terça-feira, 20 de outubro de 2015

Chefe da quadrilha, Lula foi acionado para dar "velocidade" a estaleiro

Com O Antagonista


Fernando Baiano deu mais detalhes sobre a participação de Lula e José Carlos Bumlai na intermediação de negócios da OSX com a Sete Brasil, que teriam rendido propina para pagar despesas do apartamento de uma das noras do petista.
O delator revelou que houve duas reuniões no Instituto Lula para tratar do tema. Os encontros ocorreram no primeiro semestre de 2011 e antecederam a cobrança de R$ 3 milhões, informa o Estadão.
"Antes dessa reunião, o depoente encontrou João Carlos Ferraz e Bumlai. Esse encontro ocorreu em um restaurante italiano embaixo de um flat, onde almoçaram”. O restaurante foi o Tatini, no Jardim Paulista.
“Ferraz disse que a reunião com Bumlai e Lula tinha sido muito boa, que Ferraz teria feito uma boa exposição ao ex-presidente sobre a Sete Brasil, sobre a importância da empresa para a indústria naval brasileira e sobre as dificuldades enfrentadas para colocar os projetos para frente”, afirmou o delator.
Segundo relatos do ex-presidente da Sete Brasil, Lula teria falado em “dar mais velocidade” nos assuntos da empresa. “Ferraz disse que Lula foi bastante amável com ele e teria assumido o compromisso de ajudar a dar mais velocidade nos assuntos da Sete Brasil, para viabilizar uma consolidação mais rápida da indústria naval brasileira.”
Baiano considerava indispensável ‘um peso maior’ para que o negócio fosse ultimado”, registra a força-tarefa no termo de delação.