Os grandes jornais brasileiros - O Estado de São Paulo, a Folha de São Paulo e o Globo - sugerem em editorias que o governo Dilma Rousseff é corrupto e incompetente. Mas, não recomendam ao eleitor que despreze a candidata petista.
Como a nossa imprensa invariavelmente segue os passos da dos Estados Unidos - a maior democracia do planeta - é estranho que não siga um quesito fundamental da postura do jornais do Tio Sam.
Nos Estados Unidos, "The New York Times" e "Washington Post" têm uma posição clara em face dos candidatos, ou pelo menos, dos partidos. Não há a menor possibilidade de se ficar em cima do muro. Ou o jornal apoia um democrata ou um republicano. Quase sempre, um democrata. Especialmente depois de Richard Nixon.
Vale dizer, no entanto, que nos Estados Unidos os jornais e a mídia, de uma maneira geral, independem de anúncio oficial, como ocorre no Brasil. Mesmo porque, os anúncios oficiais - leia-se agências de propaganda - são grandes focos de corrupção. A lavagem de dinheiro é ´generosa`.
O que, de resto, explica porque os Estados Unidos e outras nações, como a Alemanha, a Inglaterra... são muito menos corruptas. Sem falar que ali a Justiça funciona e os Lula, Maluf, Dilma, Renan de lá estão em cana.
Duas, três vezes por semana editoriais de O Globo, da Folha ou do Estadão relatam a corrupção que grassa no governo Dilma Rousseff.
Fossem efetivamente independentes, afirmariam com todas as letras que o governo Dilma Rousseff é corrupto e que o brasileiro não pode ser cúmplice da bandalheira reinante.
Será que os grandes jornais tergiversam unicamente de olho no faturamento?
Ou fazem parte da enorme hipocrisia que domina o Brasil e que se sobressai nessa campanha eleitoral , quando Dilma Rousseff ofende a inteligência nacional ao dizer que não tolera a corrupção e que vai aprofundar a caça aos corruptos?