Ação chamada de Determinação Absoluta envolveu mais de 150 aeronaves e foi preparada ao longo de meses no Caribe
Nicolás Maduro foi preso neste sábado, 3, depois de uma operação dos EUA na Venezuela | Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil
As forças dos Estados Unidos levaram apenas 47 segundos para derrubar um bunker e, assim, capturar o ditador na Venezuela, Nicolás Maduro, e sua mulher, Cilia Flores, em um complexo em Caracas. A ação recebeu o nome de Operação Determinação Absoluta. Segundo autoridades norte-americanas, o plano foi estruturado ao longo de meses, com mobilização militar no Caribe.
Os detalhes foram apresentados pelo próprio presidente dos EUA, Donald Trump e pelo chefe do Estado-Maior Conjunto do país, general Dan Caine, durante coletiva de imprensa na tarde deste sábado,
Segundo Trump, não houve mortes na operação e poucos homens se feriram. “Foram necessários 47 segundos, mas foi muito difícil”, afirmou a jornalistas. “Ele chegou até a porta [do bunker], mas não conseguiu fechá-la. Passamos pela oposição, por forças de retaliação. Havia muitos adversários.”
Segundo os relatos, o ditador ainda tentou alcançar um quarto seguro com portas de aço, mas não conseguiu. Caine afirmou que “houve muito tiroteio”, mas que não há registro de feridos entre os militares norte-americanos.
Trump afirmou ainda que acompanhou a ação em tempo real. “Parecia um programa de TV, inacreditável”, disse.
Ataque aéreo abriu corredor até Caracas Segundo Caine, mais de 150 aeronaves participaram da operação de forma coordenada. “Todas as aeronaves indo juntas ao mesmo lugar para fazer efeitos de camadas têm um objetivo único: interditar as forças nos arredores de Caracas e, ao mesmo tempo, manter a surpresa tática”, afirmou.
BREAKING: President Trump releases first image of Nicolás Maduro in U.S. custody after capture in Venezuela.
A ordem para o início da ofensiva ocorreu às 22h46 no horário da Flórida, 23h46 em Caracas e 0h46 em Brasília. Os militares aguardavam uma janela específica de condições climáticas. As aeronaves partiram de 20 pontos, incluindo o porta-aviões nuclear USS Gerald Ford e o navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima. A primeira onda contou com caças F/A-18, F-22 e bombardeiros B-1B, responsáveis por abrir um corredor aéreo até a capital venezuelana.
Houve ataques coordenados a pelo menos cinco pontos militares em três Estados da Venezuela para proteger a chegada dos helicópteros. A supressão das defesas aéreas envolveu drones e aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler.
Entrada das tropas e captura de Maduro
Depois da abertura do corredor, helicópteros MH-60 Seahawk e CH47 transportaram soldados da Delta Force até a capital venezuelana. As aeronaves voaram a cerca de 30 metros de altura sobre o mar e o solo
Às 2h01 no horário local, tropas entraram no bunker onde Maduro estava. Maduro e sua mulher foram levados de helicóptero até o USS Iwo Jima. Segundo Caine, o pouso ocorreu às 3h29 no horário dos EUA, ou 5h29 em Brasília. “Achávamos que seria necessária uma segunda onda [de ataques], mas não foi”, disse Trump. “Estamos prontos se for preciso.”
Letícia Alves - Revista Oeste