Manifestantes quebraram as portas de uma concessionária de veículos nas imediações da marginal do rio Pinheiros
Manifestante depreda concessionária de veículos na Avenida Eusébio Matoso, em São Paulo (Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)
O quinto dia de protestos contra o impeachment de Dilma Rousseff e contra o presidente Michel Temer terminou com atos de vandalismo na Zona Oeste da capital paulista. Os manifestantes, que se reuniram no Largo da Batata, negociavam o trajeto do protesto com a Polícia Militar, mas uma parte deles se dispersou e vandalizou lojas nas proximidades da marginal do Rio Pinheiros, entre elas uma concessionária de veículos. O grupo atirou pedras e quebrou as portas de vidro do estabelecimento.
Os cerca de 40 manifestantes que destruíram as portas da concessionária entraram na Marginal Pinheiros, passaram pelo terminal de ônibus Pinheiros e seguiram de volta rumo ao Largo da Batata.
Confrontos
Na noite de quarta, black blocs usaram um protesto contra Temer para protagonizar cenas de vandalismo no centro da capital paulista. O grupo ateou fogo a lixo, depredou agências bancárias e lojas e tentou virar uma viatura da polícia. A PM reagiu com bombas de gás lacrimogêneo. No confronto, a universitária Deborah Gonçalves Fabri foi ferida por estilhaços e perdeu parte da visão do olho esquerdo. O estudante Eduardo Magnoni também foi ferido,atingido por uma pedra lançada por um black bloc.
Na quinta, novas cenas de confronto na capital paulista: manifestantes colocaram fogo em sacos de lixo na Avenida 9 de Julho e entrou em confronto com a PM, que respondeu com bombas de efeito moral.
