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terça-feira, 6 de janeiro de 2026
'Da abundância à servidão: o colapso venezuelano sob o intervencionismo estatal', por Vando dos Santos
Donald Trump, lider do Mundo Livre - Reproduçãs
A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, anunciada em 4 de janeiro, é um marco político e simbólico. Independentemente de seus desdobramentos jurídicos e diplomáticos, o episódio chama novamente a atenção para um fato incômodo: como um país com a maior reserva comprovada de petróleo do mundo conseguiu chegar a um nível tão profundo de colapso econômico, social e institucional?
A resposta não está em conspirações externas nem na ausência de recursos naturais. Está nas escolhas econômicas e políticas feitas ao longo de décadas, escolhas que seguem com impressionante fidelidade o roteiro descrito em O Caminho da Servidão, de Friedrich Hayek.
No livro, Hayek desenvolve uma crítica abrangente a todas as formas de coletivismo. Ele rejeita a ideia de que apenas o socialismo soviético representaria uma ameaça à liberdade, mostrando que o nazismo e o fascismo compartilham a mesma lógica fundamental. Em todos esses regimes, o indivíduo deixa de ser o centro da ordem social e passa a ser subordinado a um suposto interesse coletivo definido pelo estado. As diferenças ideológicas são secundárias diante da semelhança institucional: concentração de poder, planejamento econômico e supressão das liberdades individuais.
Na Venezuela, esse processo não ocorreu de forma abrupta. O caminho foi gradual. Uma sociedade inicialmente aberta passou a aceitar intervenções pontuais em nome da justiça social, da estabilidade e do desenvolvimento. À medida que essas intervenções produziram resultados indesejados, novas medidas foram adotadas para corrigir os problemas criados pelas anteriores. O resultado foi um ciclo cumulativo de controle, no qual cada fracasso do planejamento serviu de justificativa para ampliar ainda mais o poder do estado.
Durante anos, a renda do petróleo criou na Venezuela a ilusão de que o desenvolvimento poderia ser planejado e distribuído politicamente. O estado passou a tratar o setor petrolífero não como uma atividade produtiva sujeita ao cálculo econômico, mas como um instrumento de engenharia social. O mercado foi progressivamente substituído por decisões administrativas, enfraquecendo os sinais de preços e a coordenação espontânea da economia.
A expulsão de empresas estrangeiras, as expropriações e a nacionalização generalizada da cadeia do petróleo marcaram o ponto de ruptura. A estatal PDVSA deixou de operar segundo critérios técnicos e passou a obedecer prioridades políticas. Para a Escola Austríaca, esse movimento é fatal. Sem propriedade privada, sem concorrência e sem o sistema de lucros e prejuízos, o cálculo econômico se torna impossível.
Não existe liberdade individual sem liberdade econômica. Quando o estado assume o controle dos meios de produção, ele passa necessariamente a controlar os fins da ação humana. Decidir o que produzir, como produzir e para quem produzir implica decidir quais necessidades serão atendidas e quais serão sacrificadas. A liberdade política torna-se vazia quando as escolhas econômicas fundamentais são monopolizadas pelo poder central.
O planejamento central não depende de más intenções para fracassar. Ele esbarra em um problema epistemológico insolúvel, a impossibilidade de concentrar o conhecimento disperso existente na sociedade. Os preços desempenham um papel essencial nesse processo, pois condensam informações sobre escassez, preferências e custos que nenhum planejador é capaz de reunir ou processar. Ao suprimir o sistema de preços, o estado elimina o principal mecanismo de coordenação da economia.
Na Venezuela, essa desorganização econômica foi acompanhada por um processo contínuo de expansão fiscal e monetária para sustentar um aparato estatal ineficiente e politicamente capturado. A consequência foi a hiperinflação, que destruiu o poder de compra da moeda, corroeu salários, dissolveu poupanças e aprofundou a miséria da população. O colapso econômico não apenas empobreceu os venezuelanos, mas retirou deles qualquer previsibilidade mínima para planejar o futuro.
