sábado, 1 de agosto de 2026

Com o cinismo habitual e a certeza de impunidade em face da cumplicidade de seus comparsas instalados no STF, o ex-presidiário Lula ignora lei eleitoral e pede votos para si e Jaques Wagner

 Mesmo depois de investigação da PF, descondenado reforça apoio ao senador baiano 



Lula e Jaques Wagner durante evento do governo federal na Bahia - Foto: Divulgação/GOVBA


Luiz Inácio Lula da Silva atropelou a legislação eleitoral ao pedir votos para si próprio e para correligionários na convenção do PT em Salvador neste sábado, 1º. O presidente disparou pedidos diretos antes do período permitido pela Justiça e dirigiu apelos incomuns à militância. “Se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança”, declarou o petista durante o evento.

A lei proíbe qualquer pedido explícito de voto antes do dia 16 de agosto. As convenções servem apenas para oficializar nomes e coligações. Lula ignorou a restrição e cobrou o apoio dos eleitores baianos ao longo de toda a cerimônia. “Pelo amor de Deus, depois de falar do Jerônimo, depois de falar do Wagner, lembrem-se que tem o Lula lá em São Paulo esperando um voto de vocês”, declaroe. O petista citou suas três vitórias anteriores e exigiu uma nova recondução ao cargo. 

“Estou pedindo para vocês não se cansarem de votar”, disse. 

Me elejam pela quarta vez para a gente poder fazer esse país definitivamente dar certo”.


Defesa de aliado mirado pela Polícia Federal 

O chefe do Executivo aproveitou a viagem a Salvador para afagar o senador Jaques Wagner. O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou o sigilo das investigações da Polícia Federal contra o parlamentar dois dias antes do encontro. A corporação aponta que o ex-líder do governo usou o cargo para atuar em favor de controladores do extinto Banco Master. Lula chamou o aliado de “querido” e cobrou sua recondução ao Congresso. 

“Eu preciso de dois votos, nesse galego e nesse companheiro aqui”, disse o petista, apontando para Wagner e para o ex-ministro Rui Costa, respectivamente. O presidente atacou os adversários políticos e declarou que a atual composição do Senado “está em um nível baixo muito grande”, mas omitiu o envolvimento do colega de partido no escândalo financeiro.



Erich Mafra - Revista Oeste