terça-feira, 30 de setembro de 2014

Aécio: “O máximo que Dilma fez foi anunciar seu ex-futuro ministro da Fazenda”

Blog Reinaldo Azevedo - Veja


Por Pollyane Lima e Silva, na VEJA.com:

A cinco dias das eleições, Aécio Neves escolheu o Mercadão de Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, para reforçar sua preocupação com o futuro da economia brasileira. O candidato do PSDB lembrou que a importância do tema o fez antecipar a formação de parte de uma eventual equipe de governo – incluindo o economista Armínio Fraga como ministro da Fazenda – e criticou as adversárias Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) por não agirem da mesma maneira. Segundo ele, isso mostra despreparo de ambas.
“O máximo que a atual presidente soube fazer foi anunciar seu futuro ex-ministro da Fazenda”, alfinetou, referindo-se a Guido Mantega que, segundo declarações de Dilma, deve deixar a pasta no caso de um novo governo do PT. “Ninguém sabe o que esperar desse governo, que perdeu a capacidade de governabilidade do ponto de vista gerencial, deixando obras inacabadas; econômico, permitindo que a inflação saísse do controle e o país entrasse em recessão; e do ponto de vista moral, com inúmeros escândalos de corrupção”, completou.
Ao se voltar contra Marina Silva, criticou o discurso de querer governar com os melhores de cada lado – ela já disse ter muito respeito por Armínio Fraga. “A impressão que se tem é que ela está a olhar sobre a cerca da sua propriedade para tentar enxergar no terreno vizinho algum fruto mais vistoso que possa fazer parte do seu pomar”, comparou Aécio, contendo um riso que tentava escapar. “Nós, sim, temos quadros extremamente qualificados e prontos para administrar o Brasil, com a complexidade dos desafios que temos pela frente. Não improvisamos”, enfatizou.

Impostos

De concreto, o candidato do PSDB prometeu enviar ao Congresso Nacional uma proposta para simplificar o sistema tributário. “Ele é oneroso não só no nível de impostos que cobra, mas também na complexidade do pagamento. O conjunto das empresas nacionais gasta mais de 40 bilhões de reais apenas na manutenção da máquina pagadora. Isso não tem lógica”, declarou, firmando como prazo para colocar em prática esse compromisso a primeira semana de um eventual governo. Afirmou ainda que pretende unificar os impostos indiretos em um de valor agregado.
Voltando-se diretamente às micro e pequenas empresas, Aécio disse que vai trabalhar pela desburocratização, simplificação e pelo crescimento. “Essa é a receita para o Brasil empregar mais, gerar mais renda e melhorar a vida das pessoas”, destacou. “Em resumo: se você quer empreender, eu garanto que o Estado não vai te atrapalhar. E, se não atrapalhar, já vai estar fazendo uma grande coisa”, acrescentou. Contra a inflação, que definiu como “a maior perversidade” para as famílias brasileiras, garantiu tolerância zero.
O candidato prometeu, ainda, papel de destaque ao Rio de Janeiro, caso seja eleito. “Tenho um compromisso muito especial com essa terra que me acolheu de forma tão generosa. Vamos trabalhar para atrair investimentos e voltar a gerar empregos”, falou, em entrevista à rádio do Mercadão de Madureira. Por fim, afirmou ter confiança de que vai chegar ao segundo turno. “Quem tem condições de derrotar o PT somos nós, pela clareza do nosso discurso e pela força das nossas alianças. Essa é a oportunidade de iniciar um novo ciclo no Brasil, de eficiência, decência e compromisso com quem mais precisa.”

Ibope em SP – Alckmin seria reeleito no 1º turno com 15 pontos sobre a soma dos demais candidatos

Blog Reinaldo Azevedo - Veja


O Ibope divulgou os números da pesquisa Datafolha em São Paulo. Diminuiu a diferença entre o tucano Geraldo Alckmin e a soma de seus adversários, mas o candidato do PSDB ainda venceria no primeiro turno com folga. Vejam.

Ibope SP 30.09

Se a eleição fosse hoje, o atual governador, que concorre à reeleição, teria 45% dos votos, contra 19% de Paulo Skaf, do PMDB, e 11% do petista Alexandre Padilha. Os demais somam apenas 1%. Votam em branco ou anulam 13%, e 10% dizem não saber. Alckmin tem 14 pontos de vantagem sobre a soma dos adversários. Na simulação de segundo turno, o tucano obtém 49% dos votos, contra 28% de Skaf.

