domingo, 1 de novembro de 2020

TRF-3 nega recurso e mantém Mandetta e primo senador réus por suposto desvio de dinheiro da saúde

 

Decisão unânime.

A 3ª turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou recursos e manteve o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta e seu primo, o senador Nelsinho Trad, réus por improbidade administrativa.

Os dois agravos de instrumento interpostos pela defesa de Mandetta e Trad foram rejeitados por unanimidade.

Mandetta e Nelsinho respondem a duas ações por desvio de dinheiro na implantação de um sistema denominado Gisa (Gestão de Informações em Saúde), que gastou milhões dos cofres públicos e nunca funcionou.

As duas ações tramitam em sigilo e são ignoradas pelos principais jornais, sites e emissoras de televisão de Mato Grosso do Sul.

O escândalo ocorreu em 2010 e a demora no julgamento pode beneficiar os réus com a prescrição dos crimes.

Mandetta, Nelsinho e ainda o ex-secretário municipal de Saúde, Leandro Mazina, podem ser condenados a devolver R$ 32 milhões aos cofres públicos nessas duas ações

Jornal da Cidade

"Connery é intocável para além de 007", por Rodrigo Fonseca

 

Sean Connery em “Até Os Deuses Erram”


Embora em sua morte a figura de James Bond e seu oscarizado desempenho como Malone em “Os Intocáveis” (1987) tenham sido mais lembrado do que tudo o que fez ao longo de 58 anos de carreira, o escocês de Edimburgo Thomas Sean Connery (1930-2020) garimpou pepitas de inestimável valor na escavação que fez das representações do masculino, tendo vivido seu apogeu como intérprete em sua parceria com o cultuado Sidney Lumet (1924-2011). 

“Até os Deuses Erram” (“The Offense”, 1973), sobre a brutalidade desmedida de um policial em dias de burnout, baseada em peça teatral de John Hopkins, é o ponto alto desse casamento entre os dois talentos. 

Antes, em 1971, veio “O Golpe de John Anderson” (“The Anderson Tapes”), que fez escola entre os filmes de assalto. E, em 1965, “The Hill”, drama de guerra traduzido por cá como “A Colina dos Homens Perdidos”, desmitificou de uma vez por todas a ideia de que Connery seria apenas o símbolo sexual do desbunde contracultural. 

P de Pop teve a honra de entrevistar Lumet, por telefone, durante 45 minutos, em 2006, quando ele disse: “Sean Connery foi o meu Brando. E olha que filmei com o próprio Marlon, em ‘Vidas em Fuga’. 

Mas ninguém deu a mim a disciplina e a paixão que só Sean oferecia. Vivi isso com Pacino, anos depois. Mas era mais uma questão de juventude, e da inquietude dos anos 1970. 

Com Sean, era questão de prática, sem método”, disse o cineasta.

Na seara “Sessão da Tarde”, Connery merece respeito ainda por “A Lenda dos Anões Mágicos” (“Darby O’Gill and the Little People”, 1959), exibido pela última vez por aqui em 1992, na Globo. 

Dos trabalhos mais recentes, há “Armadilha” (“Entrapment”, 1999), que ensaiou ser blockbuster com seu timming de ação memorável. 

Num par romântico preciso com Catherine Zeta-Jones (que falta essa excepcional atriz tem feito, depois que decidiu desacelerar), Sean dispôs da voz de Francisco Milani na dublagem do filme no Brasil. 

E vale um lugar acalorado no coração o banho pop que ele deu nas telas em 1996, ao lado de um Nicolas Cage recém-oscarizado (por “Despedida em Las Vegas”) em “A Rocha” (“The Rock”), o melhor de Michael Bay na direção. Connery foi muito além da testosterona, do charme e da imagem do brucutu fleumático. 

É um ator cuja voz alevudada esculpiu heróis tridimensionais e emblemáticos da identidade escocesa, como bem se comenta em “Trainspotting” (1996), numa piada sobre ele ser o orgulho de sua nação. 

Com certeza, no planisfério cinéfilo, temos muito que nos orgulhar de tudo o que vivemos com ele.

E, agora, é importante que a morte dele seja um veio de olharmos para os nossos outros mitos idosos. Sugestão: Gene Hackman! Que tal celebrarmos sua glória em vida?

O Estado de São Paulo

França trata barbaridades como problema 'cultural', escreve J.R. Guzzo

"O inimigo em casa"


França está colhendo o que plantou em matéria de terrorismo. 

Não é, naturalmente, a única nação da Europa que sofre com os assassinatos cometidos por delinquentes que são apresentados ao público como “muçulmanos fanáticos”. 

Mas é a que mais está sofrendo – e caiu nessa situação em consequência direta da opção que seu governo e suas elites tomaram diante da barbaridade imposta aos franceses. 

As forças políticas e sociais que mandam na França decidiram tratar esses horrores como um problema “cultural” – uma inconveniência que vem “da história”, como resultado natural das injustiças que os muçulmanos sofreram no tempo das Cruzadas, 900 anos atrás, ou das épocas em que foram “colonizados”, ou em outros episódios do passado remoto. 

