terça-feira, 31 de janeiro de 2023

'Ministro' do covil do ex-presidiário usa dados falsos para gastar dinheiro do Fundo Eleitoral

Para justificar viagens de helicóptero, Juscelino Filho usou nomes de um casal que dizem não conhecer o político

O ministro das Comunicações de Lula, Juscelino Filho
O ministro das Comunicações de Lula, Juscelino Filho | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ministro das Comunicações do governo Lula, Juscelino Filho (União Brasil), apresentou à Justiça Eleitoral informações falsas para pagar com dinheiro público 23 supostas viagens de helicóptero feitas durante sua campanha a deputado federal, no ano passado. A informação foi revelada nesta terça-feira, 31, pelo jornal Estado de S. Paulo.

Ao prestar contas, Juscelino informou que todos os voos foram feitos por três “cabos eleitorais”. No entanto, segundo a reportagem, os nomes apresentados por ele são de um casal e de uma criança de 10 anos, que moram em São Paulo. A família disse não conhecer o político.

Com a lista falsa de passageiros, o ministro justificou o pagamento de R$ 385 mil do Fundo Eleitoral para sua campanha.

Juscelino Filho informou à Justiça Eleitoral que os três “cabos eleitorais” fizeram as 23 viagens pelo Maranhão durante 16 dias, entre agosto e setembro do ano passado. O casal e a filha teriam passado por 14 cidades diferentes. Segundo o ministro, entre os destinos dos seus três “cabos eleitorais” está a Fazenda Alegria, uma de suas propriedades em Vitorino Freire, no Maranhão.

Os documentos sobre a contratação da Rotorfly Táxi Aéreo, que listam os nomes dos passageiros, foram enviados à Justiça Eleitoral pelo ministro em formulário fora do padrão, com rasuras e misturando informações digitadas e escritas à mão. Os dados foram apresentados a partir de questionamento da Justiça Eleitoral, que desconfiou do vínculo dos passageiros com o comitê de Juscelino.

Passageiros negam ter relação com ministro

Citados na planilha que Juscelino entregou à Justiça Eleitoral do Maranhão, o empresário Daniel Pinheiro de Andrade e sua mulher, Angela Camargo Alonso, de São Paulo, que afirmaram atuar no ramo de decoração, negaram ter relação com a campanha do então deputado do União Brasil.

Andrade disse ao jornal que voou há cinco meses com a Rotorfly Táxi Aéreo — a mesma empresa usada por Juscelino —, mas da cidade de São Paulo para Campos do Jordão. “Provavelmente, usaram meu nome e puseram na comprovação de despesas. Eles pegaram a lista de passageiros do voo que eu voei e replicaram.”

A defesa de Juscelino

À Justiça Eleitoral, os advogados do ministro afirmaram que “todos os voos foram feitos em prol da campanha eleitoral, bem como todas as pessoas que constam nos relatórios prestaram serviços diretamente à campanha”, assinalou a defesa, na prestação de contas.

Ministro usou emendas de relator para beneficiar fazenda da família

O ministro de Lula está envolvido em outra polêmica. Juscelino Filho direcionou R$ 5 milhões das emendas de relator para asfaltar uma estrada de terra que passa em frente à fazenda da família, em Vitorino Freire, no Maranhão.

A informação foi divulgada ontem pelo Estadão. A reportagem afirma que a pedido de Juscelino, os recursos foram parar na cidade, que tem a irmã dele como prefeita, Luanna Rezende.

Revista Oeste

Fernão Lara Mesquita - Só CPI e IPM reinstalam a paz

Ex-presidiário ‘dilmou’ com obra no exterior sem planos

 



O anúncio de Lula de que o banco de fomento BNDES financiaria um gasoduto entre Brasil e Argentina pegou de supressa os órgãos a serem envolvidos, como o próprio banco ou até o Ministério do Meio Ambiente, que faz restrições ao gás de xisto, muito poluente. Nenhum órgão federal sabe do gasoduto, como quando Dilma anunciou em 2014 que o BNDES bancaria o aeroporto de Havana, sem projeto e sem avisar ao banco.

Procurado à época

Assim como o tal gasoduto de Lula agora, à época de Dilma o BNDES negou à coluna ter conhecimento desse projeto

Dinheiro enterrado

Demoraram 14 meses entre a visita de Dilma a Havana e a confirmação oficial que o BNDES enterraria mais US$150 milhões em Cuba.