O governo Alckmin segue bem avaliado. Dizem que a gestão é ótima ou boa 43% dos entrevistados. Ela é regular para 33%, e apenas 20% dizem ser ruim ou péssima. O Ibope ouviu 2002 eleitores em 96 municípios entre os dias 27 e 29. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Ibope SP avaliação


Petrobras perde mais da metade do valor no governo Dilma


O ESTADO DE S. PAULO

Desde 2010, valor da empresa caiu 57,7%, com uma perda avaliada em US$ 131,8 bilhões

Desde o inicio do governo Dilma Rousseff, a Petrobrás já perdeu 57,77% do seu valor de mercado em dólares. Nas últimas semanas a empresa vem perdendo valor na bolsa, fato atribuído ao cenário eleitoral e aos resultados das pesquisas que apontam a reeleição da presidente Dilma.
No dia 31 de dezembro de 2010,  a estatal de petróleo do Brasil valia US$ 228,2 bilhões, e o valor caiu para US$ 96,3 bilhões no pregão da Bovespa de segunda-feira, 29. A perda foi de US$ 131,8 bilhões. 
Com isso, o valor de mercado da Petrobrás ficou abaixo dos US$ 100 bilhões, colocando a empresa na segunda colocação entre as maiores empresas de capital aberto da América Latina. A fabricante de bebidas AmBev, que valorizou quase 20% no período e agora vale US$ 103,2 bilhões, passou a ocupar a primeira posição.
A Vale também teve queda acentuada do seu valor de mercado nos últimos quatro anos. A queda de valor foi de 67,78%, por causa da baixa nos preços do minério de ferro no mercado internacional. Em dezembro de 2010 o valor de mercado da Vale era de US$ 165,0 bilhões. No dia 29 de setembro o valor caiu para US$ 53,1 bilhões, uma perda de valor de US$ 11,8 bilhões.

Delcídio é investigado no STF por cobrar comissão por emendas liberadas no Senado

Gabriel Castro e Silvio Navarro - Veja

Inquérito apura se candidato do PT ao governo do Mato Grosso do Sul pôs à venda o posto de suplente em sua chapa ao Senado nas eleições de 2010 – e se, já eleito, cobrava comissão de empresas pelas emendas que conseguia aprovar


SUSPEITA – O candidato do PT ao governo de Mato Grosso de Sul, Delcídio do Amaral, em campanha ao lado do ex-presidente Lula: Supremo investiga denúncia de que ele cobraria comissão sobre suas emendas parlamentares e teria tentado vender a vaga de suplente em sua chapa na disputa de 2010 pelo Senado
SUSPEITA – O candidato do PT ao governo de Mato Grosso de Sul, Delcídio do Amaral, em campanha ao lado do ex-presidente Lula: Supremo investiga denúncia de que ele cobraria comissão sobre suas emendas parlamentares e teria tentado vender a vaga de suplente em sua chapa na disputa de 2010 pelo Senado (Ricardo Stuckert/Divulgação)
O senador Delcídio Amaral (PT) pode ser eleito governador de Mato Grosso do Sul já no próximo domingo. Segundo as pesquisas, ele tem uma boa vantagem sobre os adversários e chances reais de liquidar a disputa no primeiro turno. O parlamentar petista é respeitado até mesmo pela oposição: foi ele quem conduziu a CPI dos Correios, que investigou o escândalo do mensalão em 2005. Mas um escândalo ronda a campanha do senador. Corre em segredo de Justiça, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), um inquérito que apura se Delcídio pôs à venda, por 5 milhões de reais, o posto de suplente em sua chapa ao Senado nas eleições de 2010 – e se, já eleito senador, ele cobrava comissão de empresas pelas emendas que conseguia aprovar (as emendas destinam dinheiro do governo federal para obras nos estados).
O nome de Delcídio surgiu na Operação Uragano, da Polícia Federal, que desmontou, em 2010, a máfia instalada na prefeitura de Dourados (MS). O senador não era alvo daquelas investigações. Mas, diante das menções ao seu nome em escutas feitas pela PF, o material foi enviado à Procuradoria Geral da República, uma vez que Delcídio tem direito a foro privilegiado. O procurador-geral, Rodrigo Janot, considerou que havia indícios suficientes para o início de uma investigação e encaminhou o caso ao STF, em setembro do ano passado. No mês seguinte, o ministro Luís Roberto Barroso concordou com os argumentos e determinou a instalação do inquérito. "Presentes os elementos indiciários mínimos da ocorrência do fato e de eventual autoria por pessoa com foro por prerrogativa de função perante esta Corte, determino o prosseguimento do inquérito", afirmou ele em sua decisão.
Procurada pela reportagem de VEJA.com, a assessoria de Delcídio afirmou que, durante a Operação Uragano, todos os depoentes inocentaram o senador quando interrogados. Sua campanha credita a acusação à articulação de adversários políticos.
Comissões – Um dos diálogos que integram o inquérito, reproduzido no parecer de Janot, mostra uma conversa entre Jorge Hamilton Torraca, então diretor de Obras de Dourados (MS), e Eleandro Passaia, que era secretário de Comunicação e delatou o esquema na cidade. Ambos falam sobre a comissão cobrada em empreendimentos feitos com recursos federais.
"O Delcídio não sabe que é 10%, por que ele quer só cinco? Ele é bonzinho demais"?, pergunta Passaia. "Não", diz Torraca, antes de iniciar uma explanação sobre a dificuldade de obter comissões altas em determinados tipos de obras.
"Aquelas casas que a Engepar está fazendo para o PAC [sic] dá 2% só porque não compensa, o custo não dá. (...). Estou numa briga para dar quatro, 5%. Já emenda de asfalto e drenagem dá para dar até dez sem problema nenhum", diz Torraca.
A conversa continua com uma menção ao então prefeito Ari Artuzi, que chegou a ser preso e morreu no ano passado: "A prefeitura vai pagar. Então, teoricamente, foi dividido e acertado esse negócio. Aí tem umas emendas do Delcídio..."  
 