Por conta disso, têm de ser vistos com “compreensão”, dentro de uma “perspectiva histórica ampla”, quando degolam senhoras que tinham ido rezar na igreja, ou professores à saída das aulas. 

Querem parecer civilizadas; acabam sendo apenas covardes, e convidando outros homicidas a fazerem a mesma coisa.

Os assassinos não são tratados com delicadeza e muito menos são soltos pelo ministro Marco Aurélio lá deles: ao contrário, em geral levam chumbo grosso da polícia logo no primeiro minuto de confronto e, se são presos, não têm direito à proteção do ministro Fachin para as suas visitas íntimas; aliás, não há visitas íntimas. Não se trata de impunidade, portanto.

O veneno está na atitude básica diante do horror – as autoridades, do presidente da República para baixo, a maior parte da mídia e mais muita gente boa estão certas de que a chave mestra para desfazer a calamidade é o diálogo, o entendimento das teologias não cristãs, o conhecimento do Corão, a aceitação da “diversidade” e, no fim das contas, a expiação de pecados cometidos séculos atrás. 

A imensa maioria dos muçulmanos, na verdade, não está sentindo falta de nada disso; não quer pedidos de desculpas, nem se acha vítima, nem cobra o acerto de contas incorridas no ano de 1095. 

Quem usa tudo isso como argumento para matar pessoas indefesas (eles nunca atacam quem pode se defender) são marginais, desajustados mentais e sociopatas que têm prazer em derramar sangue – e inventam motivos religiosos e políticos para fazer isso. 

Quando matam a velhinha na igreja, não estão sendo “islâmicos”, como acha Macron; estão sendo apenas criminosos. O “islamismo” não tem nada a ver com isso. 

O que tem tudo a ver, isso sim, é a atitude de aceitar agressões estúpidas à vida e à liberdade de pensamento em nome de uma sociedade “plural”.

Os criminosos não querem saber de pluralidade nenhuma. Exigem o Islã e as mesquitas, apenas; são eles que não admitem a liberdade de religião e as igrejas cristãs. 

Não é “a direita”, como supõem o governo francês e a esquerda mundial, que “sataniza” os muçulmanos; são os extremistas que se declaram como inimigos abertos da França, das suas leis e dos seus valores nacionais. 

É um despropósito. Eles são imigrantes, que estão lá por tolerância do governo e da população; deveriam estar agradecidos pela acolhida, e não revoltados contra quem os recebeu. 

Seria como se a França, durante a última guerra, adotasse um programa de imigração para os invasores nazistas. 

Vamos trazer os inimigos para casa; viva a diversidade.

O governo francês diz que está sendo democrático. 

Conversa. 

Quando manda a polícia expulsar cidadãos sentados à uma mesa de café para cumprir o seu precioso “lockdown” ninguém se lembra de democracia nenhuma. 

O problema, aqui, se chama covardia. Países que têm medo de defender os seus valores acabam não merecendo a liberdade que querem ter.

O Estado de São Paulo

Perseguição a cristãos: Por que precisamos falar sobre isso?

Ano passado, mais de 250 milhões de fiéis foram vítimas de intolerância religiosa no mundo, segundo a ONG Portas Abertas

perseguição aos cristãos

Extrema esquerda incendiou duas igrejas no Chile | Foto: Reprodução/Twitter

Em 303 d.C., o imperador Diocleciano declarou guerra aos cristãos. Além de mandar confiscar livros em Roma e demitir fiéis do exército e do governo, ordenou a destruição de templos. Historiadores chamam o período de “A Grande Perseguição”, que também levou ao cárcere milhares de religiosos.

Entre 500 d.C. e 1500 d.C., os cristãos enfrentaram outros inimigos: bárbaros e islâmicos, que também destruíram inúmeros locais de culto. No século passado, durante a Revolução Russa (1917-1923), os episódios se repetiram. O mesmo na Guerra Civil espanhola (1936-1939): mais igrejas e fiéis foram atacados por manifestantes antigoverno.

Na quinta-feira 29, um terrorista islâmico relembrou que ataques contra a religião não ficaram no passado. Armado com faca, Brahim Aioussaoi, 21, atacou três pessoas na basílica de Notre-Dame de Nice, na França. Morreram o sacristão da igreja e duas mulheres, uma brasileira, que faleceu depois de fugir do local. O criminoso foi baleado e preso pela polícia.

O atentado ocorreu 11 dias depois dos protestos violentos no Chile, quando militantes de extrema esquerda atearam fogo a dois templos cristãos em Santiago, capital daquele país. Uma delas foi a Catedral da Assunção. Quando a estrutura em chamas desabou, centenas de manifestantes comemoraram. Antes, próximo ao local, outro templo, dos Carabineros, foi saqueado e queimado.

