Cunha cogitou lançar deputado contra candidato de Picciani, mas vitória do impedimento pode levar a acordo na bancada

A aprovação do pedido de impeachment, pela Câmara dos Deputados, contra a presidente Dilma Rousseff pode mexer também no comando das comissões temáticas da Casa.
Está prevista para amanhã a reunião de líderes que vai definir a distribuição das comissões de acordo com o tamanho de cada bancada. Como é o maior partido, o PMDB ficará à frente daComissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Câmara.
Quando se elegeu líder do PMDB, dois meses antes da votação do impechment, Leonardo Picciani negociava indicar para o posto um aliado, o deputado mineiro Rodrigo Pacheco. Derrotado na ocasião, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, chegou a articular lançar a candidatura do também peemedebista Osmar Serraglio para o mesmo posto.
Com a vitória, na sessão de 17 de abril, da ala pró-impeachment, o cenário mudou. Cresceu na bancada do PMDB a pressão para que o indicado pela legenda seja Serraglio - conhecido por relatar a CPI dos Correios, que investigou o mensalão. A proposta que está sendo costurada prevê que Pacheco presidirá o colegiado no ano seguinte.