quarta-feira, 31 de maio de 2023

Ex-GSI do ex-presidiário Lula, general Gonçalves Dias falsifica relatório do 8 de janeiro

 Ele teria retirado do documento registros de que foi informado do risco de invasão das sedes dos Três Poderes



O general Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do GSI | Foto: José Cruz/Agência Brasil


O general Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Luiz Inácio Lula da Silva, adulterou um dos relatórios de Inteligência enviados ao Congresso sobre a manifestação de 8 de janeiro, em Brasília. O jornal O Globo divulgou a informação nesta quarta-feira, 31.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elaborou dois relatórios sobre o episódio. A comparação desse material mostra que Dias teria retirado de um dos documentos os registros de que ele foi informado dos riscos de invasão das sedes dos Três Poderes.

Revista Oeste

'A Play' - Olha a bomba que jogaram no colo do ex-presidiário Lula - 'L'

'Oeste Sem Filtro'- Augusto Nunes, Sílvio Navarro, Ana Paula Henkel, Cristina Graeml e Paula Leal comentam desmandos do governo corrupto do ex-presidiário Lula, comparsa de Maduro

Marcel van Hattem: 'Lula, capacho de ditador'

 

Lula e Maduro, intimidade em Brasília.| Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.


É impossível a qualquer democrata, de direita ou de esquerda, assistir às indecentes imagens do ditador Nicolás Maduro em visita ao Brasil, refestelando-se na companhia de Lula, sem indignação e nojo. Nojo dos crimes de seu regime, da tortura que pratica contra opositores; indignação com o maltrato ao próprio povo, com a fome que assola o país e já fez mais de 7 milhões de venezuelanos emigrarem, inclusive para o Brasil, fugitivos e refugiados do “Socialismo do Século XXI". Lula conseguiu, nos últimos dias apenas, consolidar-se como um pária internacional de primeira ordem. O mundo está em choque; o Brasil está envergonhado.

Como a dar conselhos a um velho amigo, porém, constrangedoramente em público durante coletiva de imprensa, Lula sugeriu ao ditador Maduro que criasse sua própria narrativa sobre seu regime, pois seria “infinitamente melhor” do que a narrativa que estaria sendo disseminada. Lacalle Pou, presidente do Uruguai também presente à cúpula no Brasil e de direita, não aceitou o revisionismo histórico macabro pretendido por Lula. Durante a reunião fechada realizada no Itamaraty com os demais presidentes sul-americanos presentes, ligou a câmera de seu celular e transmitiu sua fala ao vivo pelas redes sociais: “Não temos a mesma definição sobre direitos humanos, respeito às instituições e democracia”. E acrescentou, sobre as supostas “narrativas” a respeito da crueldade do regime bolivariano: ”Não se pode tapar o sol com o dedo!”.


Direita ou esquerda, não importa: se houver um mínimo de honestidade intelectual é impossível ignorar as atrocidades que acontecem em solo venezuelano.


Também o presidente chileno, dessa vez um esquerdista, Gabriel Boric, fez questão de se manifestar: “Não é uma construção narrativa, é a realidade”. E reforçou que a viu com os próprios olhos, ninguém o ludibriou com uma falsa narrativa: “É [uma realidade] séria, e tive a oportunidade de vê-la nos olhos e na dor de centenas de milhares de venezuelanos que vêm à nossa pátria e que exigem, também, uma posição firme e clara para que os direitos humanos sejam respeitados sempre e em todos lugares, independentemente da cor política do governante de turno”. Direita ou esquerda, não importa: se houver um mínimo de honestidade intelectual é impossível ignorar as atrocidades que acontecem em solo venezuelano, pois elas transbordam para o resto do continente – inclusive, para o Chile, país geograficamente mais distante na América do Sul da ditadura de Maduro e, ainda assim, impactado por massas de refugiados vindos, a milhares de quilômetros de distância, do norte.

Roraima, no norte brasileiro e limítrofe à Venezuela, é o estado brasileiro que mais tem sofrido com a calamidade gerada e agravada diariamente por Maduro. São dezenas de milhares de cidadãos que já cruzaram a fronteira em Pacaraima, muitos dos quais lotam as ruas e praças de Boa Vista, capital do estado. Eu poderia tentar descrever tudo o que se passa por lá, mas me faltariam palavras para retratar o que este vídeo produzido por empreendedores locais revela com exatidão e compaixão: o sofrimento profundo desse povo, incluindo crianças desalentadas e mulheres violentadas. Onde está a narrativa, Lula? Confirma-se, apenas, que narrativa é apenas um eufemismo do petista para esconder verdades cruéis e inoportunas e disseminar mentiras deslavadas que lhe sejam convenientes.

