Fala ocorreu durante evento em Guarulhos (SP)
Durante evento com apoiadores em Guarulhos, em São Paulo, o presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), afirmou que a censura não pode ser admitida no Brasil.
Sem citar diretamente a censura sofrida pela Jovem Pan, a pedido da campanha do candidato à Presidência Loola (PT), o chefe do Executivo declarou que a emissora seria a “primeira a ser censurada”. O ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato ao governo de São Paulo, também esteve presente no encontro.
“Sempre defendi a liberdade”, disse Jair Bolsonaro. “Hoje, a água bateu na cintura da imprensa brasileira. Não podemos admitir censura em nosso país. A imprensa tem que ter liberdade, até para errar. A imprensa calada é o que pior pode acontecer para uma democracia.”
O presidente ainda prometeu que, caso seja reeleito, a “questão da liberdade se acalmará” no Brasil. “Haverá maior independência entre os Poderes”, afirmou. “Não queremos atritos, mas não podemos permitir que a nossa liberdade continue sendo açoitada.”
A pedido do Loola, TSE censura Jovem Pan
Na quarta-feira 19, a Jovem Pan comunicou que está sob censura. A empresa foi proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de informar os brasileiros sobre os fatos que envolvem as condenações de Loola. O grupo empresarial argumenta que a decisão da Corte foi proferida “ao arrepio do princípio democrático de liberdade de imprensa”, que proíbe qualquer forma de censura e obstáculo para a atividade jornalística. “Não importa o contexto, a determinação do Tribunal é para que esses assuntos não sejam tratados na programação jornalística da emissora”, diz o texto.
A emissora alertou a todos para os riscos da escalada autoritária do TSE, visto que a decisão de cercear a liberdade de imprensa pode afetar todos os veículos de comunicação do país. “Enquanto as ameaças às liberdades de expressão e de imprensa estão se concretizando como forma de tolher as nossas liberdades como cidadão neste país, reforçamos e enfatizamos nosso compromisso inalienável com o Brasil”, comunicou o grupo empresarial. “Acreditamos no Judiciário, nos demais Poderes da República e nos termos da Constituição Federal de 1988. Defendemos os princípios democráticos da liberdade de expressão e de imprensa e fazemos o mais veemente repúdio à censura.”
Revista Oeste
