sexta-feira, 11 de setembro de 2020

‘Não paira mais desconfiança sobre Dias Toffoli. Paira vergonha’, escreve Sílvio Navarro

 Revista Crusoé revela depoimento bombástico de Marcelo Odebrecht sobre o ministro que comandou o Supremo Tribunal Federal

em última sessão

Dias Toffoli: o pior ministro da história do Supremo | Foto: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

José Dias Toffoli, o ministro Dias Toffoli — como escolheu ser chamado desde que recebeu a toga do Supremo Tribunal Federal há 11 anos para substituir Carlos Alberto Menezes de Direito — sempre conviveu com a desconfiança. 

No meio jurídico, a crítica é que seu currículo não o credencia à cadeira, especialmente no quesito “notável saber jurídico”. 

No meio político, o laço inexorável com o PT, partido para o qual advogou, e o cargo de advogado-geral da União nos Lula, falam por si sós.

Eis que ao longo do biênio em que esteve na cadeira acumulou mais sombras — e mais desconfiança — sobre sua atuação como o chefe do Poder que guarda a Carta, como mostra a coletânea de alguns dos seus piores momentos feita pela Oeste.

Nesta semana, contudo, a revista Crusoé publica uma reportagem devastadora. Em depoimento à Procuradoria-Geral da República, Marcelo Odebrecht, que já esteve no trono de maior empreiteiro do Brasil, liga Toffoli à maior engrenagem criminosa já engendrada na República: o petrolão e suas infindáveis ramificações. 

Um detalhe causa ainda mais espanto: em abril do ano passado, o Supremo censurou a Crusoé. 

Na ocasião, a revista apontou que Toffoli era tratado como o “o amigo do amigo de meu pai”.

Não paira mais desconfiança sobre Dias Toffoli. Paira vergonha — entre outros adjetivos que o fariam censurar também este comentário.

Revista Oeste