quarta-feira, 10 de junho de 2026

CCJ da Câmara aprova redução da maioridade penal - Veja os quadrilheiros de Lula que votaram a favor da impunudade

Ao todo, foram 44 deputados favoráveis e 18 contrários; para a PEC seguir em tramitação, Motta precisa criar a comissão especial para discutir a proposta


Comissão da CCJ da Câmara durante discussão da PEC da redução da maioridade penal para 16 anos - Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, nesta quarta-feira, 10, a admissibilidade da PEC 32/2015, que trata da redução da maioridade penal para 16 anos. 

Ao todo, foram 44 deputados favoráveis à proposta e 18 contrários. Não houve abstenção na votação da PEC, que durou quase três horas. 

Agora, para que a matéria siga em tramitação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), precisa criar a comissão especial para a discussão da proposta.


Placar da votação da PEC da maioridade penal na CCJ da Câmara - Foto: Divulgação/YouTube 

O relator da proposta na CCJ, deputado Coronel Assis (PL-MT), já havia apresentado um parecer favorável pela admissibilidade da PEC no fim de maio — contudo, a votação foi adiada depois de um pedido de vista coletivo feito por deputados de esquerda. 



O relator da PEC da maioridade penal na CCJ da Câmara, deputado Coronel Assis (PL-MT) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

No parecer, O ponto central do parecer é a defesa da admissibilidade da proposta. Coronel Assis sustentou que a maioridade penal aos 18 anos não é cláusula pétrea e pode ser alterada por emenda constitucional. O parecer reconhece que, mesmo com eventual redução da maioridade penal, jovens responsabilizados criminalmente precisam ter garantias preservadas. 


Tratamento separado dos adultos 

O parecer reconheceu que, mesmo com eventual redução da maioridade penal, jovens responsabilizados criminalmente precisam ter garantias preservadas. 

Entre elas estão a separação dos adultos, acesso a tribunal especializado e vedação a penas cruéis, degradantes, de morte ou prisão perpétua. Segundo o relator, essas exigências decorrem dos tratados internacionais ratificados pelo Brasil. 

• Torna adolescentes de 16 e 17 anos penalmente imputáveis; e 

• Permite que passem a responder criminalmente como adultos.


Com informações de Sarah Oeres - Revista Oeste