sexta-feira, 5 de julho de 2019

"Finalmente saímos da lama", diz presidente da bolsa

Gilson Finkelsztain, presidente

da bolsa, disse em evento que 

o interesse de estrangeiros pelo

mercado de capitais brasileiro

está aumentando novamente





Não faz tanto tempo assim que a bolsa
 de valores do Brasil, a B3,  bateu seu
 tão sonhado 1 milhão de investidores
 pessoas físicas. 
Perto da ambiciosa meta de 5 milhões,
imaginada pela própria bolsa anos atrás,
 quando a economia nacional estava
 em pleno vapor, ainda é pouco. Mas, na
 opinião de Gilson Finkelsztain, presidente
 da B3, o Brasil finalmente está de volta
 aos trilhos.
“Com o 1 milhão de

pessoas físicas finalmente

comemoramos 
que estamos saindo da lama.

carro ‘Brasil’ estava atolado,
 mas já estamos de volta à 
estrada e vemos pavimento 
à frente”,  disse Finkelsztain em 
evento nesta sexta-feira 
da XP Investimentos, 
em São Paulo.
Mesmo assim, ele admite que o número
(de 1 milhão de investidores
 individuais) ainda é muito baixo e que
“precisamos dobrar rápido”
com a ajuda das corretoras e também
 incentivando novas emissões 
de papéis.

Estrangeiros de olho

Em suas conversas com investidores
internacionais – segundo ele, 
mais de 80% das ações da própria B3
 estão na mão de 
estrangeiros, em especial americanos,
Gilson Finkelsztain conta
 que já vê a retomada do interesse em
Brasil.
“Nas últimas viagens ficou muito claro para
 mim que o interesse 
desses gestores para o Brasil está crescendo
 muito. Não 
trouxeram ainda o dinheiro porque cansaram
 de escutar
 promessas não atendidas no passado. Mas,
 com a nova agenda
 para o país, já começam a olhar novamente”,
disse.
Ele explica que, nos últimos anos, os gestores
 mais focados em 
investir em países emergentes tiraram o
dinheiro do Brasil e se 
concentraram na China, um país que não
apenas crescia, mas 
cumpria suas promessas de investimentos.
Já os que olham globalmente, que não
observavam o Brasil desde
 2012, eles estão voltando com mais fôlego
 a colocar o país no 
radar de investimentos.
“Se entregarmos as reformas e o setor
 público der espaço para o 
setor privado, teremos possivelmente o
 início de um novo ciclo de 
crescimento que pode durar mais cinco
anos. Eles estão com 
vontade de colocar dinheiro aqui e a medida
 que avançamos nas
 reformas e entregando as promessas
econômicas, eles vão voltar”, 
comenta.

E, para este tipo de

investidor, diz

Finkelsztain, não importa

muito se o

Ibovespa está em “90 mil,

100 mil ou

200 mil pontos”, pois eles

não tentam

acertar o melhor momento


de entrada,

mas chegam para ficar mais

de sete

anos, um horizonte longo.
”Espero que em breve possamos comemorar
1,5 milhão de 
investidores”, finaliza. Vamos acompanhar no
 Valor Investe.

Naiara Bertão, Valor Investe