sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Chance de vitória de Flávio dispara nas apostas

 

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República | Foto: Charles Vieira / Campanha Flávio


Apostas na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) passaram dos 62% nesta quinta (1º) na plataforma de apostas e previsões Polymarket, e dos 61% na prestigiada Kalshi, também dos EUA. É o maior patamar de Flávio em mais de 12 meses. Apostas na reeleição de Lula (PT) despencaram para 38%. As plataformas têm elevado índice de acerto: os investidores nesse negócio contratam os melhores consultores e se valem de pesquisas detalhadas para orientar apostas milionárias. Na Polymarket, apostas na eleição brasileira mobilizam cerca de US$20 milhões (R$104 milhões).

Passou e abriu

Flávio superou Lula em 13 de setembro, nas apostas na Polymarket, e não saiu da liderança. O petista liderou as apostas por mais de um ano.

Outro cenário

Há também quem aposte no candidato que ficará em 2º na eleição. Lula saltou de 5% a 28% entre os que apostam na sua derrota.

Terceiro colocado

A chance de vitória de Renan Santos (Missão) é de apenas 0,3%, longe dos 17% que chegou a obter em junho deste ano. É o 3º colocado.

Sobe-e-desce

Lula liderou nas plataformas entre setembro de 2025 e maio deste ano, quando Flávio virou por três semanas, e voltou à frente até setembro.


Diário do Poder

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Flávio desiste de debate da Globo e acusa TSE de ‘censura’

 Tribunal proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio de Lula, que também não participará do encontro


Flávio Bolsonaro visita o Mercado Municipal de São Paulo - 28/10/2026 | Foto: Marina Uezima/Reuters


O candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, anunciou na noite desta quinta-feira, 1º, que não participará do debate da TV Globo, o último antes do primeiro turno das eleições.

O senador atribuiu a desistência a uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também não comparecerá ao encontro.

“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE”, afirmou Flávio. “A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes.”


Flávio Bolsonaro - Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes.


A decisão citada pelo candidato foi tomada pela ministra Estela Aranha, do TSE. Ela impediu a Globo de manter em cena o púlpito destinado a um candidato que tenha recusado o convite para participar do debate. Lula decidiu não comparecer e optou por conceder uma entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário. 

Estela sustentou que a exposição do púlpito vazio poderia funcionar como forma de constrangimento ao candidato ausente. Para a ministra, o comparecimento ao debate é facultativo, e a emissora não poderia utilizar a ausência para pressionar quem decidiu não participar. Gilmar Mendes impõe presença de Renan Santos em debate 

A desistência ocorre em um dia marcado por decisões judiciais sobre as regras do debate.

 Minutos antes, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Globo incluísse Renan Santos, candidato da Missão, entre os participantes. 

A ordem de Gilmar contrariou uma decisão anterior do presidente do TSE, Nunes Marques. O ministro havia rejeitado o pedido apresentado por Renan para obrigar a emissora a incluí-lo. A Missão não possui os cinco parlamentares no Congresso exigidos pela legislação eleitoral para assegurar a participação obrigatória de um candidato em debates de rádio e televisão.

As regras definidas pela Globo previam a possibilidade de convidar outro candidato em caso de desistência de um dos participantes. Renan afirmou que poderia ocupar a vaga aberta pela ausência de Lula. Nunes Marques, contudo, entendeu que a previsão dava à emissora a faculdade de fazer o convite, sem criar uma obrigação.

A Missão também recorreu ao STF. A ministra Cármen Lúcia rejeitou uma das ações por considerar inadequada a via processual escolhida, sem reconhecer um direito de Renan à participação.

 Posteriormente, Gilmar analisou outro pedido, apresentado pelo Solidariedade, e determinou a inclusão do candidato da Missão. Conforme mostrou Oeste, o ministro fundamentou a intervenção em princípios constitucionais ligados à liberdade de expressão e ao pluralismo político. 

