quinta-feira, 31 de agosto de 2017

França 4 X 0 Holanda - La Marseillaise, por Mireille Mathieu

Aleluia sugere a Temer que receita com privatização da Chesf vá para revitalização do São Francisco e o desenvolvimento do vale

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O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA) acompanha o presidente Michel Temer em viagem à China e em conversas com o chefe do estado brasileiro sugeriu que, na restruturação do setor elétrico com a privatização da Eletrobras, seja prevista a destinação de parte significativa das receitas das sete usinas hidrelétricas do São Francisco para a revitalização do rio e o desenvolvimento do vale.

Bem recebida pelo presidente, que demonstrou sensibilidade com a situação calamitosa do Velho Chico, a proposta consiste em estabelecer para as futuras concessionárias dessas usinas pertencentes à União a obrigação de transferir recursos para a revitalização do rio durante os 30 anos de concessão. 

“A medida possibilitará a injeção perene de recursos em longo prazo para as necessárias ações à revitalização do rio”.

Confiante na viabilidade do que propôs, Aleluia afirmou: 

“Temer tem a oportunidade de escrever seu nome na história, pois, desde Juscelino com a criação da Sudene, nenhum outro presidente tomou uma medida tão importante para o Nordeste. Precisamos salvar o Rio São Francisco”.

O deputado baiano estava ao lado do presidente e do ministro dos Transportes, Maurício Quintella, em reunião com o CEO da Eurasian Mining Group, controladora da Bahia Mineração (Bamin), Alexander Mashkevich, no Cazaquistão.

Na ocasião, o empresário manifestou o interesse de participar do processo de privatização para a conclusão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul. O objetivo é construir uma estrutura logística eficiente para escoar a produção mineral de Caetité e os grãos do Oeste baiano. A estimativa de investimento é da ordem de R$ 1,4 bilhão.

Em Pequim, o presidente Temer vai assinar protocolo com a Eurasian Mining e um grupo chinês para formalizar a formação do consórcio interessado em participar da conclusão da Fiol e do Porto Sul.

Funaro confirma que recebeu dinheiro de Joesley Batista para ficar em silêncio



Lúcio Funaro, em 2010. - Gustavo Miranda / Agência O Globo


Jailton de Carvalho - O Globo



O operador Lúcio Bolonha Funaro confirmou, em um dos depoimentos da delação premiada, que recebeu dinheiro do empresário Joesley Batista, um dos executivos da JBS, para permanecer em silêncio, ou seja, não revelar o que sabia sobre corrupção e movimentação ilegal de recursos por parte de influentes políticos do país. A informação, um dos detalhes mais importantes da delação de Funaro, deve robustecer ainda mais a denúncia que o procurador-geral da República Rodrigo Janot e equipe estão preparando para apresentar contra o presidente Michel Temer, a partir das delações do empresário Joesley Batista e outros executivos da JBS.

Temer é investigado por obstrução de Justiça e envolvimento em organização criminosa. Num dos trechos de uma conversa que teve com Temer, na noite de 3 de março, no Palácio do Jaburu, Batista descreveu uma série de crimes que teria cometido. Num determinado momento disse, de forma cifrada, que vinha fazendo pagamentos regulares a Funaro e ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que até ser preso era um dos principais aliados de Temer. Em depoimentos da delação premiada, Joesley e o executivo Ricardo Saud, também da JBS, href="https://oglobo.globo.com/brasil/relatorio-da-pf-mostra-que-temer-questionou-joesley-sobre-eduardo-cunha-21523102"> disseram que os pagamentos eram para comprar o silêncio de Funaro e Cunha, uma forma de proteger o presidente e alguns auxiliares.


Num depoimento à Polícia Federal (PF) no mês passado, antes de fazer acordo de delação, Funaro confirmou os pagamentos, mas disse que se tratavam da quitação de uma dívida antiga. Ele teria dinheiro a receber de Joesley porque intermediou negócios da JBS. Investigadores não acreditaram na explicação, que se chocava com a versão do empresário. Depois de decidir colaborar com a investigação, o operador revisou declarações anteriores e ratificou a narrativa do dono da JBS. Funaro estaria sem alternativa. Isso porque a irmã dele, Roberta Funaro, chegou a ser presa em 18 de maio depois de receber R$ 400 mil de Saud dentro de um táxi.


