quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Ex-diretor da Abin diz em depoimento que G. Dias, cupincha do ex-presidiário Lula, mandou fraudar relatório

O ex-ministro do GSI já afirmou que não alterou nenhum relatório enviado pela Abin


Gonçalves Dias foi flagrado por câmeras de segurança do Palácio do Planalto flanando pelo prédio enquanto a área era atacada por vândalos no dia 8 de janeiro. Foto: Reprodução.


O ex-diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura da Cunha, afirmou textualmente que o então ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias mandou retirar do relatório encaminhado a autoridades a informação de que ele, recebeu alerta individualizado, encaminhado diretamente ao ex-ministro por Saulo cunha, sobre o risco de depredação às sedes dos Três Poderes no 8 de janeiro.

Interrogado pela relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), Saulo afirmou que “não adulterou o relatório mas, retirou uma informação por ordem de G. dias”. 

O general decidiu que essa informação do envio de alerta que recebeu não constaria do relatório a ser encaminhado pela ABIN. E é o ministro que decide o que será encaminhado conforme a lei.

Vale destacar que o ex-ministro do GSI já afirmou em entrevista que não fraudou relatórios enviados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

As declarações de Saulo foram feitas em depoimento nesta terça-feira (1) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro.

Cunha relatou ainda que a Abin produziu 33 alertas de inteligência entre os dias 2 e 8 de janeiro sobre a na época possível depredação ás sedes dos Três Poderes.

“Entre o dia 2 de janeiro e o final da madrugada do dia 8 de janeiro, a Abin produziu 33 alertas de inteligência. Não são relatórios. Há uma diferença conceitual. O relatório de inteligência é um documento estratégico, é um documento que passa por um processamento, leva um tempo para ser produzido”, declarou.

Diário do Poder

terça-feira, 1 de agosto de 2023

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Documento secreto: governo Dilmo ignorou protocolo no Dia 8

J.R. Guzzo: 'Sobre o tipo de personagem que a ministra oficial do Planejamento decidiu ser'

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Ao pular para dentro do barco de Lula no segundo turno das eleições, depois de passar a campanha toda dizendo que defendia um programa oposto ao dele, a ministra oficial do Planejamento mostrou que é do tipo de personagem política que faz qualquer coisa para entrar no governo. Agora, ao engolir um nome que jamais passou pela sua cabeça para presidir o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma das poucas coisas que Lula e o PT não tiraram do seu ministério, mostrou que também faz qualquer coisa para não sair. Quando foi nomeada, aceitou sem dar um pio a demolição geral das atribuições que deveria ter; deixaram com ela uns trocados de quinto escalão como uma “Assessoria de Participação Social e Diversidade”, a Comissão Nacional de Cartografia e outras insignificâncias burocráticas da mesma natureza. Nos sete meses que se passaram desde então, não foi autorizada a resolver nem o planejamento da controladoria nacional dos carrinhos de pipoca. Com a imposição do novo magnata do IBGE, sem sequer uma consulta a que teria direito pelas regras elementares da boa educação, já está batendo no fundo-do-poço.

“Nada mais justo do que atender o presidente Lula”, disse a ministra depois que o ministro da Comunicação anunciou à imprensa a escolha do novo estatístico-mor do Brasil. Mas, nesse caso, o presidente Lula não poderia, pelo menos, ter dito alguma coisa a ela uns dias antes, ou na véspera? É provável que o próprio Lula tenha se surpreendido com uma exibição de puxa-saquismo desse tamanho: quer dizer que ele trata a ministra como um pedaço de pano de estopa, e ela diz que é muito justo? O novo chefe do IBGE já estava despachando direto com Lula e outros peixes graúdos do governo antes, sequer, de ter uma primeira reunião com a sua suposta superiora hierárquica. Ela disse que iria marcar uma reunião com o suposto subordinado “na semana que vem” – há, inclusive, a possibilidade de que seja recebida. O resto da reação foi a mesma tristeza. “Agora que eu sei o nome dele, terei o maior prazer em atender ao presidente Lula”, disse a ministra. “Não faço pré-julgamentos.  A conversa será técnica, e ele será muito bem-vindo.”