Antes das decisões desta quinta-feira, estavam previstos no debate Flávio, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). Lula já havia comunicado que não participaria

Edilson Salgueiro - Revista Oeste

Tarcísio lidera com 53% a 33% no 1º turno para o governo de São Paulo

 Governador está à frente também num eventual segundo turno


Tarcísio de Freitas (Republicanos) | Foto: Marcelo S. Camargo / Governo de São Paulo

Pesquisa Gerp divulgada nesta quinta-feira (1º) aponta Tarcísio de Freitas (Republicanos) na liderança da disputa pelo governo de São Paulo.

No 1° turno, o candidato tem 53% das intenções de voto, já Fernando Haddad (PT) registra 33%.

Policial Edjane (Agir), que deixou a disputa após o TRE-SP indeferir sua chapa devido à renúncia da candidata a vice, aparece com 2%. Izadora Dias (PCO) e Vera Lúcia (PSTU) têm 1% cada. Os que não sabem em quem votar representam 6%, enquanto 5% não votariam em nenhum.

Em um eventual segundo turno entre Tarcísio e Haddad, o levantamento registra 56% das intenções de voto para o candidato do Republicanos e 36% para o petista. Outros 4% não sabem em quem votar e 3% afirmam que não escolheriam nenhum dos dois.

A pesquisa ouviu, por telefone, 1.500 eleitores do estado de São Paulo entre 28 e 30 de setembro. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95,55%. O levantamento foi realizado com recursos próprios e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-04091/2026.


Lucas Soares - Diário do Poder

Zettel, cunhado e operador: “O Xandão é o melhor amigo do Daniel [Vorcaro]”

Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, admite ter ocultado dinheiro no exterior


lexandre de Moraes e Daniel Vorcarod (Foto: montagem/reprodução)



O pastor Fabiano Zettel, cunhado e apontado como operador financeiro de Daniel Vorcaro, afirmou em áudios obtidos pela Revista Piauí que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, era “melhor amigo” do ex-banqueiro do Banco Master. A declaração foi feita durante uma conversa de Zettel com uma mulher identificada como Marina, com quem mantinha um relacionamento. “O Xandão é melhor amigo do Daniel. Tô contando com ele. Melhor amigo, faz jantar junto, sai junto”, afirmou Zettel.

Segundo a reportagem, a gravação não esclarece o que Zettel queria dizer ao afirmar que estava “contando” com Moraes. A declaração, porém, ocorre em meio a outras informações já reveladas sobre a proximidade entre o ministro e Vorcaro. Mensagens encontradas pela Polícia Federal mostram que os dois mantinham contato e que Vorcaro chegou a questionar Moraes sobre a possibilidade de deixar o país antes de sua prisão, em novembro de 2025.

As conversas analisadas pela piauí também expõem o papel desempenhado por Zettel na estrutura financeira de Vorcaro. O operador relata ter viajado ao exterior durante a crise do Banco Master para esconder dinheiro, diante do risco de bloqueio de bens e contas. Em outro trecho, afirma que Vorcaro teria mantido R$ 20 bilhões no exterior, embora dissesse que o ex-banqueiro não conseguia acessar os recursos.

Zettel também descrevia a relação com Vorcaro como marcada por dependência e tensão. Segundo os relatos, cabia a ele operacionalizar pagamentos, organizar contratos e administrar empresas e fundos ligados ao grupo. As gravações e mensagens fazem parte do material que passou a integrar as investigações sobre o Banco Master e as relações de Vorcaro com diferentes empresários, políticos e autoridades.

Rodrigo Vilela - Diário do Poder

Em vídeo, Nikolas diz que STF é 'o maior motivo para tirar Lula'

 Deputado prevê quatro indicações à Corte e critica decisões de ministros nomeados por presidentes do PT




O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 poderá afetar a composição do Supremo Tribunal Federal (STF) por décadas. Ele publicou, nesta quarta-feira, 30, um vídeo com o título “O maior motivo para tirar o Lula”. 

Nikolas compara os quatro anos do mandato presidencial com a permanência dos ministros até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos. Segundo ele, uma vitória do PT permitiria quatro indicações. “Não é sobre os próximos quatro anos, é sobre os próximos 40”, afirma.

O parlamentar critica decisões sobre prisão em segunda instância, Lava Jato, liberdade de expressão, aborto e desoneração da folha. Ele cita Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Luiz Fux, nomeados por presidentes petistas. 


