Cleide Carvalho - O Globo
Diretor-presidente da Galvão Engenharia se dispõe a fazer acareação com Paulo Roberto Costa e Youssef
Para provar que a Galvão Engenharia teria sido coagida a pagar propina, Fonseca se dispôs a fazer acareação com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e com o doleiro Alberto Youssef .
A LFSN Consultoria pertence a Luís Fernando Sendai Nakandakari, que seria filho de Shinko. O endereço informado à Receita Federal é um apartamento num prédio residencial no bairro do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo. Os pagamentos foram feitos por meio de transferências eletrônicas a Luís Fernando e a Juliana Sendai Nakandakari.
Pagamento foi feito até junho, depois de deflagrada a Lava Jato
As notas fiscais foram emitidas entre 2010 e 2014. Segundo a planilha de pagamentos apresentada à Justiça pela Galvão Engenharia, o primeiro pagamento ocorreu em novembro de 2010 e o mais recente é de 25 de junho de 2014 - cerca de dois meses depois de a Operação Lava-Jato ter sido deflagrada pela Polícia Federal.

Fonseca, que teve prisão preventiva decretada, tenta provar que não fazia parte da organização do cartel de empreiteiras, mas foi vítima de extorsão. Em depoimento, ele afirmou que cedeu à pressão de Shinko porque a Galvão Engenharia vinha sendo sucessivamente preterida e o nome da empresa havia sido excluído da lista das "convidadas" a partipar da licitação.
Segundo informou na semana passada o advogado de Fonseca, José Luis de Oliveira Lima, a Galvão Engenahria obteve contratos com a Petrobras “de forma lícita”, mas depois disso passou a ser vítima de extorsão e concussão (ato de exigir para si ou para outrem, dinheiro ou vantagem em razão da função que ocupa).
Em depoimento à PF, Fonseca também afirmou que destino de parte do dinheiro foi o Partido Progressista (PP), que integra a base aliada do governo Dilma Rousseff.