Quando foi nomeada, aceitou sem dar um pio a demolição geral das atribuições que deveria ter; deixaram com ela uns trocados de quinto escalão


O novo presidente do IBGE é tudo, menos um “técnico”. Não entende nada de estatística. Manda prender números que não o satisfazem. Acha que a aritmética tem de ser “social”, e servir para os interesses das lutas “progressistas”. Passou a vida de “instituto” em “instituto”, de emprego em governo a emprego em governo, sem contato com o mundo do trabalho real – não o trabalho como ele é entendido pelo brasileiro comum. Não se sabe de uma ideia sua que tenha sido vista com seriedade pelos círculos respeitados da ciência econômica – ou sequer percebida. Trata-se de um militante político da ala mais “esquerdista” do PT, e sua nomeação tem o propósito de fazer o IBGE produzir unicamente os números que Lula quer. Ele é contra o PIX, a favor da exploração do “espaço sideral” e se acha capaz de “zerar” a dívida pública expropriando a riqueza dos milionários. É tão qualificado para presidir o IBGE quando o rei Herodes seria qualificado para dirigir o serviço federal de creches. Mas e daí? O Estado brasileiro está sendo privatizado de alto a baixo em favor do PT. Podem contar para isso, de olhos fechados, com a ministra do Planejamento.


J.R. Guzzo, Gazeta do Povo

Impostos do atraso

 

Imposto sobre grandes fortunas e alíquotas maiores para tributação sobre herança são plataformas antigas do PT.| Foto: Marcelo Andrade/Arquivo/Gazeta do Povo


Entre os objetivos principais de qualquer governo estão sempre o crescimento econômico, para aumentar a riqueza gerada pela nação; e o desenvolvimento social, para que os frutos do crescimento beneficiem todas as camadas da população, melhorem a distribuição de renda e consigam eliminar a miséria e reduzir a pobreza. Adicionalmente, a busca de civilidade na vida em comunidade requer que, no processo de atingir esses dois objetivos, exista um sistema político que garanta a mais ampla liberdade, os direitos individuais e a paz social.

Isso posto, o modelo econômico, o modelo político e as políticas públicas devem submeter-se aos objetivos referidos, de forma que nenhum benefício a qualquer classe social ocorra à custa da exclusão de parcelas da população em relação à liberdade e aos direitos individuais. Entre as 193 nações filiadas à Organização das Nações (ONU), poucas são as que atingiram ou chegaram perto de atingir tal grau de desenvolvimento. Aquelas que obtiveram sucesso na caminhada do progresso e ingressaram no grupo das nações desenvolvidas mostram que, embora difícil, esse objetivo é possível.

Para citar apenas alguns exemplos, Dinamarca, Bélgica, Noruega, Suécia, Suíça, Canadá e Nova Zelândia são países que, embora em graus diferentes, conseguiram evoluir e ter êxito em sua trajetória histórica e conseguiram obter uma vida digna, confortável e livre para todos os membros de sua população. Nenhum país chegou à perfeição, obviamente, e também há momentos na história em que alguma nação desenvolvida dá passos atrás e recua em seu estágio de desenvolvimento.


Antonio Gramsci orientava os líderes comunistas a desistirem da ideia de confiscar a propriedade privada pela força, mas que o fizessem por via da tributação progressiva


Os componentes fundamentais do crescimento econômico e do desenvolvimento social incluem o sistema tributário e a política fiscal, que tratam de quanto da renda nacional o Estado toma da sociedade em tributos e qual a estrutura do gasto público. Em relação especificamente ao gasto público, em sua estrutura entram a forma como as várias camadas da população, inclusive os políticos e os servidores públicos, se apropriam do gasto feito pelo governo; de que forma se dá essa apropriação; e quais suas consequências e eventuais privilégios. Também faz parte da qualidade ou vício do modelo tributário o efeito que tal modelo tem sobre o funcionamento da economia e sobre o estímulo ao crescimento, particularmente se é um modelo indutor ou inibidor dos investimentos, negócios e progresso material.