"Aí o Delcídio fica com cinco e o Ari com cinco?", pergunta Passaia. Torraca confirma: "É." O colega prossegue: "De todos os 35 milhões?". Resposta: "Agora, é", diz o diretor de Obras.
Como aponta o inquérito, a comissão de 5% para o petista também foi mencionada em outra conversa: entre o empresário Eduardo Uemura, influente na prefeitura local, e Eleandro Passaia. No diálogo travado em 29 de junho de 2010, eles comentam que Delcídio teria reclamado por não ter recebido 75 000 reais cobrados de uma emenda de 1,5 milhão de reais destinada à compra de máquinas. Passaia também afirma que Delcídio e o então prefeito dividiram os 10% de comissão sobre uma obra de drenagem cujo valor era de 35 milhões de reais. 
Suplência – Em outro diálogo, Uemura disse que Delcídio negociou por 5 milhões de reais uma vaga de suplente em sua chapa. O próprio Uemura teria participado das negociações para que sua mãe, Helena Uemura, assumisse o lugar, mas as tratativas não avançaram por causa do valor considerado alto. Na conversa, Uemura afirma que a suplência era valiosa porque o petista deixaria o Senado para assumir um ministério ou se candidataria ao governo de Mato Grosso do Sul neste ano – a segunda hipótese se confirmou. "E se ele não for ministro?", indaga o interlocutor. O empresário responde que "ele tira na obra", o que aparentemente significa que o dinheiro pago pela suplência seria compensado com desvio de dinheiro de obras. 
VEJA

Em vídeo, deputado diz que 'tem dedo forte dos petistas dos Correios' na campanha de Dilma


ANDREZA MATAIS E FÁBIO FABRINI - O ESTADO DE S. PAULO

Em reunião em Minas, Durval Ângelo (PT-MG) atribui desempenho da presidente nas pesquisas de intenção no Estado à 'contribuição' da empresa; imagens foram obtidas pelo 'Estado'


Numa reunião com dirigentes dos Correios em Minas Gerais, com a presença do presidente da empresa pública, Wagner Pinheiro, o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) afirmou que a presidente Dilma Rousseff só chegou a "40%" das intenções de votos em Minas Gerais porque "tem dedo forte dos petistas dos Correios". Um trecho gravado da reunião, realizada na última quinta-feira, foi obtido pelo Estado. "..Se hoje nós temos a capilaridade da campanha do [Fernando] Pimentel [candidato do PT ao governo de Minas] e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios." O deputado diz, ainda, que "a prestação de contas dos petistas dos Correios será com a vitória do Fernando Pimentel a governador e com a vitória da Dilma".

