Centenas de cubanos tomaram as ruas de Miami, reduto do exílio da oposição cubana, para festejar a morte de Fidel Castro aos gritos de "Cuba livre!" e "Liberdade, liberdade!", em meio ao estouro de champanhes, cantorias e panelaços.
"É triste a pessoa se alegrar com a morte de uma pessoa, mas essa pessoa jamais deveria ter nascido", declarou Pablo Arencibia, 67, um professor que deixou Cuba há 20 anos.
"Satanás é que tem que se preocupar agora, pois Fidel vai querer tirar o lugar dele", brincou, em meio ao barulho de buzinas, tambores e fogos de artifício que acordaram a cidade.
Alguns cantavam o hino de Cuba e gritavam "Viva Cuba!".
Segundo o Pew Research Center, 2 milhões de cubanos vivem nos EUA, cerca de 68% deles na Flórida.
Com comentários como "demorou demais" e "agora falta Raúl", mais de mil pessoas em Little Havana e outro tanto em Hialeah (duas regiões de Miami que reúnem os exilados) cantavam, dançavam e se abraçavam celebrando a morte de Fidel.
| AFP | ||
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| Little Havana, em Miami, tem festa neste sábado (26), após o anúncio da morte de Fidel Castro |
Um grupo de venezuelanos em Miami "acompanhou em sua euforia" os exilados cubanos na madrugada deste sábado (26).
"A Organização de Venezuelanos Perseguidos Políticos no Exílio acompanha em sua euforia e sentimento o glorioso exílio cubano pela morte do ditador Fidel Castro Ruz", afirmou o comunicado.
A entidade, presidida pelo ex-militar José Antonio Colina, acrescentou que agora o presidente da Venezuela "Nicolás Maduro ficou seu seu mentor político", em referência à aliança entre Caracas e Havana.
"A morte deste ditador, que tanta tristeza e desgraças causou ao nobre povo de Cuba, é o primeiro passo para o desaparecimento absoluto desse atroz regime de esquerda", acrescentou a organização.
Fidel Castro morreu na noite desta sexta (25) aos 90 anos, segundo o anúncio feito por seu irmão Raúl.
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