De acordo com o presidente norte-americano, medida vai durar até que uma transição segura possa ser executada
Em coletiva de imprensa na tarde deste sábado, 3, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país vai governar a Venezuela. A medida, de acordo com ele, ocorrerá até que uma transição possa ser executada com segurança.
A medida ocorre depois de a gestão Trump prender o ditador, que ficou no controle da Venezuela por quase 13 anos. Segundo o presidente norte-americano, Maduro e a mulher, Cilia Flores, “em breve enfrentarão todo o peso da justiça americana” e deverão ser julgados em território dos Estados Unidos.
O republicano também afirmou que o setor petrolífero venezuelano “está quebrado há muito tempo”. Nesse sentido, o chefe da Casa Branca disse que grandes empresas norte-americanas devem entrar no país para investir bilhões de dólares, recuperar a infraestrutura e “voltar a gerar dinheiro para o país”.
Na coletiva, Trump também parabenizou os militares envolvidos na ação. “Nenhuma nação no mundo poderia ter alcançado o que a América alcançou ontem”, disse o presidente dos EUA. “Todas as capacidades militares da Venezuela foram neutralizadas quando homens e mulheres das nossas Forças Armadas, trabalhando em conjunto com as forças de segurança dos Estados Unidos, capturaram Maduro com sucesso no meio da noite”.
A ação do governo Trump contra Maduro
. Além disso, informou que Maduro foi capturado juntamente com sua mulher. O casal foi levado para fora da Venezuela, disse o republicano.
O chefe da Casa Branca afirmou que o “ataque em larga escala contra a Venezuela” foi um “sucesso”. “Essa operação foi realizada em conjunto com as forças de segurança americanas”, escreveu o presidente norte-americano.
Logo depois dos ataques, a ditadura da Venezuela afirmou que, além de Caracas, os Estados costeiros de Miranda, Aragua e La Guaira foram atingidos. A Venezuela decretou estado de emergência e ordenou uma mobilização geral de todas as forças sociais e políticas do país para combater o que classificou como um ataque imperialista.
Nicolás Maduro a bordo do navio anfíbio USS Iwo Jima, a caminho dos EUA | Foto: Reprodução/TruthSocial