As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, seguindo o forte desempenho de quarta dos mercados de Nova York, em meio a uma maior disposição de tomada de risco com dados macroeconômicos animadores e o noticiário sobre possíveis vacinas para o vírus chinês, covid-19.
O índice acionário japonês Nikkei subiu 1,78% em Tóquio, a 23.249,61 pontos, impulsionado por ações dos setores farmacêutico e de eletrônicos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,21% em Seul, a 2.437,53 pontos, em seu nono pregão consecutivo de ganhos, e o Taiex registrou alta de 0,73% em Taiwan, a 12.763,13 pontos.
Nos negócios de quarta, as bolsas americanas tiveram ganhos de cerca de 1% a 2,1% e o S&P 500 ficou muito próximo da máxima histórica. Contribuíram para o bom humor o anúncio de que o governo dos EUA fechou contrato para comprar da Moderna 100 milhões de doses de uma possível vacina contra o coronavírus e números de inflação acima das expectativas.
Por outro lado, a falta de progresso em negociações entre republicanos e democratas no Congresso americano para o lançamento de um novo pacote fiscal nos EUA deixa os investidores com um pé atrás.
Além disso, americanos e chineses vão revisar no fim de semana a implementação do acordo comercial de "fase 1" assinado pelos dois países em janeiro, inspirando cautela nas bolsas chineses, que encerraram a sessão desta quinta com ganhos apenas marginais. O Xangai Composto subiu 0,04%, a 3.320,73 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,06%, a 2.216,47 pontos.
O diálogo sobre o acordo sino-americano está previsto para sábado, 15, e Pequim deverá trazer à tona a questão envolvendo os aplicativos chineses TikTok e WeChat, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg. Na semana passada, o presidente americano, Donald Trump, emitiu decretos que, na prática, poderão banir o uso dos aplicativos nos EUA a partir de meados de setembro.
Em Hong Kong, o Hang Seng contrariou o tom positivo na Ásia e terminou o dia em ligeira baixa de 0,05%, a 25.230,67 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana foi pressionada por projeções desfavoráveis que acompanharam os balanços financeiros de algumas empresas locais. O S&P/ASX 200 caiu 0,67% em Sydney, a 6.091,00 pontos.
Europa
As bolsas europeias abriram o pregão desta quinta-feira em baixa, com investidores monitorando a falta de progresso nas negociações entre o governo dos EUA e a oposição democrata por um novo pacote fiscal, em reação à crise do coronavírus, e aguardando a pesquisa semanal americana sobre pedidos de auxílio-desemprego.
Às 4h10 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,95%, a de Frankfurt recuava 0,10% e a de Paris cedia 0,18%. Já em Milão, Madri e Lisboa, as perdas eram de 0,07%, 0,06% e 0,05%, respectivamente.
Petróleo
Os contratos futuros do petróleo aprofundaram perdas levemente após a Agência Internacional de Energia (AIE) piorar sua previsão de queda na demanda global pela commodity em 2020 e cortar a projeção de recuperação para o consumo no ano que vem.
Às 5h20 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para setembro caía 0,28% na Nymex, a US$ 42,55, enquanto o do Brent para outubro recuava 0,22% na ICE, a US$ 45,32. Antes da AIE, tanto o WTI quanto o Brent tinham baixas de cerca de 20%. / COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES
Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo
