domingo, 30 de abril de 2023

Augusto Nunes: "O ministro do governo que chamou o agronegócio de fascista seria aplaudido?"

'Programa 4 por 4' - Com Rodrigo Constantino, Luís Ernesto Lacombe e Ana Paula Henkel

Ex-presidiário Lula convida terroristas do MST para ‘conselhão’ do desgoverno

 

O chefe da quadrilha... Foto: Reprodução/MST


Terroristas do 'Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra' (MST) terão espaço no governo federal. O ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva convidou o grupo invasor de terras para ter representante no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão.

O convite presidencial ao MST foi confirmado pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. De acordo com ele, o movimento aceitou a ideia de integrar o Conselhão — órgão que foi recriado por Lula no fim de março. Dona da rede Magazine Luiza, a empresária Luiza Trajano é uma das integrantes do conselho.

Mais do que anunciar a presença oficial do grupo invasor no Poder Executivo, o ministro deixou claro que vê de forma positiva essa ação. “O trabalho na agricultura familiar vai contribuir com políticas para a produção de alimentos saudáveis no nosso país”, afirmou Padilha em postagem divulgada na noite de sábado 29 em seu perfil no Twitter.

Ministro de Lula critica a criação da CPI do MST

MST invasões
MST invadiu fazendas no sul da Bahia | Foto: Reprodução/MST

Por meio das redes sociais, Alexandre Padilha foi mais uma voz do PT a criticar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que vai se dedicar a investigar quais são os reais objetivos do MST, além de tentar descobrir quem financia o grupo que invade terras Brasil afora — e que sequer tem personalidade jurídica instituída, ou seja, não tem CNPJ.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), autorizou a instalação da CPI do MST na última semana. A comissão recebeu o apoio de ao menos quatro governadores e conta com o aval por parte da Frente Parlamentar da Agropecuária, colegiado popularmente chamado de “bancada do agro” e que reúne mais de 300 deputados federais e senadores.

Com Revista Oeste

Terroristas invadem fazenda da família de Tereza Cristina

Propriedade rural localizada em Mato Grosso do Sul foi invadida neste domingo


A senadora Tereza Cristina: fazenda invadida em MS | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado


Um grupo de oito pessoas invadiu, na manhã deste domingo, 30, a Fazenda Santa Eliza. Localizada no município de Terenos (MS), a propriedade rural pertence à família da senadora Tereza Cristina (PP-MS).

Ao site Campo Grande News, a parlamentar, que foi ministra da Agricultura e Pecuária no governo de Jair Bolsonaro, confirmou a invasão, mas afirmou que os manifestantes foram expulsos do local ainda na manhã deste domingo.

“A polícia foi acionada e foi muito ágil”, disse Tereza. “Todos foram retirados pacificamente”, complementou a senadora ao destacar que não houve violência contra os invasores de terra, que se identificaram como integrantes do Acampamento Fênix — que não faz parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Apesar de não ter relação oficial com o MST, o advogado da família de Tereza Cristina, Brenner Lucas Dietrich Espíndola, alegou que os invasores sinalizaram ter, sim, ligação com o movimento. “Eles adentraram à área de reserva legal da propriedade e lá fincaram uma bandeira do MST”, disse Espíndola, segundo o site do jornal Correio do Estado.

A seccional sul-mato-grossense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) lembrou, em nota, que o direito de propriedade é assegurado pela Constituição Federal. Dessa forma, a entidade repudiou o ato de invadir terras e informou que acompanhará os desdobramentos do caso envolvendo a fazenda de Terenos.

“A OAB-MS defende os direitos e garantias constitucionais, notadamente o direito de propriedade garantido no artigo 5º, XXII”, informa a entidade. “O respeito ao direito de propriedade será sempre farol da instituição, barreira intransponível de um Estado que se pretenda de Direito.”

Tereza Cristina é favorável à CPI do MST

cpi do mst tem apoio de governadores
Foto: Reprodução/MST

A invasão à fazenda da família de Tereza Cristina ocorre dias depois de o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), autorizar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dedicada a descobrir quem são os financiadores do MST e de outros grupos invasores de terras. Integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária, a senadora é favorável à realização da CPI.

Anderson Scardoelli, Revista Oeste

J.R. Guzzo: Governo Lula quer impor ‘a pior censura que este país já teve’

Como sempre, querem vender a ideia de que ninguém está fazendo nada de mau; no caso, dizem que a censura não é censura


Foto: Pixabay


presidente Lula, a esquerda e os seus extremistas têm uma experiência incomparável na prática de traficar com embustes, mas estão vivendo com certeza um momento de “superação”, como se diz nos manuais de autoajuda: querem impor ao Brasil a pior censura que este país já teve em toda a sua história, incluindo os períodos de ditadura, e chamar a isso de “Lei da Liberdade” na internet. 