O PT e o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vêm falando em aumentar o imposto sobre herança e criar o Imposto sobre Grandes Fortunas, sempre invocando o argumento bonito (e falso) de que isso é fazer “justiça social”, conceito escorregadio que se presta a distorções várias. A ideia de tirar dinheiro dos ricos para dar aos pobres soa bem aos ouvidos dos inimigos do capitalismo, embora quase não se diga que, para o padrão brasileiro, entre os ricos estão também funcionários públicos que driblam a lei do teto constitucional e recebem, em salários e benefícios mensais, valores na casa dos R$ 50 mil, R$ 70 mil ou até mais que isso, como se vê o tempo todo em matérias a respeito dos salários nos três poderes.

O argumento de que a elevação de impostos e a criação de tributos novos vão na linha da justiça social é falso, a começar por não haver qualquer garantia de que o dinheiro irá efetivamente para os pobres. Em segundo lugar, o dinheiro retirado da sociedade em forma de tributos é dinheiro que deixa de, no âmbito privado, gerar empreendimentos, negócios, consumo, emprego e impostos. No caso dos impostos sobre grandes fortunas e sobre heranças, as experiências já realizadas em diversos países mostraram que tais tributos geram mais defeitos que virtudes, e um dos mais nocivos é tornar-se ferramenta contra investimentos e contra a decisão de poupar e construir patrimônio.

O primeiro defeito é cultural e tem origem na ideia de que acumular patrimônio por pessoas físicas faz mal à sociedade. De saída, os países mais ricos são os que preservam a liberdade e o direito de propriedade e, por isso, têm sucesso em criar empreendimentos, desenvolver negócios, inventar e inovar, com o efeito de aumentar o produto nacional, a renda e o emprego. Ademais, o direito de propriedade é um direito natural e tem ligação com o direito à liberdade individual, que somente pode ser exercida se o indivíduo tiver o direito de se apropriar livremente dos frutos de seu trabalho. O segundo defeito de tais impostos é que invariavelmente os resultados são opostos aos motivos que lhes deram origem, a começar pela fuga de capitais. O terceiro defeito é que não existe definição do que vem a ser “grande fortuna”, coisa que é definida pela mera vontade política do governo, nada além disso.


Não é por falta de impostos que a miséria continua existindo no país, mas sim pelo rumo que o gasto público tomou


Ainda que haja nações com altos tributos sobre herança motivados por fatores culturais – como a ênfase na construção de riqueza por esforço próprio em vez de recebê-la por herança –, a proposta petista tem caráter nitidamente ideológico, a favor da instituição de uma sociedade socialista. Este caráter presente nas propostas de taxar grandes fortunas e heranças não é novidade, pois consta da literatura produzida pelos ideólogos dos regimes comunistas, caso específico do italiano Antonio Gramsci, que orientava os líderes comunistas a desistirem da ideia de confiscar a propriedade privada pela força, mas que o fizessem por via da tributação progressiva.

No Brasil, nos anos 1970, a carga tributária chegou a 25% do Produto Interno Bruto (PIB); na metade dos anos 1980, chegou a recuar para 21% do PIB; e, a partir do governo Sarney, iniciou uma trajetória até chegar a representar, atualmente, 34% do PIB em termos de tributação efetivamente arrecadada. E merece destaque um aspecto quase desconhecido da população: é o fato de que, para um PIB de R$ 10 trilhões (valor este previsto para o PIB de 2023), se o governo arrecada 34% do PIB, portanto, R$ 3,4 trilhões de tributação, restam para a sociedade R$ 6,6 trilhões, fazendo que o dinheiro do governo represente pouco mais da metade do dinheiro disponível pela sociedade.

Logo, não é por falta de impostos que a miséria continua existindo no país, mas sim pelo rumo que o gasto público tomou. Nessa linha, cabe à sociedade brasileira pressionar seus representantes no parlamento para que impeçam eventual iniciativa a favor de um Estado que não cessa de crescer e sufocar a sociedade com mais e mais impostos.


Gazeta do Povo