segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Aécio propõe criação de ministério para a Infraestrutura

 

Pasta já existiu no governo Collor, mas durou apenas dois anos

- O Globo



O candidato tucano à Presidência Aécio Neves durante sabatina no G1 - Reprodução



O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse nesta segunda-feira que estuda a criação, se eleito, de ministério para coordenar a área de infraestrutura e logística do país. A declaração foi feita durante sabatina realizada pelo portal G1 quando o tucano reafirmava o compromisso de campanha de reduzir o número de ministérios.

Aécio tem defendido que haja, no máximo, 23 ministérios e não 39 como atualmente. Ele, entretanto, evita dar detalhes sobre o modelo que considera adequado. Até agora, a única pasta que Aécio disse que extinguiria é a da Pesca.

Nesta manhã, pela primeira vez, anunciou a proposta de uma nova pasta, a da Infraestrutura, mas não explicou quais ministérios seriam fundidos para a criação deste órgão.

- Vamos apresentar esse novo desenho mais adiante. Em primeira mão, quero dizer aqui que estamos estudando a criação de um forte ministério da Infraestrutura. Não quero entrar em detalhes, mas ele trataria dos investimentos em rodovias, ferrovias e da área de energia. Fica essa primeira sinalização - afirmou Aécio.

O país já teve no governo Fernando Collor um ministério para o setor da Infraestrutura, mas ele acabou extinto dois anos depois de sua criação, em 1992.

Aécio também prometeu reduzir em um terço os cargos de confiança, que somam hoje cerca de 23 mil. O tucano defendeu ainda uma revisão da taxação de grandes fortunas, mas não deu detalhes.
Mais cedo, o tucano participou da abertura de um congresso do setor do agronegócio em São Paulo. Com o fim do recesso parlamentar, Aécio disse que anunciará nesta quarta-feira se se licenciará ou não do Senado para fazer campanha.

- Eu já decidi que não receberei a remuneração do Senado nos meses de agosto e setembro e tampouco em julho. Já estamos providenciando a devolução desse recurso. Há uma discussão na Executiva do partido porque alguns acham que ter a tribuna do Senado como alternativa ou espaço para determinados posicionamentos poderia ser positivo. Eu pessoalmente caminho para me licenciar, mas vou discutir isso até em respeito a meus companheiros e definirei na quarta-feira.