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Luisa Ortega Díaz: ‘Chavismo pagou US$ 30 bilhões à Odebrecht por 11 obras inacabadas’

Juan Francisco Alonso - O Estado de S.Paulo


CARACAS - Ainda que um dos objetivos da Assembleia Constituinte eleita hoje seja tirá-la do cargo – além de anular a Assembleia Nacional, controlada pela oposição –, a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, não se mostra preocupada com seu futuro pessoal.
Em sua opinião, a decisão do presidente Nicolás Maduro, de acionar a instância encarregada de redigir uma nova Constituição, não servirá para pôr fim à onda de manifestações que sacode a Venezuela há mais de três meses, prestando-se antes a “instaurar um sistema personalista e totalitário”, que será contestado nas ruas, aumentando o risco de mais mortes, feridos e presos.
Luisa Ortega Díaz
Advogada especializada em Direito Penal, Luisa Ortega Díaz ingressou no Ministério Público em 2002 e tornou-se procuradora-geral em dezembro de 2013. Era uma das estrelas do chavismo, mas rompeu com o governo após acusar o TSJ de usurpar poderes da Assembleia Nacional Foto: AFP PHOTO / RONALDO SCHEMIDT
Em seu gabinete, no Ministério Público venezuelano, a poucas quadras do palácio presidencial de Miraflores, no centro de Caracas, a chavista histórica, hoje rompida com Maduro, recebeu o Estado para uma entrevista em que falou sobre investigações em curso, envolvendo o pagamento de propinas a autoridades chavistas pela empreiteira Odebrecht, em troca de contratos em grandes obras públicas.
A senhora surpreendeu a aliados e adversários ao anunciar em janeiro que abriria um inquérito para investigar o caso Odebrecht. Muitos imaginavam que isso jamais aconteceria. Em que pé estão as investigações?
É um inquérito muito complexo. É particularmente difícil, uma vez que muitas provas estão nas mãos dos envolvidos, e não temos acesso a elas. Outro obstáculo é que diversas provas encontram-se fora do país. Cada vez que um integrante do Ministério Público se prepara para viajar ao exterior, o governo anula seu passaporte, procedimento que desrespeita a Constituição e é executado por autoridades que usurpam suas funções. Apesar disso avançamos e já temos comprovação de que há muitas autoridades envolvidas em irregularidades. Intimamos parentes de uma delas (o ex-ministro dos Transportes e atual deputado chavista Haiman El Troudi) e nos próximos dias vamos intimar outros.
A senhora sabe qual é o número de autoridades ou ex-autoridades investigadas?
Sei, mas não posso revelar.
São mais ou menos de 20?
Até o momento são menos de 20, mas é preciso incluir não apenas autoridades e ex-autoridades, mas também seus parentes.
Quantas obras estão sob investigação e qual é o volume de recursos envolvido?
Estão sendo investigadas 20 grandes obras de infraestrutura, das quais 9 foram executadas e 11 se encontram paralisadas. É o caso, por exemplo, da terceira ponte sobre o Rio Orinoco. Nas obras paralisadas, o governo desembolsou um montante aproximado de US$ 30 bilhões. E, apesar de ter pago esses US$ 30 bilhões, as obras não foram concluídas. É um volume de recursos importante, que certamente afetou o Tesouro nacional e prejudicou a prestação de serviços aos cidadãos venezuelanos.
Quais são as irregularidades encontradas até o momento?
Superfaturamento e desvio de recursos. Se todos os contratos foram pagos, por que as obras não foram concluídas? A maioria está totalmente parada.
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Os protagonistas da crise na Venezuela

