quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Chefe da polícia de Ottawa renuncia

 Peter Sloly deixou o cargo em meio aos protestos contra a obrigatoriedade da vacina anticovid no Canadá

País passa por onda de protestos
País passa por onda de protestos | Foto: Reprodução/YouTube

Peter Sloly, chefe da polícia de Ottawa, capital do Canadá, renunciou na terça-feira 15, depois que o primeiro-ministro do país, Justin Trudeau, declarou estado de emergência. Ele deixou o cargo em meio aos protestos dos caminhoneiros que se opõem à obrigatoriedade da vacina contra a covid-19.

“Infelizmente, ficou claro que muitos membros do Conselho de Polícia, da Câmara Municipal e o público em geral não estavam satisfeitos com a resposta da polícia em encerrar a ocupação”, disse o prefeito de Ottawa, Jim Watson, afirmando que o motivo da renúncia não foi a decretação do estado de emergência.

A medida tomada por Trudeau permite a proibição das manifestações de rua. Por meio dela, os policiais agora podem prender os veículos utilizados em bloqueios, e os motoristas de reboques são obrigados a auxiliar as autoridades a fazerem esse trabalho.

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De acordo a CTV NEWS, emissora local, Sloly não impediu que os manifestantes circulassem pela Wellington Street, a principal rua que dá acesso ao Parlamento canadense. O agora ex-chefe da polícia disse que tentava evitar um derramamento de sangue em meio à crise.

Manifestações por todo o Canadá

Os protestos se estendem por todo o Canadá. Uma ponte que liga Windsor, Ontário e Detroit ficou bloqueada por uma semana. Ela é vital para as cadeias de suprimentos da indústria automobilística global.

Apesar de ser prerrogativa do primeiro-ministro invocar o estado de emergência quando entender que o país está sob ameaça, isso não ocorria havia meio século e ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento dentro de uma semana.

A decretação do estado de emergência também autoriza o bloqueio das contas dos manifestantes, conforme detalhou Chrystia Freeland, ministra das Finanças do país. As regras de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo no país foram ampliadas para que se estendam às plataformas de financiamento coletivo, de onde boa parte da verba usada nos protestos atuais foi coletada.

Artur Piva, Revista Oeste