sexta-feira, 11 de julho de 2014

'Esquema de segurança para a final da Copa será o maior que o país já viu'

- O Globo

No domingo, o total do efetivo de todas as forças de segurança chegará a 25.787 homens no Maracanã



Secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, e a Secretária Nacional de Segurança Publica, Regina Miki, durante coletiva sobre policiamento no Rio para o final da Copa - Gustavo Miranda / Agência O Globo

 



O Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, anunciou que durante a partida entre Alemanha e Argentina no final da Copa do Mundo, o total do efetivo de todas as forças de segurança chegará 25.787 homens. O policiamento começará a ser reforçado às 23h deste sábado. Beltrame citou ainda locais que terão atenção especial em relação a segurança: Palácio Guanabara, onde será realizada uma reunião de chefes de estado, é um deles. O Terreirão do Samba, Sambódromo, Copacabana, Ilha do Fundão, Lapa e Búzios, todos locais com concentração de argentinos também terão reforço no policiamento.

— O esquema de segurança para a final da Copa do Mundo será o maior que o país já viu — disse Beltrame, que concedeu entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na manhã desta sexta-feira, para a divulgação do esquema de segurança montado para a final do Mundial no Maracanã.

—Temos no Rio de Janeiro a partir de hoje a maior operação de segurança que a cidade, talvez o país, já tenha visto. Uma responsabilidade imensa de todos nós — disse Beltrame. — O Rio deixa o primeiro legado da Copa, que é a integração dos governos federal, estadual e municipal em relação à segurança.

Outra medida será o aumento da área de interdição no entorno do Maracanã. Segundo Beltrame, devido ao grande número de pessoas sem ingresso, com bilhetes falsos ou com que irão tentar entrar na área restrita com ingressos de outros jogos da Copa.


VENDA DE BEBIDAS SERÁ ADIADA POR DUAS HORAS

Outras medidas são a restrição de desembarque na estação Maracanã para os não portadores de ingresso e também o fechamento dos bares do entorno. Também haverá mudanças em relação à venda de bebidas no interior do Maracanã. A venda continuará sendo realizada como em todas as partidas. Mas a pedido das forças de segurança, o início das vendas será adiado por duas horas. Isso, porque antes da partida entre a Alemanha e Argentina será realizada a cerimônia de encerramento.

Durante a entrevista coletiva, Hilário Medeiros, gerente geral de segurança do Comitê Organizador Local, disse que vai haver um reforço no número de seguranças da Fifa. Serão: 1.600 stewards. Segundo ele, a medida foi adotada para impedir a invasão do gramado do Maracanã.

Para a final da Copa, A Polícia Militar vai empregara, ao todo, 14.984 homens. O Ministério da Defesa destacou 9.300 e mais mil homens da Polícia Federal, 800 homens da Força Nacional, 800 da Polícia Rodoviária Federal, 1.750 bombeiros, 1.032 Guardas Municipais, 505 Policiais Civis e 600 homens da Cet- Rio.

MARINHA TERÁ 25 EMBARCAÇÕES NA COSTA DO RIO

A Marinha atuará com 25 embarcações na costa do Rio. O almirante Paulo Zuccaro, chefe do Estado Maior do Centro de Defesa de Área, disse que a segurança dos chefes de estados será reforçada com fuzileiros navais, paraquedistas e também militares da Brigada. Eles atuarão também na rota dos hotéis e ainda haverá um reforço no número de batedores.

— Já existe a preparação específica para os deslocamentos dos chefes de estado. Independente do número de chefes que virão ao Rio de Janeiro, já temos um plano integrado que garantirá a segurança de todos — acrescentou Beltrame.

O secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues, disse que o aumento do efetivo para a final já estava previsto. Segundo ele, a medida que outras cidades-sedes encerravam suas participações, os homens da Força Nacional de Segurança foram se deslocando. Agora, o efetivo será concentrado em Brasília, onde acontece a partida entre Brasil e Holanda neste sábado, e no Rio.

Também estavam presentes na coletiva: o general Jamil Megid, assessor especial do Estado Maior do Conjunto das Forças Armadas; o superintendente da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) no Rio Frank de Oliveira e a secretária Nacional de Segurança, Regina Miki.