A senhora recebeu as provas que solicitou ao Brasil? Recentemente falou-se que as autoridades brasileiras não estariam colaborando totalmente com o Ministério Público venezuelano. Há problema entre os Ministérios Públicos dos dois países?
Não, nenhum. O procurador-geral do Brasil (Rodrigo Janot) tem se mostrado muito prestativo e respeitoso e atendeu a todas as nossas solicitações, oferecendo explicações pormenorizadas quando havia alguma informação que ele não podia nos encaminhar.
Em todos os países envolvidos nesse escândalo, o dinheiro das propinas distribuídas pela Odebrecht ajudou a eleger presidentes. Isso aconteceu também na Venezuela?
Sim, estamos falando de financiamento de campanhas, pois é provável que os recursos distribuídos pela empreiteira tenham sido utilizados para financiar campanhas em geral, não apenas de um grupo, tendo redundado também no enriquecimento de algumas pessoas.
Esse caso afeta diretamente a presidência?
Não posso dizer. Há muitos elementos que estão sendo incorporados, referentes a outras autoridades e respectivos parentes.
A senhora vê alguma ligação entre essas investigações e o suposto sequestro de alguns parentes seus que teria ocorrido no começo do ano?
Suposto sequestro? Posso garantir que essas pessoas foram sequestradas, sim. A filha e o neto de Germán (Ferrer, marido de Ortega Díaz e deputado chavista), María Andrea e seu filho de 16 anos, justamente quando eu me encontrava no Brasil, participando de uma reunião convocada pelo procurador-geral de lá para falar sobre o caso Odebrecht. Mas não tenho provas que me permitam concluir que o sequestro tenha sido algo mais que um crime comum. O garoto passou três dias no cativeiro. A mãe foi libertada no dia seguinte, para poder levantar o dinheiro do resgate.
O presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, afirmou a autoridades dos EUA que a empreiteira pagou US$ 98 milhões em propinas a autoridades venezuelanas. Essa cifra é plausível?
É possível, tudo é possível. Encaminhamos uma solicitação às autoridades nos EUA e já temos essa informação, mas ainda não pude analisá-la. Está aqui no meu gabinete.
Seu rompimento com o governo é consequência das coisas que a senhora descobriu nesse caso ou há outros motivos?
Este é um entre vários elementos. Mas as minhas críticas se referem fundamentalmente ao tema das violações dos direitos humanos, ainda que a corrupção também tenha tido papel importante.
A senhora é uma das críticas mais duras à Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Maduro. Por que então não participou do plebiscito simbólico que a oposição organizou sobre o tema no último domingo?
Eu gostaria de lembrar que sou a procuradora-geral de todos os venezuelanos, não da oposição ou do governo. Cabe a mim manter uma posição que deixe qualquer venezuelano seguro de que será tratado com imparcialidade se precisar recorrer a esta instituição. Além disso, creio ter dito de viva voz e com muita clareza o que penso a respeito da Constituinte.
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Procuradora que desafia Maduro está prestes a ser destituída
A oposição diz que se a Constituinte não for cancelada, dará prosseguimento às manifestações. A senhora teme uma escalada de violência ainda maior?
Sim, eu temo que a violência se exacerbe, pois vejo irracionalidade de parte a parte. O fundamental agora é o diálogo e, por isso, o chamamento não é só ao governo, mas também à oposição. É preciso iniciar um diálogo que leve em conta as necessidades da Venezuela, do povo, das pessoas, e não os interesses dos líderes políticos. / TRADUÇÃO DE ALEXANDRE HUBNER
Posição

“A Odebrecht está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua. Já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um Acordo de Leniência com as autoridades do Brasil, Estados Unidos, Suíça, República Dominicana e Equador, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas.”