Contudo, os bombeiros conseguiram apagar as chamas antes que elas causassem maiores danos. “Queimar igrejas é uma expressão de brutalidade”, reagiu o ministro do Interior e Segurança, Víctor Pérez, ao destacar que durante o dia a polícia protegeu dos ataques violentos as estações de metrô de Santiago, os ônibus do transporte público e outros alvos. Veja as imagens:


A fé contra a parede

ONG Portas Abertas publica um levantamento anual com informações sobre a perseguição a cristãos. Conforme os dados mais recentes, de 2018 a 2019, o número de templos atingidos (fechados, atacados, danificados ou queimados) aumentou cinco vezes em todo mundo, de 1.847 para 9.488.

A intolerância não se restringiu a templos. Ainda segundo a ONG, a quantidade de cristãos detidos subiu de 3.150 para 3.711. No total, 260 milhões de pessoas da comunidade — católicos, protestantes, batistas, evangélicos, pentecostais — foram “severamente perseguidos, contra 245 milhões em 2018”, de acordo com a organização.

Por “perseguição”, a ONG entende toda e qualquer violência, de uma opressão diária mais discreta até assassinato. Entre as razões para essa situação, a Portas Abertas considera a deterioração mundial da liberdade religiosa, sobretudo na China, que tem cerceado direitos e calado dissidências.

Há três anos, o governo chinês fez uma revisão da lei que regulamenta os grupos religiosos, a primeira desde 2015, com o aumento do controle sobre os locais de culto, limites à construção de estátuas e multas bem salgadas. Quem realizar atividades religiosas não autorizadas, por exemplo, corre o risco de desembolsar 300 mil yuans (R$ 149 mil).

Conforme noticiou Oeste em julho deste ano, o Partido Comunista liderado por Xi Jinping ordenou o fechamento de templos, a prisão de fiéis e a retirada de símbolos do Cristianismo. Na cidade de Chengdu, no sudoeste do país, a igreja cristã Early Rain foi fechada e substituída por uma loja comercial. Mais de 100 fiéis acabaram detidos enquanto praticavam suas liturgias.

Apesar do cenário assustador, o número de cristãos mortos diminuiu. Em 2018, foram 4.305 óbitos. No ano passado, o saldo reduziu para 2.983. Mesmo com a queda, o índice continua assustador: são mais de oito cristãos mortos por dia. Com todos os tipos de perseguições combinados, a Coreia do Norte segue líder no ranking anual da ONG, seguida por Afeganistão, Somália, Líbia, Paquistão, Eritreia, Sudão, Iêmen, Irã e Índia.

América Latina

Brasil e Chile ainda não constam no ranking dos locais que mais perseguem. “De maneira geral, o cristão pode expressar sua fé nesses países”, explicou Marco Cruz, secretário-geral no Brasil da Portas Abertas. Para ele, há casos isolados e a situação dos dois locais não é comparável a de outros, como em Cuba ou no Oriente Médio. “[No regime castrista], é proibido manifestações públicas da fé sem autorização do governo”, relatou Cruz. “Em Cuba, pessoas perdem cargos importantes, caso seja descoberta sua fé cristã”, acrescentou.

Francisco Borba, professor universitário e coordenador de projetos do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, enxerga no Brasil uma perseguição a cristãos nos campos político e cultural, que ele chama de “interdição de valores”. O especialista cita como exemplo a campanha do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos de sugerir a abstinência sexual como parte de um programa de educação sexual nas escolas. A medida foi divulgada em janeiro deste ano e tinha como objetivo prevenir a gravidez na adolescência, segundo a ministra Damares Alves.

Conforme Borba, essa política deu certo em países que decidiram adotá-la para combater o vírus HIV. “A sugestão do ministério foi transformada, equivocadamente, em algo relacionado à religião”, acrescentou. Para o professor, a gritaria em torno do tema foi uma forma de tirar os cristãos do debate, o que vem ocorrendo em outros campos de discussão. “É um fenômeno real, que pode até ser nomeado ‘cristofobia’, se assim preferirem”, afirmou. “O que não se pode é negar que ele exista”.

, Revista Oeste

Bolsonaro nas ruas do Guarujá (vídeo)

 

O mau tempo que pairava em Guarujá, no litoral de São Paulo, neste sábado, 31, não foi empecilho algum para o presidente, que cumprimentou populares na entrada do Forte dos Andradas, onde está hospedado, depois saiu com sua comitiva de motocicletas e foi até uma residência na praia da Enseada, onde ficou por alguns minutos.

Na volta, parou em uma padaria para tomar café, entrou em um ônibus de transporte coletivo e tirou foto com várias pessoas.

Quando outro presidente fez algo parecido?

Humildade, simplicidade e carisma!

Confira:

Jornal da Cidade

Povo clama e #MaiaNaCadeia chega ao topo do Trending Topics

 

O sucesso da campanha foi tanto, que neste sábado, 31, a hashtag chegou ao topo dos assuntos mais comentados da Web.

Confira:

De maneira avassaladora, os internautas não pouparam críticas ao parlamentar e pediram para que prisão de fato aconteça.
Que situação do Botafogo!.
Assim que deixar a presidência da casa e perder o poder que deteve durantes os últimos anos, terá que encarar a PF...

Jornal da Cidade

Fortaleza 0 X 1 Fluminense - Melhores momentos - Brasileirão - 31/10/2020