sábado, 22 de outubro de 2022

YouTube da Oeste não pode publicar vídeos por 7 dias. Por quê? Será que o TSE só se preocupa em servir a Loola, o mais depravado ladrão do Brasil?

Oeste é punida com rigor por um vídeo publicado há dois anos e meio igual a tantos que permanecem no ar



Foto: reprodução redes sociais

No dia 3 de junho de 2020 o site de Oeste publicou uma nota intitulada “Crimes e violência marcam as ‘manifestações’ nos EUA”. A nota mostrava como a morte de George Floyd nos EUA estava servindo de pretexto para todo tipo de agressão e brutalidade em nome da “luta contra o racismo”.

A nota era acompanhada de alguns vídeos que mostravam manifestantes ligados ao movimento Black Lives Matter colocando fogo em lojas, saqueando estabelecimentos, e impedindo a ação da polícia. Um dos vídeos mostrava um homem cercado por manifestantes, pegando um arco e flecha para se defender da multidão.

870 dias depois da publicação, Oeste recebeu o seguinte comunicado do YouTube:

Sete dias de suspensão a uma semana do segundo turno das eleições? Quem realizou essa denúncia, dois anos e meio depois da publicação da nota? Ou a decisão foi uma iniciativa do próprio YouTube?

Não temos qualquer informação a esse respeito. O fato é que Oeste, uma empresa jornalística devidamente registrada e séria agindo dentro de todos os parâmetros legais, se vê obrigada a interromper por uma semana a transmissão de seus três programas — OesteCast, As Liberais e o Estúdio Oeste.

A medida imposta pelo YouTube prejudica nossos assinantes e interrompe a livre circulação da informação, garantida pela Constituição brasileira em seu artigo 200: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição”.

A decisão é baseada na seguinte diretriz da empresa:

“No YouTube, não é proibido postar conteúdo que exiba cenas violentas ou explícitas de maneira sensacionalista ou aproveitadora. Isso inclui filmagens, áudio ou imagens envolvendo guerras, acidentes, procedimentos médicos ou outros cenários com a intenção de chocar ou causar repulsa nos espectadores. Esses são apenas alguns exemplos. Não publique conteúdo caso acredite que ele pode violar essa política. Analisamos o conteúdo educativo, documental, artístico e científico caso a caso. Exceções limitadas são feiras para conteúdo com contexto suficiente e apropriado, em que a finalidade da publicação é clara”.

Respeitamos integralmente os critérios da empresa. Mas estranhamos o momento da suspensão e sua rigidez.

Principalmente quando encontramos exemplos de absoluta violência como essa sugestão para o aperfeiçoamento da técnica de um assassinato:

Ou esta cena que faz parte de uma cobertura jornalística (como a nossa) e que, como o vídeo anterior, continua no YouTube:

Estamos aguardando maiores esclarecimentos do YouTube e a compreensão de que prestamos um serviço público de informação sério e responsável.

Revista Oeste