'Venezuela virou uma narcoditadura, um Estado mafioso', diz Corina Machado

Felipe Corazza - O Estado de S. Paulo


A Venezuela tornou-se uma "narcoditadura" e o não há diálogo possível entre oposição e chavismo. A opinião é da ex-deputada opositora María Corina Machado, líder do movimento Vente Venezuela. "Ainda não vimos o nível mais grave dessa crise humanitária", afirmou em entrevista ao Estado. Corina, que teve seu mandato cassado em um processo conduzido a pedido do presidente, Nicolás Maduro, também acredita que ainda há militares no país capazes de compreender que a crise não tem saída enquanto o líder estiver no poder. 
A seguir, a entrevista.
Maria Corina Machado
Em Caracas, María Corina (C) marcha ao lado de Lilian Tintori (D), mulher do preso político venezuelano Leopoldo López Foto: Carlos Garcia Rawlins/REUTERS

Como a sra. avalia a situação do país após a tomada do poder da Assembleia Nacional pela Constituinte chavista?
Estão simplesmente fazendo de fato o que já vêm fazendo há muitos meses. O pouco que restava da República na Venezuela foi aniquilado. Isso de maneira formal porque, na prática, nos últimos meses, vimos como foram tratados os parlamentares, sendo até atacados fisicamente. Estamos diante do momento mais obscuro em relação à violação total da democracia. Por outro lado, é um regime que está sendo arrastado por seus próprios atropelos e, finalmente, dentro e fora da Venezuela é reconhecido como um regime totalitário e precisa sair do poder.
Qual o papel da derrota do chavismo na eleição para a Assembleia Nacional, em 2015, nesse processo?
Perderam a legitimidade. Todos sabemos que a chegada de Maduro ao poder foi muito questionada. Não tenho dúvida de que houve um processo fraudulento em 2013. Mesmo assim, exerceu a presidência e, internacionalmente, houve silêncio sobre as violações dos direitos humanos, sobre a deterioração da qualidade de vida dos venezuelanos. 
'Maduro debochou do papa'

Pra onde esse processo vai?
Ainda não vimos o nível mais grave dessa crise humanitária que vai se transformar em catástrofe em poucos meses. Porque o regime não apenas destruiu toda a capacidade produtiva de alimentos, medicamentos, infraestrutura... Mas as coisas estão tão comprometidas que todas as possibilidades de recursos internacionais se esgotaram. Então, há uma PDVSA que está vinculada a atividades de narcotráfico e lavagem de dinheiro. A Venezuela entrou em uma espiral obscura. Se o que estamos vendo agora em termos sociais é grave, o que virá é ainda mais.
Há como frear isso?
Um processo de transição.
A negociação com o governo é um caminho?
Aqui não há negociação. O que houve até agora foram farsas criadas pelo próprio regime e foram articuladas justamente quando Maduro estava a ponto de precisar aceitar uma saída. No ano passado, quando eles bloquearam o referendo revogatório e houve enormes protestos nas ruas. Então, apareceram o sr. Rodríguez Zapatero e o sr. Ernesto Samper dizendo que havia um diálogo. Envolveram até o papa Francisco. O próprio cardeal Jorge Urosa (arcebispo de Caracas) disse que debocharam do santo padre, Maduro debochou do papa.
Por quê?
Porque estava claro que o regime não queria diálogo. O que pretendia era frear os protestos de rua e enganar a comunidade internacional. Seu único objetivo era conseguir oxigênio e tempo.
Os militares aceitariam uma transição?
É preciso que a 'massa crítica' dos militares entendam que não há outra opção. Hoje, a Venezuela não é uma ditadura convencional, a Venezuela se transformou em uma narcoditadura, em um Estado mafioso que não só penetrou no poder público, mas no sistema financeiro, os meios de comunicação, as Forças Armadas, toda a sociedade. Os militares têm conhecimento do grau de risco que o país corre de entrar em colapso total. Acredito que ainda haja uma parcela da instituição militar que entende que seu dever é contribuir para salvar a Venezuela.
Há grupos dentro das Forças Armadas se levantando contra o governo?
As Forças Armadas hoje estão profundamente atomizadas. O regime foi criando barreiras entre os distintos componentes justamente pelo temor que têm de que uma força que se oponha ao regime. Não tenho dúvida de que no seio das Forças Armadas o descontentamento cresce.

Filho de José Alencar diz que só seria vice de dono da Riachuelo. Vice de Lula, o corrupto, seria um escárnio

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"Orçamento de verdade ficou para depois", por Ribamar Oliveira

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