Sobe para 34 o número de mortos em protestos na Venezuela
- Outros três venezuelanos morreram baleados em Carabobo, Valência e San Cristobal após confrontos entre manifestantes, forças de segurança e gangues armadas

CARACAS - Três venezuelanos morreram após serem atingidos por tiros durante os protestos contra o presidente socialista Nicolás Maduro, aumentando para 34 o número de mortos nos quase dois meses de manifestações. As vítimas foram feridas em incidentes separados, registrados nos estados de Carabobo, Táchira e Mérida entre sexta-feira e sábado.
Argenis Hernandez, de 26 anos, foi baleado no abdômen quando protestava perto de uma barricada no centro da cidade de Valência, em Carabobo, e morreu na manhã de sábado em um hospital próximo, de acordo com relatos da mídia local. Um motociclista não identificado, dos grupos pró-governo conhecidos como "coletivos", tentou atravessar a barricada e abriu fogo contra os manifestantes quando foi impedido, ferindo os manifestantes.
O motorista Wilfredo Rey, de 31 anos, morreu na sexta-feira à noite depois de ser baleado na cabeça durante um confronto entre manifestantes e pistoleiros encapuzados na cidade ocidental de San Cristobal, no estado de Táchira, de acordo com moradores locais. Rey não estava envolvido nos protestos, disseram.
Jesus Labrador, de 40 anos, foi atingido por uma bala no tórax no sábado na cidade andina de Mérida durante um tiroteio entre manifestantes armados e pistoleiros encapuzados em motocicletas, disseram testemunhas à Reuters. Labrador morreu minutos depois de chegar ao hospital. Quatro outros manifestantes foram feridos por tiros no incidente.
No sábado, a oposição realizou novas passeatas partindo de cinco pontos de Caracas rumo ao município vizinho de Chacao.