O controle econômico gerou escassez. A escassez justificou novos controles. Esses controles exigiram coerção crescente. Vieram o controle de preços, o controle cambial, a repressão à iniciativa privada e, por fim, o autoritarismo político aberto. A combinação de hiperinflação, desabastecimento e repressão produziu um dos maiores êxodos populacionais da história recente da América Latina, com milhões de venezuelanos forçados a deixar o país em busca de condições mínimas de sobrevivência.
O que se observou na Venezuela não foi apenas um colapso econômico, mas a destruição gradual das bases que sustentam a autonomia de uma sociedade. A erosão da propriedade privada, a eliminação da iniciativa individual e a substituição das decisões dos cidadãos por ordens administrativas retiraram do povo venezuelano o controle sobre sua própria vida econômica. Quando o estado substitui o mercado, a coordenação espontânea da economia é desfeita e o resultado deixa de ser prosperidade para se tornar tragédia. A escassez generalizada, a dependência do poder central e a perda de soberania não surgiram de um evento isolado, mas de um processo contínuo de concentração de poder e supressão das liberdades econômicas. Um povo empobrecido, sem alternativas produtivas e submetido à coerção política, deixou de ser agente do próprio destino. Essa trajetória, da abundância à pobreza, da autonomia à submissão, conduziu a Venezuela, passo a passo, ao caminho da servidão.
Vando dos Santos - Mises Brasil
Descondenado Lula injetou quase R$1 bilhão do Brasil na ONU
Ex-preidiário Lula em evento da ONU (Foto: Reprodução)
Funcionando basicamente como palco para lacração, a Organização das Nações Unidas (ONU) conseguiu colocar no bolso mais de US$170,3 milhões dos esfolados brasileiros apenas nos últimos três anos de Lula (PT) na presidência do Brasil. Em conversão direta, usando ferramenta disponibilizada pelo Banco Central (BC), o montante supera os R$925,6 milhões. O caminhão de dinheiro não é suficiente para garantir o sonho do petista de ser membro permanente do Conselho de Segurança.
Enquanto o governo Lula espreme para arrancar até a última gota do salário do brasileiro, doou, em 2025, US$48 milhões (R$260,9 milhões).
Em 2024, o brasileiro levou a maior estocada para bancar a ONU, mais de US$63,4 milhões, que convertidos ultrapassam os R$344,6 milhões.
Primeiro ano do Lula 3, o petista já mostrou (com o bolso alheio) que seria generoso e deu US$58,8 milhões; mais de R$320 milhões.
Diário do Poder
Negócios de Joesley com Maduro, que Lula tornou ‘secretos’, complicam o ex-presidiário petista
Ditador Nicolas Maduro (E), Lula (superior direito) e Joesley Batista (inferior direito)
Após insinuar suposta proximidade com a Casa Branca, os irmãos Joesley e Wesley Batista agora devem enfrentar a ira norte-americana, em razão dos seus negócios na Venezuela que podem ter ajudado a prolongar a narcoditadura de Nicolás Maduro, criminoso finalmente atrás das grades. Também causou estupefação no governo de Donald Trump a notícia de que os negócios dessa dupla com Maduro, que contaram com a interveniência do governo petista, foi colocada sob sigilo por Lula (PT).
Na oposição há a certeza de que não foram razões ideológicas que deixaram Lula nervoso, com a prisão do amigo e parceiro Maduro.
Além de negócios secretos de Joesley com o narcoditador, voltaram à tona os dólares de Maduro para a campanha presidencial do PT.
Em depoimento de 24 de fevereiro de 2016, Mônica Moura relatou em vídeo como recebia os milhões entregues a ela por Maduro.
Esposa e sócia de Santana, Mônica disse que recebia dinheiro das mãos do próprio Maduro “malas de dinheiro, várias” e “quase semanalmente”.
Diário do Poder