Nem cheiro

O BNDES, o MMA e até o Tribunal de Contas da União confirmaram à coluna que não existem nem mesmo planos para o gasoduto de Lula.

Diário do Poder

A oportunidade de um Senado mais independente

 

O senador Rodrigo Pacheco (esq.) e o senador eleito Rogério Marinho (dir.)| Foto: Roque de Sá/Agência Senado / Waldemir Barreto/Agência Senado


Nesta quarta-feira (1 º), o Congresso Nacional dará início a uma nova legislatura, com a posse dos 513 deputados federais e 27 senadores eleitos em 2022, e, na sequência, a eleição dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados. Diante da realidade brasileira, marcada pela grande polarização política, falta de confiança nas instituições, e da crise institucional alimentada pelo ativismo judicial, a atuação do Legislativo terá um papel decisivo. E um dos primeiros passos que definirá como se dará o trabalho do Congresso será a escolha dos presidentes das duas casas.

Na Câmara dos Deputados não deve haver surpresas e a perspectiva é a de que Arthur Lira (PP-AL) mantenha-se como presidente. Ele é o favorito na disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados com o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) – aliados dizem que Lira pode vencer a disputa com até 90% dos votos dos 513 deputados. Considerado um bom articulador político, ele conseguiu transitar pelo governo de Jair Bolsonaro e também pelo início do governo Lula.


O país precisa de um presidente do Senado com personalidade e firmeza, que jamais considere aceitáveis os excessos do Judiciário.


Já no Senado, a situação ainda é indefinida. A disputa deve ficar entre o atual presidente, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro de Desenvolvimento Regional no governo de Jair Bolsonaro. O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) também protocolou sua candidatura, mas não é considerado um candidato com chances de vencer a disputa, o que é uma pena, tendo em vista que Girão sempre mostrou posicionamentos bem definidos em relação a temas como a defesa da vida e a independência entre os Três Poderes.

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado desde 2021, tem o apoio dos partidos da base de Lula e dos senadores lulistas, como Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Se eleito, deverá ser um apoiador importante do governo petista no Senado, onde a maioria dos parlamentares (55,5%) pertence a partidos mais conservadores. Com a eleição de Pacheco, projetos do Executivo poderão ter a tramitação facilitada, enquanto pautas contrárias aos interesses de Lula poderão ser engavetados. Com Pacheco no Senado, o governo petista será fortalecido e terá mais liberdade para agir.


Com Marinho, o Senado estaria mais perto de representar o resultado das urnas, que evidenciou que a população deseja parlamentares mais alinhados a princípios conservadores.


Pacheco também não deu mostras de reconhecer a existência de abusos por parte do Judiciário e conta com o apoio informal de Alexandre de Moraes – o ministro já teria deixando claro que prefere Pacheco na Presidência do Senado. Se vencer a disputa, é provável que uma CPI para analisar os possíveis excessos cometidos pelo Judiciário encontre mais dificuldade para ser instalada. E sabemos o quanto seria importante essa discussão. Hoje, boa parte da crise institucional vivida pelo país é alimentada pelas decisões equivocadas da Justiça – os casos de censura ou perseguição indevida por expressão de opinião, por exemplo –, e pela interferência indevida da Justiça nos outros poderes.

Já a eleição de Rogério Marinho poderia ser um contraponto importante, representando a possibilidade de um Senado menos subserviente às decisões do Judiciário e das propostas do Executivo, trazendo mais equilíbrio ao cenário político. Lembremos que as eleições de 2022 foram marcadas pela alta polarização, com os votantes divididos entre Lula, que venceu as eleições presidenciais por uma diferença mínima de votos, mas viu sua bancada de parlamentares despencar e se tornar minoria; e Bolsonaro, que mesmo perdendo elegeu a maior bancada, tanto na Câmara quando no Senado. Com Marinho, o Senado estaria mais perto de representar o resultado das urnas, que evidenciou que a população deseja parlamentares – e por extensão um Congresso Nacional – mais alinhados a princípios conservadores.

