terça-feira, 25 de março de 2014

Gangue do "Barba" faz defesa política de Dilma ´trambique` após golpe na Petrobras

De última hora, PT inclui defesa política de Dilma em resolução do diretório nacional

 
Mudanças no texto ocorrem após crise causada pelo caso da refinaria de Pasadena


Fernanda Krakovics - O Globo
 
 

O secretário-geral do PT, Geraldo Magela
Foto: Gustavo Miranda/4-1-2010 / Agência O Globo
O secretário-geral do PT, Geraldo Magela Gustavo Miranda/4-1-2010 / Agência O Globo



Em meio ao coro de “volta, Lula", que cresceu no próprio partido, e à crise gerada pela denúncia de compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, o PT incluiu uma defesa da presidente Dilma Rousseff na resolução política aprovada na reunião do diretório nacional na última quinta-feira.

O reforço no apoio à reeleição de Dilma não estava no texto-base, escrito pelo secretário-geral do PT, Geraldo Magela, e foi acrescentado durante a reunião do diretório, já no segundo parágrafo da resolução.

“O Partido dos Trabalhadores tem por objetivo vencer as eleições presidenciais de 2014, reelegendo a presidenta Dilma Rousseff para um segundo mandato por dois motivos fundamentais: porque fazemos um balanço globalmente positivo de seu mandato e para dar continuidade às transformações no Brasil, iniciadas pelo presidente Lula em 2003”, diz a versão final do texto.


Outra emenda aprovada no texto-base, proposta pelo deputado estadual Edinho Silva (SP), que será o tesoureiro da campanha à reeleição, foi resposta à compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, negócio considerado suspeito de superfaturamento e aprovado por Dilma quando era ministra da Casa Civil no governo Lula e presidia o conselho de administração da estatal.

Orientado pelo Planalto, o PT resolveu tratar a denúncia como um ataque à Petrobras, e não à presidente Dilma, e como uma investida da oposição com objetivo eleitoral. Na resolução, o PT afirma que “mais uma vez estamos presenciando a oposição e os setores conservadores da nossa sociedade fazerem ataques para atingir a imagem da Petrobras. É importante relembrarmos que a nossa maior empresa pública foi alvo da política de privatizações no governo liderado pelo PSDB, apoiado pela elite nacional, representado por FHC”.

A direção do PT faz um esforço para tentar contornar a nota em que Dilma afirma que apoiou a compra de Pasadena baseada em “documentação falha” e “informações incompletas”.