O Estadão informa que o Ministério Público português " arquivou uma investigação sobre Miguel Horta e Costa, ex-presidente da Portugal Telecom, com a alegação de que não há indícios de que ele tenha pago US$ 7 milhões para arcar com dívidas de campanha do PT. Segundo os portugueses, o único fato concreto é que houve uma reunião entre Miguel Horta e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. Mas não é possível afirmar que houve acerto de repasse de dinheiro nessa conversa. O dinheiro seria para facilitar a compra da Telemig pela Portugal Telecom."
O acerto havia sido relatado por Marcos Valério. Como informamos há alguns dias, as contas no exterior em que Lula teria recebido dinheiro de propina, também indicadas por Valério, não puderam ser identificadas pelas autoridades brasileiras.
Lula não foi considerado inocente. Apenas virou um cold case.
Renato (Já?)nine Ribeiro será substituído por Aloizio Mercadante na Educação da Pátria Educadora.
Marcelo Castro, e não Manoel Júnior, agora passou a ser o mais cotado para a Saúde, a pasta que teve o ex-ministro demitido pelo telefone. Marcelo Castro foi o primeiro deputado piauiense a romper a marca dos cem mil votos, registra a Wikipedia.
Será um ministério de notáveis, como se vê, notavelmente montado para satisfazer a única prioridade do governo: tentar manter a ex-presidente em exercício Dilma Rousseff no Planalto.
Documentos apreendidos pela Polícia Federal reforçam a atuação do ex-presidente Lula como lobista da Odebrecht em negócios no exterior. Na economia, as contas do governo registraram o pior agosto dos últimos 19 anos. Acompanhe o ‘Giro Veja’, com Silvio Navarro.
A gestão desastrosa da presidente Dilma é analisada pelo economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, que critica duramente a atual política do órgão. O economista também não poupa críticas ao ajuste fiscal: "O pacote é um improviso, parece que foi definido em um churrasco no fim de semana. Estamos presos em uma teia de incapacidade administrativa". Assista ao 'Direto ao Ponto', com Joice Hasselmann
Se Lula só pensa em escapar da cadeia, Dilma Rousseff só pensa em escapar do impeachment.
Quem matou a questão foi Rosangela Bittar, do Valor:
“Tudo o que a presidente Dilma Rousseff pensa, negocia, formula, discute, tem no horizonte o impeachment. Conquistar maioria, reter a base, agradar às inúmeras correntes do PMDB, punir o vice-presidente que acredita estar secando o seu lugar, tudo, tudo, tudo.
Nada tem a ver com os vetos às despesas criadas pelo Congresso, nem à necessidade de aprovar a PEC da DRU, e sequer tem a ver com a veleidade de aprovar a odiosa CPMF.
Seu problema é o impeachment, e esse está nas mãos de José Sarney, Renan Calheiros, Leonardo Picciani e Eduardo Cunha.
O veredito que definirá a sorte presidencial é o do TCU, e não o do TSE. A ação contra Dilma ficará anos no TSE, só com protelações, recursos, pedidos de vista. O do TCU, ao contrário, é o que tem a força, o poder de fazer acontecer. O governo sabe disso, por isso empurrou o processo até agora.
Há um conjunto de ações e omissões às quais o TCU atribui maior gravidade do que às pedaladas, como explica um ministro: ‘Dilma seria obrigada a contingenciar as despesas para obter a meta prevista em lei, e ela não só não contingenciou como editou um decreto ampliando os gastos’.
Portanto, a possibilidade de impeachment está concentrada no TCU e no PMDB, em equação simples. O PMDB tem três ministros no TCU: Raimundo Carrero (Sarney), Vital do Rego e Bruno Dantas (de Renan). Caso eles votem pela rejeição das contas, elas serão rejeitadas no PMDB e no Congresso, e o impeachment será inexorável”.
O governo anunciou a sua previsão para 2016. Tem tudo para ser um ótimo ano.
O déficit público deverá baixar de maneira substancial, em relação ao PIB, passando a 3,3%. O objetivo é chegar a 2,7% em 2017. Além disso, os cidadãos deixarão de pagar o equivalente a 9 bilhões de reais de impostos, e as empresas terão uma redução de encargos equivalente a 41,5 bilhões de reais.
