas pelo juiz Sérgio Moro, a pedido da Polícia Federal. Os três homens ficarão na ala cedida pelo Estado à Polícia Federal para investigados na Lava Jato. Monica ficará na ala feminina da mesma unidade.
No pedido de transferência, o delegado Igor Romário de Paula, disse que a carceragem da Polícia Federal é destinada a presos provisórios ou a custodiados em eventual risco.
Além disso, de acordo com o delegado, há limitação de espaço no local, o que dificulta a movimentação de presos em flagrante e de operações policiais. Com a saída dos quatro, a carceragem da PF passa a abrigar nove presos da Lava Jato.
João Santana e Monica Moura foram presos na 23.ª fase da Lava Jato, chamada de Acarajé. Eles estão detidos desde 23 de fevereiro. Ronan Maria Pinto foi preso em 1.° de abril, na 27.ª etapa da operação, e o ex-senador Gim Argello foi alvo da 28.ª fase, deflagrada em 12 de abril.