Letícia Fernandes - O Globo
Candidato do PSDB afirma que Dilma já é 'perdedora' pelo modo como seu partido se comporta

Com um discurso voltado para o eleitorado feminino — depois dos ataques da presidente Dilma Rousseff (PT) e de as pesquisas mostrarem queda do senador entre as mulheres — o candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) afirmou nesta quinta-feira que esta campanha será lembrada como a de maior baixo nível desde a redemocratização. Ao lado da filha Gabriela, ele criticou ainda o protagonismo do ex-presidente Lula na campanha petista, que o tucano chamou de "sórdida" e "criminosa".
— Essa campanha será estudada e tida como a de mais baixo nível desde a redemocratização. A campanha conduzida pelos nossos adversários é a mais sórdida e mentirosa de todas essas campanhas — disse.
Aécio comentou as denúncias de que beneficiários do Bolsa Família receberam mensagens insinuando que, caso eleito, o candidato acabaria com o benefício. E disse que a reação "sórdida" da campanha do PT se dá por medo do resultado das eleições:
— Hoje mesmo estão sendo presas pessoas com boletins falsos com acusações levianas sobre mim e minha família. Hoje mesmo (houve) a denúncia de telemarketing aterrorizando pessoas que são beneficiárias do Bolsa Família. Quem reage de forma tão sórdida não está preparada para a democracia e teme o resultado das eleições. A verdade vai vencer a mentira, a responsabilidade vai vencer as informações caluniosas disseminadas Brasil afora. O Brasil não merece uma disputa desse nível.
Aécio Neves condenou os ataques feitos por Lula durante a campanha, e afirmou que a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, já é uma derrotada pelos ataques usados no segundo turno.
— Para mim, a candidata oficial já é uma derrotada pela campanha que se permitiu fazer. — Lamentável vermos um ex-presidente da República se sujeitando a cumprir um papel de protagonista numa eleição sórdida e criminosa do ponto de vista dos ataques.
O tucano comentou também as pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas nesta quinta-feira, que mostram Dilma à frente. Disse estar confiante na "espiral silenciosa" que, segundo ele, está se formando em todo o país. E lembrou a disparidade entre as pesquisas realizadas no primeiro turno e o resultado oficial das eleições, afirmando que não analisa pesquisas.
— Não paro para analisar pesquisas, estou muito confiante. Estamos vendo algo avassalador, chamaria de uma espiral silenciosa que se forma em todo o Brasil.
O senador falou ainda das manifestações de apoio a sua candidatura que pipocaram em várias cidades brasileiras no segundo turno. E afirmou que não se via mobilização parecida desde as Diretas Já:
— Fizeram eventos sem a minha presença em vários lugares do país, que não víamos desde a campanha das Diretas.