Para cumprir essas promessas, o governo apertará ainda mais o cinto, economizando o equivalente a 72 bilhões de reais. Na comparação com este ano, o Estado gastará aproximadamente menos 6 bilhões de reais.
Esse será o 2016 na França governada por socialistas.
O chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante: rebaixado para a Educação (Evaristo Sá/AFP)
Se as mudanças já combinadas pela presidente Dilma Rousseff com líderes dos partidos aliados e os futuros subordinados não caírem por terra mais uma vez, o governo passará a ser comandado por um ministério ainda pior e igualmente dispendioso - na prática, o enxugamento da máquina pode nem sequer alcançar os 200 milhões de reais por ano anunciados no pacote fiscal do governo.
As últimas novidades nos bastidores de Brasília são a possível realocação do chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, na pasta da Educação, que ele já administrou no primeiro governo de Dilma. Em seu lugar, assumiria Jaques Wagner, hoje na Defesa. A dança das cadeiras é uma tentativa da presidente de manter Mercadante, seu fiel escudeiro, protegido por um cargo no governo enquanto é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por uso de caixa dois na campanha de 2010. Politicamente, a permanência de Mercadante como articulador político do Palácio do Planalto é considerada insustentável por partidos aliados e sua cabeça já havia sido cobrada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No caso de Wagner, ser alçado ao cargo mais importante da Esplanada é um indicativo de que seu amigo e principal padrinho, o ex-presidente Lula, terá forte influência nas negociações com o Congresso Nacional. Nesse cenário, sobraria a degola do professor Renato Janine, o "técnico" que Dilma escalou para comandar a "Pátria Educadora", depois de apenas cinco meses no posto.
Outra mudança desastrosa pode ser a extinção da Controladoria-Geral da União (CGU), responsável pela fiscalização da corrupção no Poder Executivo. Dilma cogita a incorporação de parte das atividades de controle interno do Executivo pela Casa Civil, tradicionalmente ocupada por um quadro partidário do PT. Desde que o ex-presidente Lula chegou ao poder, as investigações dos maiores escândalos de corrupção bateram à porta da Casa Civil - inclusive derrubando ministros em série. Em outra hipótese, a CGU seria fatiada: a Ouvidoria ficaria sob o comando do novo Ministério da Cidadania, ainda em negociação com aliados do governo, e a parte da Corregedoria ficaria com o Ministério da Justiça.
O xadrez ainda inclui a realocação de Aldo Rebelo do Ministério de Ciência e Tecnologia para a Defesa, instalando um ex-deputado comunista na chefia das Forças Armadas. A atual pasta de Aldo ficaria com o PSB, que a comandou por mais de uma década com Lula e Dilma, mas que atualmente não integra o governo.
Desde segunda-feira, deputados e senadores envolvidos nas negociações fizeram circular informações de que Dilma pretende ampliar a participação do PMDB no ministério, avançando em terreno hoje ocupado pelo PT, numa tentativa de afagar e manter o partido aliado tutelado num momento em que os pedidos de impeachment começam a tramitar na Câmara dos Deputados. Nesse cenário, o PMDB deve faturar a cobiçada pasta da Saúde, cujo titular, o petista Arthur Chioro, foi demitido por telefoneontem. O restante dos ministérios serão partilhados pelas bancadas da Câmara, do Senado, e uma cota para o vice-presidente Michel Temer.
Dilma ainda pode criar a nova Secretaria de Governo, que seria designada ao petista Ricardo Berzoini, hoje à frente das Comunicações, que por sua vez seria oferecida ao PDT. Os Ministérios da Previdência e do Trabalho devem ser unificados.
Seguem em debate a fusão das Secretarias de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. O titular desta última, Pepe Vargas, já deixou o cargo. As Secretarias da Pesca e dos Portos, ambas com status de ministérios, também podem ser incorporadas por pastas maiores.
O resultado da dança na Esplanada deverá ser o corte de dez pastas, reduzindo para 29 o número de ministérios. Pior: o gigantesco e custoso quadro de funcionários comissionados será mantido. Nos Estados Unidos, Barack Obama comanda a maior economia do planeta com 22 secretários com status semelhante ao dos ministros de Dilma Rousseff.