O Globo
- Pesquisas indicam que Frente Nacional conquistou 7% dos votos, mas lidera o pleito em várias cidades de médio porte. Partidos de direita tiveram em média 48% dos votos, contra 43% das agremiações de esquerda ligadas ao presidente François Hollande, em eleição também marcada por grande abstenção

A extrema direita obteve um forte avanço nas eleições municipais deste domingo na França, nas quais a esquerda sofreu um retrocesso e a direita conquistou uma pequena vantagem. Pesquisa de opinião do instituto BVA para o jornal “Le Parisien” indicou que os partidos de direita teriam, em média, 48% dos votos no primeiro turno nas cidades com mais de 3.500 habitantes, e os de esquerda, 43%. A Frente Nacional (extrema direita) teria conquistado 7% dos votos, mas encabeça o escrutínio em várias cidades de médio porte. Em Henin-Beaumont, por exemplo, o candidato da agremiação, Steeve Briois, teve 50,26% dos votos e ficou com o cargo de prefeito já neste primeiro turno.
- É fundamental que aquelas e aqueles que votaram na Frente Nacional para expressar sua ira e exasperação contra a esquerda deem seus votos aos candidatos da UMP no segundo turno - pediu Copé.
As eleições foram marcadas por uma grande abstenção, ao redor de 35%, segundo as pesquisas. Elas são o primeiro teste nacional de François Hollande, que ganhou a presidência maio 2012, mas viu a sua popularidade cair aos menores índices históricos por não conter o desemprego até o final do ano passado, como havia prometido.
- A bofetada antecipada chegou efetivamente para a esquerda - avaliou Gael Sliman, diretor do instituto BVA, que divulgou a pesquisa de boca de urna.
Apesar disso, na capital Paris as pesquisas apontam como favorita a socialista Nathalie Kosciusko-Morizet, mas seus esforços, cheios de gafes, para atrair os eleitores “bobo” (burgueses e boêmios) foram amplamente ridicularizados nas redes sociais. Sua adversária é Anne Hidalgo, vice-prefeita de Bertrand Delanoe desde 2001. Na segunda maior cidade francesa, Marseille, os socialistas também devem continuar no poder, com Jean-Claude Gaudin conquistando um segundo mandato.