Como sempre, querem vender a ideia de que ninguém está fazendo nada de mau; no caso, dizem que a censura não é censura. 

Muita gente boa acredita, e fica achando que se trata de dar mais “transparência” à internet, ou de estabelecer “responsabilidades” para a sua utilização. 

É mentira; todo esse projeto de lei para “combater a mentira” é uma mentira.

Não há nenhuma dificuldade em torno da questão. 

Se o Estado ganha o direito de impedir que o cidadão diga alguma coisa em público, qualquer coisa, há censura, ponto final – como seria possível dizer que não há? 

A lei que Lula e o seu sistema querem socar em cima do país, uma aberração que vai ser votada sem ter passado por estudo e debate em nenhuma das comissões da Câmara, diz exatamente isso: o Estado fica autorizado a proibir que você diga o que pensa na internet. 

Mais: pode punir quem disse e a plataforma onde foi dito. 

Se isso não é censura, o que poderia ser? 

Não se trata de coibir crimes que possam ter sido praticados com o uso da palavra – todos, sem exceção, já são previstos e punidos nas leis em vigor no país. 

O que a esquerda quer é que o governo tenha o poder de proibir a publicação daquilo que não quer que se publique.

A lei, uma espécie de Frankenstein em que uma monstruosidade se soma a outra, artigo após artigo, não cria direito nenhum – só proíbe, dá ordens e castiga. 

Sua aberração-símbolo é a entrega, a quem manda na máquina do Estado, da autorização de definir o que é verdade e o que é mentira – e, até mesmo, a verdade que pode levar a “conclusões erradas” e, portanto, não pode ser dita. 

É demente. 

O Estado de S. Paulo, por exemplo, disse num editorial recente que o governo Lula faz uma política de “destruição dos marcos regulatórios, tais como a Lei das Estatais, o Marco Legal do Saneamento, a reforma do ensino médio, entre outros” – ou que age com “tolerância na invasão de terras pelos companheiros do MST”. 

Pela nova lei da censura, se isso aparecer na internet, o governo tem todo o direito de dizer que é “desinformação” – os fatos podem estar corretos, mas a publicação fica proibida porque os censores acham que o conjunto é “enganoso”, “fora de contexto” ou “manipulado”, como diz o texto do projeto. 

É essa a lei da liberdade de Lula.

Texto públicado originalmento no Estado de São Paulo

Revista Oeste

Botafogo 3 x 2 Flamengo - Gols e Melhores Momentos

Articulações para a CPMI do 8 de janeiro ampliam poder de Arthur Lira

 

Arthur Lira (PP), presidente da Câmara dos Deputados, amplia poder com a abertura da CPMI dos atos de 8 de janeiro| Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados


A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que foi criada na quarta-feira (26) para apurar responsabilidades e omissões dos atos de vandalismo ocorridos em 8 de janeiro ainda enfrenta várias indefinições. Desde a sua composição até o seu comando, passando pelas estratégias de governo e oposição, muitas questões ainda faltam ser esclarecidas. No entanto, apesar de todas as incertezas, já é possível prever que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se fortalecerá com a criação do colegiado.

Político experiente e ousado, Lira deverá usar da expressiva influência entre os deputados para seguir ocupando todos os espaços de poder que o governo ceder. Analistas e políticos ouvidos pela Gazeta do Povo confirmam a tendência de que ele acumule mais poder dentro do Congresso e junto ao Planalto, graças à capacidade de garantir o ritmo da agenda econômica no Legislativo, de conter os excessos da polarização entre esquerda e direita e, por fim, de superar as eventuais dispersões ao longo das atividades da comissão mista.

Juan Carlos Gonçalves, diretor-geral do Ranking dos Políticos, acredita que essas características darão protagonismo a Lira na CPMI, colegiado “cuja missão fundamental será esclarecer fatos e elucidar narrativas”. “Sabemos como uma CPI começa, mas nunca como termina, diz o ditado. Portanto, certamente, a comissão servirá também como ferramenta de negociação entre o presidente da Câmara e o Planalto”, disse. A instituição liderada por Gonçalves classifica parlamentares federais conforme o empenho deles no combate a privilégios e à corrupção.

A CPMI terá seis meses de duração, com seu término em outubro, e deve captar a atenção do Congresso e da sociedade em diversos momentos ao longo deste período. Enquanto parlamentares mais ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protagonizarão os embates mais acirrados na comissão, com forte repercussão midiática, Lira tende a emergir do barulho como condutor de processos que garantam os acordos que fizer com os negociadores da base aliada.

Lira ganha relevância com o risco de a CPMI ofuscar os debates de projetos importantes, como o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária, que são as principais apostas do governo para a retomada sustentável da economia. Não por acaso, ele declarou pouco antes da confirmação do colegiado pela sessão conjunta do Congresso que o cronograma de votações não sofreria qualquer atraso. A sua garantia é respaldada pelo maior bloco da Câmara, encabeçado pelo seu PP e que soma 173 deputados de nove partidos.

