Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - Foto: redes sociais.
A um mês da eleição, o ministro Dias Toffoli usou atraso na listagem de perfis para decretar a morte da candidatura de Renan Santos (Missão). O jovem que liderou quatro manifestações contra Toffoli e Alexandre de Moraes no STF, em razão do escândalo Vorcaro/Banco Master, não foi vítima de cassação formal, mas de algo mais eficiente: a morte política. Sem postar, sem produzir conteúdo, sem debates, sem sabatinas e sem verba, o candidato deixa de existir. A campanha de Lula (PT) exultou.
Silêncio como punição
Com o “fuzilamento” do candidato, na prática, a Justiça Eleitoral deixou de regular propaganda e passou a decidir quem pode ser ouvido.
TSE decide quem fala
Eleição livre não se mede só pela urna confiável. O eleitor pode não escolher mais quem acha melhor e sim entre os que o TSE deixa falar.
Uma corte que se acha
Após desequilibrar a disputa em 2022, o TSE acumulou superpoderes, legisla e julga. Agora neutraliza candidato enquanto o calendário corre.