| Pedro Ladeira/Folhapress | |
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| O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE) |
DANIELA LIMA
DÉBORA ALVARES
MARIANA HAUBERT
Folha de São Paulo
DÉBORA ALVARES
MARIANA HAUBERT
Folha de São Paulo
Aliado do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e integrante da chamada ala "moderada" do PMDB, o líder da sigla na Casa, senador Eunício Oliveira (CE), fez um diagnóstico pessimista sobre o futuro Dilma Rousseff e as chances de o PT conseguir criar uma reviravolta no processo que poderá levar ao afastamento da petista.
"Honestamente, a situação de Dilma é muito difícil", disse. Segundo ele, mesmo artifícios como a proposição de novas eleições, "a essa altura, não produzem mais impacto".
"Isso é antibiótico para quem está com septicemia", afirmou. "É muito difícil. Ela perdeu a governabilidade. Um governo que não conseguiu 130 votos de 513 [na Câmara]... Acho muito complicado", disse.
Ele avaliou ainda que o PT e o ex-presidente Lula têm errado na condução das últimas etapas desse processo. Lula recentemente fez críticas aos congressistas, o que na opinião de Eunicio não ajuda a ala que ainda tenta virar votos e evitar que a admissibilidade do impeachment seja aprovada no Senado.
NOMES
Eunicio disse esperar que, nesse cenário, o PT aposte na tensão social para influenciar a política e disse prever o aumento do número de invasões pelos sem-terra, por exemplo.
O senador disse que a travessia vai requerer "tranquilidade" e elogiou os nomes que aparecem como cotados para um ministério de Temer.
Ele negou que o vice possa estar apostando em uma via errada ao compor o núcleo mais próximo do Planalto com quadros que são seus amigos pessoais, como Eliseu Padilha, cotado para a Casa Civil. "O perfil é esse mesmo", garantiu.
