O que define a popularidade dos governantes é a economia. A aprovação de Dilma despencou fortemente quando chegou a conta dos erros cometidos por ela. As decisões tomadas pela presidente provocaram a crise econômica, que tem efeito concreto na vida das pessoas. Dilma desrespeitou a lei fiscal e a crise que ela criou é a grande causa do impeachment.
Um taxista, falando sobre economia, me perguntou “quando vai parar de doer?”. Crises econômicas provocam dor na população. A recessão é forte, a inflação está alta e o desemprego entre os mais pobres é muito maior que entre os mais ricos.
No processo do impeachment, Eduardo Cunha delimitou a denúncia aos atos de Dilma em 2015, deixando de fora o mandato anterior. Mas a economia não reconhece essas fronteiras. A crise foi produzida ao longo dos primeiros anos do governo Dilma, quando a presidente desorganizou as contas públicas. Durante a campanha, ela negou os problemas, e os erros continuaram a acontecer em 2015. O governo não cobriu os custos dos seus programas e ficou devendo aos bancos públicos, o que é proibido pela lei fiscal. A consequência foi a inflação alta, o desequilíbrio, a recessão e o desemprego.
A popularidade despencou. Reeleita em outubro de 2014, Dilma viu a popularidade cair para 13% no início de 2015.
A política explica melhor o que ocorre nesses momentos. A base se afastou e o governo perdeu apoio parlamentar. Dilma não foi capaz de reverter a situação.
O brasileiro, que tanto lutou por sua moeda, pune o governante que traz de volta o fantasma da inflação. A crise que Dilma deixou é de grandes proporções e não será resolvida no curto prazo. Sem grande apoio nas ruas nem entre os parlamentares, a presidente vai agora para a derradeira etapa do seu julgamento no Congresso.
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