O grupo La Banda Loka Liberal publicou no Facebook um vídeo de extrema importância.
A edição inédita mostra como os atos e discursos de Lula, Dilma Rousseff e do secretário-executivo do Foro de São Paulo e estrategista petista, Valter Pomar, exemplificam cada trecho de uma aula de Olavo de Carvalho sobre os métodos do PT.
Quer saber por que Olavo tem razão?
Espere o vídeo carregar abaixo e assista. Transcrevo uma parte e complemento em seguida.
* Agradeço muito se algum leitor puder transcrever o vídeo completo e me enviar a transcrição para ser inserida aqui.
Por ora, destaco apenas dois trechos do professor sobre como o PT vai enrolando gente de todos os lados enquanto permanece no poder:
OLAVO: O Lula tinha realmente a intenção de transcender essas alianças e implantar no Brasil o socialismo? Eu não sei e ele também não sabe. Porque ele simplesmente não sabe quanto tempo ele vai durar e ele não sabe quanto tempo ele vai ter em suas mãos os meios de ação para fazer isso. Então o que é certo é que o indivíduo sabe o que ele está fazendo no momento. E a visão que ele possa ter no desenvolvimento posterior dos acontecimentos é geralmente nebulosa e contém um coeficiente de nebulosidade quase alucinante, quer dizer, o governante pode fazer praticamente qualquer coisa – e justificá-la em função ou de um hipotético objetivo futuro, ou das contingências do momento.
OLAVO: Nós podemos perguntar assim: o PT fez as alianças [com setores social-democratas e até direitistas] em público, tendo um plano secreto de depois jogar fora os seus aliados e tomar o poder total? Ou ao contrário: prometeu à militância que mais tarde ia jogar fora os aliados burgueses, mas por dentro sabia que não poderia se livrar deles de maneira alguma e queria apenas se consolidar no poder com aliados e tudo, como está até hoje, aliás? As duas coisas são verdade ao mesmo tempo. Ou seja, é a mesma coisa que você dizer: o partido não sabe exatamente o que ele vai poder fazer. Então para uns ele promete uma coisa, para outros ele promete a coisa contrária. E ele está fazendo, na verdade, as duas, porque isto é o que o cenário real da ação permite.
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Relembro abaixo a compilação que fiz neste blog, há um ano e meio, dos revolucionários de ontem e de hoje, de variadas vertentes, na luta por algo que ainda não sabem o que é (e ainda tem bocó que vai atrás):
“[Os estudantes revolucionários querem] uma forma de organização social radicalmente nova, da qual não sabem dizer, hoje, se é realizável ou não.”
(Daniel Cohn-Bendit, Paris – 1968)
(Daniel Cohn-Bendit, Paris – 1968)
“Ainda não sabemos que tipo de socialismo queremos.”
(Lula, América Libre – 2010)
(Lula, América Libre – 2010)
“[O socialismo petista] é um processo de sucessivas conquistas econômicas, sociais, políticas e culturais que abrem caminho para novas conquistas. É um caminho que se renova e se amplia à medida que o percorremos. Pode contemplar momentos de rupturas, mas se faz também no dia-a-dia. Não descuida do presente, mas tem seus olhos postos no futuro. Mas esse futuro não é um porto de chegada ou uma fortaleza a ser conquistada. É antes uma construção histórica.”
(Resoluções do 3º Congresso do PT – 2007, p. 15)
(Resoluções do 3º Congresso do PT – 2007, p. 15)
“Só sabe construir o futuro quem está construindo o presente e quem tem novas ideias para seguir adiante… Essa é uma união da esperança de que é possível sempre fazer e avançar mais. Para essa concepção que nos une cada conquista é apenas um começo. E ela nasceu também da convicção de que é necessário continuar mudando o Brasil.”
(Dilma Rousseff, em evento do PCdoB – Partido Comunista do Brasil, em que celebrou a aliança com os comunistas brasileiros.)
(Dilma Rousseff, em evento do PCdoB – Partido Comunista do Brasil, em que celebrou a aliança com os comunistas brasileiros.)
“Os exemplos da aguerrida Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Natal são também prelúdios de um novo tempo, o tempo de rua. Que venham as lutas, que venham as ruas, que venha um futuro diferente. A rua é nossa!”
(Integrante paraense do PSOL, vestindo uma camisa de Lenin – 2013 – Youtube)
(Integrante paraense do PSOL, vestindo uma camisa de Lenin – 2013 – Youtube)
“A lógica egoísta e destrutiva da produção, condicionada exclusivamente ao lucro, ameaça a existência de qualquer forma de vida. Assim, a defesa do socialismo com liberdade e democracia [sic] deve ser encarada como uma perspectiva estratégica e de princípios. Não podemos prever as condições e circunstâncias que efetivarão uma ruptura sistêmica.”
(Programa oficial do PSOL, item 1: ‘Socialismo com democracia, como princípio estratégico na superação da ordem capitalista’)
(Programa oficial do PSOL, item 1: ‘Socialismo com democracia, como princípio estratégico na superação da ordem capitalista’)
“Estamos lutando por algo que ainda não sabemos o que é, mas que pode ser o início de algo muito grande que pode acontecer mais para frente.”
(Integrante do movimento Black Bloc em entrevista à BBC Brasil – 2013)
(Integrante do movimento Black Bloc em entrevista à BBC Brasil – 2013)
“Por enquanto, a única alternativa concreta é somente uma negação.”
(Herbert Marcuse)
(Herbert Marcuse)
“Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas.”
(V. I. Lenin)
(V. I. Lenin)
A explicação:
“Karl Marx já opinava que era inútil tentar descrever como seria o socialismo, já que este iria se definindo a si mesmo no curso da ação anticapitalista. (…) Nessas condições, é óbvio que duzentos milhões de cadáveres, a miséria e os sofrimentos sem fim criados pelos regimes revolucionários não constituem objeção válida. O revolucionário faz a sua parte: destrói. Substituir o destruído por algo de melhor não é incumbência dele, mas da própria realidade. Se a realidade não chega a cumpri-la, isso só prova que ela ainda é má e merece ser destruída um pouco mais.”
(Olavo de Carvalho, ‘A promessa autoadiável‘, Diário do Comércio, 30 de agosto de 2010)
(Olavo de Carvalho, ‘A promessa autoadiável‘, Diário do Comércio, 30 de agosto de 2010)