Todo discurso é acompanhado pelo presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, que não se manifesta no trecho ao qual o Estado teve acesso. Pinheiro está sentado à mesa ao lado do deputado Durval Ângelo e não o interrompe. O parlamentar, que integra o Diretório Nacional do PT e é coordenador político da campanha de Pimentel, pede ao presidente dos Correios que informe à direção nacional do partido sobre "a grande contribuição que os Correios estão fazendo" nas campanhas.
"... A Dilma tinha em Minas Gerais, em alguns momentos, menos de 30%. Se hoje nós estamos com 40% em Minas Gerais tem dedo forte dos petistas dos Correios. Então, queremos que você leve à direção nacional do PT, que eu também faço parte do diretório, mas também à direção nacional da campanha da Dilma, a grande contribuição que os Correios estão fazendo." E prossegue: "Muitos companheiros tiraram férias, licença, que têm como direito, ao invés de estarem com suas famílias passeando, estão acreditando no projeto."
O deputado diz, na gravação, ter uma "parceria antiga com gigantes que representam os Correios" e cita nominalmente o diretor regional dos Correios em Minas Gerais,Pedro Amengol, o assessor do gabinete da diretoria, Lino Francisco da Silva, e o gerente regional de vendas dos Correios, Fábio Heládio, os três ligados ao PT. '"...No dia da reunião que nós tivemos no hotel [da qual participou Pimentel], o Helvécio [Magalhães, coordenador da campanha do petista] falou: "Vou reunir com a equipe ainda esta semana e vamos liberar a infraestrutura. E, se hoje nós temos a capilaridade da campanha do Pimentel e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.""
O deputado contou que várias reuniões foram realizadas no Estado por funcionários dos Correios para trabalhar pelas campanhas: "Os Correios trabalharam com as 66 mesorregiões [de Minas]. Fizemos reuniões em todas e nas macrorregiões, regiões assim como Governador Valadares, com 40 cidades, assim como 30 cidades do Sul, em Viçosa tinha 70 cidades. Onde eu tive perna eu fui acompanhando."
Na última semana, o Estado revelou que os Correios abriram uma exceção para entregar, sem chancela, 4,8 milhões de folders da campanha de Dilma Rousseff no interior de São Paulo. A chancela ou estampa digital serve como comprovação de que o material entregue pelos carteiros foi realmente postado nos Correios e distribuído de forma regular, mediante pagamento. Dez partidos de oposição também foram beneficiados com a exceção para enviar 927,7 mil unidades sem chancela.
Outro lado. O presidente dos Correios afirmou, por meio da assessoria, que "os Correios não estão contribuindo com a campanha de qualquer candidato". Ele confirmou que participou da reunião em Minas Gerais, na última quinta-feira, após cumprir agenda de trabalho na capital mineira - a sede dos Correios fica em Brasília. "A reunião não ocorreu durante o expediente e a empresa não custeou despesas relacionadas a ela." A assessoria informou que "durante o período da tarde, o presidente participou de reuniões de trabalho na Diretoria Regional dos Correios de Minas Gerais e de evento do Plano de Demissão Incentivada para Aposentado dos Correios."
O deputado Durval Angêlo não respondeu aos telefonemas do Estado. A assessoria de campanha da presidente Dilma Rousseff, procurada, afirmou: "A campanha não mobiliza funcionários da empresa. A única relação da campanha com os Correios ocorre mediante prestação de serviços pagos, como já informado anteriormente ao Estado de S. Paulo".
A campanha de Pimentel afirmou que ele tem se reunido e recebido apoio de vários segmentos de servidores em Minas Gerais, incluindo dos Correios. "É algo corriqueiro na campanha", afirmou a assessoria. Na última semana, por exemplo, o candidato esteve com funcionários da estatal num encontro organizado pelo diretor dos Correios em Minas, Pedro Amengol. "Demonstramos o apoio do coletivo de trabalhadores e trabalhadoras dos Correios que está organizado há mais de dez anos no estado", afirmou Amengol, conforme noticiado no site da campanha. Procurado, Amengol não ligou de volta para o Estado.

No David Letterman, Aretha Franklin arrasa em cover de Rolling in the Deep

RAFAEL CISCATI - Epoca



Desde de ontem, circula pela rede o áudio de Aretha Franklin cantando  Rolling in the Deep, da Adele. A versão faz parte de um conjunto de covers que a cantora quer gravar, relendo músicas de divas contemporâneas. O álbum Aretha Franklin Sings the Great Diva Classics ainda deve contar com músicas de Gloria Gaynor, Barbra Streisand and Sinéad O’Connor. Mas a sensação é mesmo Adele. Na noite de ontem (29), Aretha deu uma passada no programa de David Letterman, e apresentou a música. Lacrou, Aretha. Lacrou



A perplexidade de Lula...

Blog Augusto Nunes - Veja



O ex-presidente Lula quer saber por que os paulistas votam em Alckmin. Primeiro, porque aprovam o Governo Estadual. Segundo, porque o PT já instalou no Palácio dos Bandeirantes dois hóspedes do presídio do Papuda.