O superbloco criado por Lira foi uma reação a outro, que passou a ser o segundo mis numeroso, com 142 parlamentares. Ambos os arranjos visam não apenas garantir mais espaços de poder na estrutura do Legislativo, mas também ampliar o poder de barganha com o governo. A consolidação dos dois blocos dominantes formados a partir do Centrão com legendas da base garante o papel especial de articulação do presidente da Câmara. Ao final, os polos representados pelo PT de Lula e PL de Bolsonaro, ficam isolados.

De acordo com o deputado Marcel Van Hatem (Novo-RS), a participação de Lira e dos partidos centristas na CPMI será crucial, sobretudo na escolha da presidência e da relatoria, bem como na seleção dos membros da comissão. O parlamentar acredita que, com representantes tanto do governo quanto da oposição na comissão, os partidos de centro podem ajudar a equilibrar as forças, garantindo investigação justa e imparcial.

“É fundamental que a verdade seja exposta para identificar e punir todos os envolvidos nos atos de vandalismo, incluindo autoridades distritais e federais omissas. Além disso, é necessário garantir a justiça para aqueles que foram presos sem o devido processo legal e tiveram seus direitos violados, como previsto na Constituição”, detalhou.


Fragilidade da base governista na Câmara fica exposta

Arthur Wittenberg, professor de políticas públicas do Ibmec-DF, argumenta que a CPMI aumentará o poder de Lira, não só por sua forte influência no maior bloco da Câmara, mas também devido à situação política menos favorável ao governo na Casa, que é mais centro-direita na teoria e tem a oposição liderando comissões importantes na prática. Esse quadro faz com que Lira ganhe importância, tendo em vista que a maioria do Senado já é governista e, portanto, requer menos negociação.

Além disso, Wittenberg destaca que Lira criou três CPIs na Câmara – a do MST, a das Americanas e a das apostas esportivas – logo após perder a queda de braço para o Senado sobre a composição das comissões mistas, de modo a aumentar seu poder e relevância frente ao Planalto.

Contabilizando a maioria de 21 dos 32 assentos da CPMI, inclusive com a obtenção de vaga extra no Senado por meio de manobra que envolveu a mudança da Rede de um bloco partidário para outro, o governo busca encurralar a oposição. Sua linha de argumentação será a de que Bolsonaro foi o principal responsável pelos atos de vandalismo ocorridos na Praça dos Três Poderes. A oposição, por sua vez, pretende defender a tese de que, além da omissão do governo perante alertas de serviços de inteligência, houve também ações que ampliaram estragos provocados pelos invasores.

Por isso, a prioridade dos articuladores do Planalto tem sido, desde o começo, emplacar aliados na presidência e na relatoria do colegiado, mas até isso depende essencialmente de Lira. A primeira restrição imposta pelo presidente da Câmara na formação da CPMI envolve a indicação do relator pela maioria no Senado, vetando o nome do senador Renan Calheiros (MDB-AL), seu maior rival no estado de Alagoas, o que deu novo tom às negociações.

Além disso, deve vir do grupo de Lira a indicação para a presidência da comissão parlamentar de investigação. Arthur Maia (União-BA) é o favorito para assumir a função, depois que outro aliado do presidente da Câmara, André Fufuca (PP-MA), desistiu de disputar a presidência da CPMI. A indicação do deputado maranhense não agradou à oposição, visto como aliado do ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB-MA), que será um dos principais alvos da oposição durante as investigações.

No esforço para limitar radicais e não deixar de atender de forma condicionada governo e oposição, Lira tem extraído vantagens incomuns para ocupantes de seu cargo na República.


Votos oposicionistas também são alvo de ambições

Segundo Marcus Deois, diretor da Ética Inteligência Política, a influência de Lira também cresce junto à bancada da Câmara ligada a Bolsonaro, centrada no PL. Ele cita a instalação da CPI do MST como exemplo. "Como são numerosos, Lira reconhece a importância de garantir seus votos futuros, fazendo concessões em troca”, responde.

Ele lembra que a CPI das Americanas também é demanda de partidos como PP, PL e Republicanos, de alas mais ligadas à defesa do liberalismo econômico, embora também conte com apoio de alguns deputados governistas.

“Tal movimento concede a Lira carta na manga para pedir favores a esses dois grupos. Ele pode usar favor para aprovar o PL das fake news ou, mais adiante, em Medidas Provisórias (MPs), que precisarão de quórum para mostrar sua força e convergência na Câmara”, completa.

Por sua vez, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mostra-se alinhado com o governo, mas não parece interessado em novos atritos com Lira.


Sílvio Ribas, Gazeta do Povo