Aposentadorias e decisões do STF

 Nikolas menciona a aposentadoria de Luís Roberto Barroso em outubro. Afirma que Fux completará 75 anos em 2028 e Cármen Lúcia, em 2029. Também prevê outra saída em 2030 e sustenta que o próximo presidente indicará quatro ministros. Segundo o deputado, presidentes do PT escolheram seis dos dez integrantes em exercício: Toffoli, Zanin, Dino, Fachin, Cármen Lúcia e Fux. 

Sobre Toffoli, Nikolas cita o voto de desempate no julgamento de 2019 sobre prisão em segunda instância e associa a decisão à soltura de Lula. Também questiona decisões sobre provas da Odebrecht e o inquérito que o STF abriu naquele ano para investigar ataques aos magistrados. 

O parlamentar afirma que Fachin anulou as condenações de Lula e permitiu sua candidatura em 2022. Ao citar Cármen Lúcia, relaciona uma declaração sobre a falta de regulação das redes sociais ao debate sobre liberdade de expressão. 

O deputado critica Zanin por suspender a legislação de desoneração da folha, aprovada pelo Congresso com a derrubada do veto presidencial. Também lembra que o ministro foi advogado de Lula. 

Por fim, afirma que Barroso votou pela descriminalização do aborto até a 12ª semana e cita uma decisão sobre a atuação de enfermeiros nesses procedimentos. Segundo Nikolas, o voto continuará no processo mesmo com a saída do ex-ministro.


Letícia Alves - Revista Oeste

Pacheco toma posse quase às escondidas como ministro do TCU

Ex-senador assumiu vaga deixada por Bruno Dantas em cerimônia reservada



Ex-senador Rodrigo Pacheco - Foto: Geraldo Magela / Agência Senado


O ex-senador Rodrigo Pacheco tomou posse nesta quarta-feira (30) como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A cerimônia ocorreu na sede da Corte, em Brasília, com acesso restrito a convidados e autoridades, entre elas o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).

A nomeação de Pacheco foi publicada na segunda-feira (28). Ele ocupa a vaga deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao cargo no fim de agosto.

Em 2025, seu nome chegou a ser considerado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), com apoio do então presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias.

O senador também foi convidado por Lula a disputar o governo de Minas Gerais, mas recusou. Na ocasião, Pacheco chegou a sinalizar que poderia deixar a vida pública.

Para o TCU, Pacheco recebeu indicação de Lula e apoio de Alcolumbre. O processo de aprovação no Senado foi acelerado após um requerimento de urgência, dispensando a tramitação convencional pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

  • A indicação foi aprovada pelo Senado por 63 votos a favor e quatro contra.
  • Na Câmara dos Deputados, recebeu 404 votos favoráveis e 61 contrários.

Entre as autoridades presentes estavam os ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão; e representantes do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Ministério Público junto ao TCU.


Diário do Poder

STF deve reavaliar indicação de Moraes para suceder Fachin na presidência do Supremo

 

O ministro Alexandre de Moraes, do STF - (Foto: Gustavo Moreno/STF).


São várias as queixas contra a presidência de Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo pela falta de pulso para enfrentar a crise que a Corte atravessa. Ministros já discutem atropelar o rodízio que elege o ministro mais antigo, e que ainda não tenha sido presidente, como o comandante do Supremo. Como isso é apenas uma tradição, sem previsão no Regimento Interno, gabinetes no STF já falam em votação para impedir a escolha de Alexandre de Moraes como presidente

Tempo ao tempo

Nenhum movimento brusco será feito ao menos até a eleição para o comando do Senado, com poder de abrir impeachment de ministros.

Queima o filme

A divisão na Corte, no caso Master, se repete na questão da sucessão a Fachin. Parte dos ministros não quer Moraes, citado no caso, eleito.

Disputa no Olimpo

A tensão tinha diminuído após o barraco no plenário, ainda em setembro. Mas voltou após decisões ativistas, como no caso da Padroeira do Brasil.

Possibilidade

Caso os ministros optem por seguir a lista, pulando Moraes, o próximo eleitor seria Nunes Marques, também citado no inquérito do Master.


Diário do Poder