O presidente Jair Bolsonaro faz uma declaração à imprensa na área externa do Palácio da Alvorada, ao lado dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e de ministros, para defender o teto de gastos, mecanismo que proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação. "Nós respeitamos o teto de gastos. Queremos a responsabilidade fiscal.O Brasil tem como realmente ser um daqueles países que melhor reagirá à questão da crise", afirmou Bolsonaro no início do pronunciamento.
Entre os ministros, está presente Paulo Guedes (Economia), que acaba de enfrentar uma "debandada" de secretários da sua pasta. A fala de Bolsonaro foi anunciada a jornalistas pela Secretaria Especial de Comunicação da Presidência (Secom). Além dele, também participaram os ministros da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; o líder do Governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (Solidariedade-TO), o líder do PP, Arthur Lira (AL), um dos principais nomes do 'centrão', e o recém anunciado líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR).
"Reafirmamos nosso compromisso com o teto de gastos, com a boa alocação do gasto público. Reafirmar esse tema é reafirmar o compromisso com nosso país. Dentro dessa realidade, temos muito ainda a fazer e acho que de fato, reafirmando teto de gastos, regulamentação dos seus gatilhos, vai nos dar as condições de melhorar administrar nosso orçamento", declarou Rodrigo Maia.
De acordo com Alcolumbre, a reunião serviu para "nivelar as informações dessa agenda e respondabilidade fiscal". "A agenda e a reunião proposta pelo presidente Bolsonaro é para nivelar as informações dessa agenda de responsabilidade fiscal. A gente tem uma emenda constitucional (do teto de gastos) que foi construída a varias mãos, limitando os gastos públicos. Precisamos formar o convencimento da sociedade dessa agenda", afirmou.
A emenda constitucional do teto de gastos foi promulgada no governo do ex-presidente Michel Temer, vale por 20 anos e prevê que os gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) não podem crescer acima da inflação do ano anterior.
Julia Lindner, O Estado de S.Paulo
