quarta-feira, 29 de maio de 2019

"Recuo prudente"

De Estoril, em Portugal, onde participava da conferência “Desafios globais, soluções locais”, Moro deu aval para bancada do Senado confirmar decisão da Câmara. Foto: Antonio Pedro Santos/EFE

Carta assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, sepultou de vez a tentativa, que tinha tudo para prosperar no Senado, de devolver o texto aprovado da MP da reorganização dos ministérios com a decisão nele incluída por pequena maioria de 18 votos de devolver o Coaf do Ministério da Justiça, como constava da proposta original, para o da Economia. 
Só que o prazo fatal da MP está marcado para 3 de junho, próxima terça-feira, a mudança poderia tomar mais tempo do que o necessário para deputados federais voltarem atrás. 
Com prudência, o presidente e o ministro preferiram optar pela confirmação do texto aprovado pela Câmara para evitar que, tendo caducado a MP, o objeto da medida virasse pelo avesso e fossem ressuscitadas todas as 29 pastas da gestão de Temer.

José Nêumanne, O Estado de São Paulo

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