Para encerrar o segundo dia dessa trágica e vergonhosa visita de Maduro ao Brasil, agressões físicas a jornalistas revoltaram a imprensa internacional. Capangas do ditador e funcionários do GSI de Lula revezaram-se nas grosserias, no empurra-empurra que resultou até mesmo num inadmissível e violento soco no peito de uma jornalista da Rede Globo, Delis Ortiz. Além de toda solidariedade que precisa ser prestada aos profissionais de imprensa agredidos, é forçoso acrescentar: na Venezuela sequer imprensa livre existe. Não à toa a revolta e o repúdio a essa visita, inoportuna e vexaminosa, têm sido unânimes por parte dos meios sérios de comunicação brasileiros.

É lamentável assistirmos à derrocada brasileira no cenário internacional. A ONU e seus órgãos multilaterais, bem como ONGs de defesa dos direitos humanos e da democracia não hesitam em condenar o regime ditatorial venezuelano. Todo o mundo democrático rechaça a liderança sanguinária de Nicolás Maduro, mas Lula parece viver uma realidade paralela. O presidente do Brasil dá sinais de estar vivendo uma fantasia obscena, um frenesi mirabolante de fazer do nosso país líder do que há de pior na face da Terra. Essa dança da morte precisa ser interrompida; os brasileiros não merecem tamanha humilhação, pois o máximo que Lula está conseguindo passar ao mundo é que está se dispondo a servir de capacho a um ditador.


Gazeta do Povo

Cientistas estudam caso de mulher de 75 anos que não sente dor

O caso de "analgesia congênita" intriga os cientistas, que veem na ausência de dor uma oportunidade para novo medicamento


DNA. Imagem: Foto de Sangharsh Lohakare na Unsplash /Reprodução


Se um gênio saído de uma lâmpada mágica perguntasse às pessoas o que elas mais desejam na vida certamente ouviria: “Não sentir dor”. Uma escocesa de 75 anos, no entanto, teve seu desejo realizado, mas não por meio de uma intervenção mágica, ela é portadora de uma disfunção genética chamada de analgesia congênita. Jo Cameron passou pela vida sem sentir dor, nem as cirurgias e os partos que enfrentou foram capazes de proporcionar sofrimento físico à senhora quase octogenária.

Em entrevista à BBC, Cameron afirmou que a única forma de saber se sua pele está queimando é por meio da visão ou do olfato, porque para ela o sofrimento físico não passa de um “conceito abstrato”. De acordo com os médicos, a “doença” de Cameron é compartilhada com poucas pessoas em todo o mundo. Uma em cada 1 milhão de pessoas na Terra nasce com a analgesia congênita, condição com múltiplas causas genéticas que podem vir com outros sintomas, como ausência de olfato e excesso de suor.

Pesquisadores da University College London (UCL) estão estudando os genes da escocesa, a fim de entender como os caminhos da dor podem ser desativados em pessoas que sofrem com condições crônicas. Obviamente, a dor é um sinal de alerta para o organismo; em algumas pessoas, porém, a dor pode permanecer num estado hiperativo, caracterizado como dor crônica. A genética de Jo Cameron pode ajudar os cientistas a desvendar os segredos para o fim do sofrimento.

Uma selfie de Jo Cameron. ( Jo Cameron/UCL )

Droga para acabar com o sofrimento

James Cox, geneticista da UCL, disse: “Ao entender precisamente o que está acontecendo em nível molecular, podemos começar a entender a biologia envolvida, e isso abre possibilidades para a descoberta de drogas que podem um dia ter impactos positivos de longo alcance para os pacientes”.

A analgesia congênita de Cameron é causada por uma variação de um gene específico presente no seu DNA, e que foi descoberto e nomeado em 2019 pela equipe do dr. Cox. Os cientistas encontraram a origem da disfunção numa parte do genoma humano que antes se acreditava ser completamente inútil. A verdade é que os cientistas descobriram que esse “gene lixo” é fundamental para a modulação de outro gene, chamado FAAH. Este gene é conhecido como “gene feliz”, porque é capaz de tornar as pessoas menos ansiosas e mais “distraídas”.

Cameron é incapaz de sentir até mesmo a adrenalina típica de uma situação de medo extremo, como a iminência de um acidente de trânsito. Os cientistas vêm há décadas tentando sintetizar os efeitos desse arranjo genético em uma droga, a fim de aliviar — ou extinguir — a dor dos pacientes. No entanto, nenhuma substância passou nos testes em humanos ainda.

