Diz que o ministro atua "como órgão de acusação" e viola a Lei Orgânica da Magistratura

Sem citar diretamente o nome de Gilmar Mendes, o procurador do Ministério Público no Tribunal de Contas da União Júlio Marcelo de Oliveira fez críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal. Ele afirmou que o magistrado demonstra “não ter isenção” para julgar o pedido de suspeição do ex-ministro Sergio Moro na Lava Jato.
Nesta terça-feira, 16, pelas redes sociais, Júlio Marcelo de Oliveira disse que o ministro atua “como órgão de acusação” e viola a Lei Orgânica da Magistratura (Loman). Na sexta-feira 12, Gilmar Mendes comparou a força-tarefa a um “esquadrão da morte”.
“Curioso como um ministro que pretende julgar a isenção de Moro na Lava Jato atua como órgão de acusação, violando a LOMAN e demonstrando não ter isenção para participar de tal julgamento”, tuitou.
O procurador ainda disse que “muita gente apoiava a Lava Jato até o dia em que ela alcançou a Odebrecht. Desse dia em diante, esses apoiadores viraram críticos e inimigos da Lava Jato e ainda dizem que a operação era seletiva. Enfim, façam o que digo, não façam o que faço”.
Associação Nacional de Procuradores da República
Após a declaração do ministro, a Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) divulgou uma nota em que defende os integrantes da operação e afirma que o ministro desrespeitou a Lei Orgânica da Magistratura e agiu “como se estivesse acima da legislação”.
Afonso Marangoni, Revista Oeste