Jo Cameron descobriu que era diferente só aos 65 anos. Um dos pesquisadores da UCL disse: “Como cientistas, é nosso dever explorar, e acho que essas descobertas terão implicações importantes para áreas de pesquisa como cicatrização de feridas, depressão e muito mais”.

O estudo completo foi publicado no periódico científico Brain.

Vitor Marcolin, Revista Oeste

Sauditas investem R$ 2 bilhões em gigante do agronegócio brasileiro

Empresa criada pela Família Real árabe busca prover segurança alimentar à população de seu país


A BRF é uma das líderes globais em produção de carne de frango | Foto: Foto: Reprodução/YouTube


A Família Real da Arábia Saudita firmou um compromisso para investir pouco mais de R$ 2,25 bilhões na BRF, um gigante do agronegócio brasileiro. A empresa informou o negócio por meio de uma nota ao mercado.

De acordo com o texto, a Companhia Saudita de Investimento Agrícola e Pecuária (Salic, na sigla em inglês) fará o investimento na BRF. Ao mesmo tempo, a brasileira Marfrig investirá outros R$ 2,25 bilhões.

A operação ocorrerá por meio do aumento do número de ações em circulação da empresa. Caso os acionistas aprovem, serão 500 milhões de novas cotas, divididas igualmente entre as duas empresas. Para cada nova ação, um investimento de R$ 9. O negócio ainda precisa ser aprovado pela assembleia-geral dos acionistas da BRF.

Criada em 2009, a Salic tem a missão de prover segurança alimentar à população de seu país. Desde 2012, a empresa faz investimentos em empresas globais ligadas à produção de alimentos. Além do Brasil, a lista de países inclui Austrália, Canadá, Cingapura, Índia, Reino Unido e Ucrânia.

A Arábia Saudita é um país de maioria muçulmana, e a BRF está entre as grandes produtoras mundiais de carne de frango. Esse alimento está entre as principais fontes de proteína animal que essa religião permite.

Artur Piva, Revista Oeste

Capacho do ex-presidiário Lula que preside a Petrobras ataca jornalista do GloboLixo

 Jean Paul Prates quer 'resolver' vazamento de informações

Prates atacou a jornalista ao negar uma informação veiculada por ela em sua coluna no site de notícias | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil


O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, usou sua conta pessoal no Twitter nesta quarta-feira, 31, para atacar a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Prates atacou a jornalista ao negar uma informação publicada por Gaspar em sua coluna em O Globo. A colunista afirmou que Prates teria dito a conselheiros da estatal que a exploração da foz do Amazonas será realizada em um prazo de seis meses.

No entanto, o presidente da Petrobras enfatizou que essa notícia não é verdadeira e afirmou haver uma necessidade de resolver o problema dos vazamentos de informações e da disseminação de notícias falsas atribuídas a fontes do Conselho da empresa.

“Conselheiros serão alertados mais uma vez sobre isso, e medidas já estão sendo tomadas para investigar esse tipo de prática”, disse Prates. “Colunistas que se alimentam dessas fontes, e cultivam o hábito de divulgar sem checar, também terão mais dificuldades a partir das medidas que serão tomadas.”

Prates expressou preocupação com o hábito de fazer informações discutidas no Conselho vazarem para determinados colunistas. Para ele, isso diz respeito a práticas de desinformação, falsidade ideológica, difamação e distorção intencional de informações privilegiadas.

Ele anunciou que os conselheiros serão alertados novamente sobre essa questão. ”Não é possível que um Conselho de Administração de uma empresa como a Petrobras funcione com esse tipo de hábito, hoje naturalizado.”, disse.

Petrobras faz novo pedido para explorar petróleo na foz do Amazonas

A Petrobras apresentou um pedido de reconsideração para concessão de licenciamento para explorar jazidas de petróleo na foz do Rio Amazonas, a quase 200 quilômetros da costa do Amapá. O anúncio foi feito pelo presidente da companhia, Jean Paul Prates, na quinta-feira 25. “Reapresentamos há pouco pedido de retomada do processo de licenciamento da perfuração do poço Morpho 1-APS-57, no setor Amapá Águas Profundas”, disse Prates.

Em nota, a empresa afirma que é “uma atividade temporária, de baixo risco, com duração aproximada de cinco meses. Somente após a perfuração desse poço se confirmarão o potencial do bloco, a existência e o perfil de eventual jazida de petróleo”. Caso o combustível seja encontrado, a Petrobras terá de fazer outro pedido de licenciamento.

Fernando Castro, Revista Oeste