Considerando que em menos de um mês no poder Lula já começou uma guinada à esquerda – basta lembrar que em poucos dias de mandato o petista já promoveu o afrouxamento das regras que regem o aborto e restabeleceu relações diplomáticas com ditaduras esquerdistas, como a Venezuela – será muito importante contar com uma oposição forte e articulada.

Isso significa uma oposição que possa atuar de forma equilibrada, pautada pelos interesses do país e não pela crítica destrutiva como vimos quando a esquerda era a oposição, e que tampouco seja omissa em se posicionar com independência. Nesse sentido, a escolha do presidente do Senado – na Câmara, como dissemos, a Presidência deve permanecer com Arthur Lira –, é o ponto de partida e o senador Rogério Marinho nos parece a melhor escolha. O país precisa de um presidente do Senado com personalidade e firmeza, que jamais considere aceitáveis os excessos do Judiciário e nem seja subserviente a interesses alheios aos do país.


Gazeta do Povo

J.R. Guzzo: 'Não haverá pacificação com Lula e suas falas sobre o impeachment são prova disso'

 

Foto: EFE


O presidente Lula, em um mês de casa, ainda não foi capaz de produzir ou propor uma única ação útil em seu governo, mas continua plenamente empenhado em levar adiante a guerra que declarou contra todo o Brasil que não se ajoelha diante dele. 

Sua ideia fixa, no momento, é construir pela repetição e arrogância uma mentira oficial, com carimbo da presidência da República, para falsificar a história do Brasil – o disparate de dizer que a ex-presidente Dilma Roussef foi demitida do poder por um “golpe de Estado”. 

É uma decisão bem pensada, consciente e deliberada de se comportar de maneira desonesta; não foi um deslize de linguagem, ou uma distração. 

Lula falou em golpe pelo menos três vezes, inclusive em viagem oficial ao exterior; na última menção, aliás, fez questão de citar o “golpista Michel Temer” – o que, além de mentira, é um insulto grosseiro e gratuito a um homem que nunca lhe fez mal nenhum.


Sua ideia fixa, no momento, é construir pela repetição e arrogância uma mentira oficial, com carimbo da presidência da República, para falsificar a história do Brasil


Lula não quer paz; chegou à conclusão de que, não tendo nada de positivo a apresentar, nem agora e nem no futuro próximo, o mais lucrativo para ele é continuar fazendo discursos para construir inimigos artificiais e espalhar veneno em tudo o que fala. 

A alegação do golpe contra Dilma é demente. Dilma foi destituída da presidência por um processo absolutamente legal de impeachment, estritamente dentro do que estabelece a Constituição. 

Sua demissão foi aprovada pelos votos de 61 senadores, num total de 81, e 367 deputados num total de 513 – um placar de goleada histórica. 

O processo levou nove meses inteiros para ser concluído; a acusada pode exercer, ao longo deste tempo, todos os seus direitos de defesa. O STF, em pessoa, fiscalizou cada passo do impeachment. Como um presidente da República pode chamar isso de “golpe de Estado”? 

É 100% irresponsável.

A mentira oficial de Lula vai ainda adiante. Ele sustenta a enormidade segundo a qual as maravilhas do seu governo e do tenebroso governo Dilma foram “destruídas” por Michel Temer. Estamos, aí, em plena insânia. Lula-Dilma, para ficar só no grosso, deixaram o Brasil com a maior recessão de toda a sua história econômica, com mais de 5% de recuo, 14 milhões de desempregados, juros recorde. 

Temer, em pouco mais de dois anos, consertou tudo isso; é o que mostram os fatos, e esses fatos mostram o contrário do que Lula diz. Mais: se Temer é golpista, como garante o atual presidente da República, então o seu governo terá sido ilegal, e todas as decisões que tomou também são ilegais. 

Que tal, nesse caso, que Lula exija a demissão do ministro Alexandre de Moraes, do STF? Ele foi nomeado pelo ”golpista” Michel Temer. 

Onde está a coragem que exibe no discursório?   É extraordinário que o governo Lula tenha dois – não um, dois – órgãos oficiais diferentes para combater a “desinformação” e as “fake news” tão amaldiçoadas pela esquerda, na Advocacia-Geral da União e no seu Ministério da Propaganda, a “Secom”. 

O que vão fazer esses vigilantes da verdade, agora, diante da brutal violação dos fatos pelo presidente da República? Dizer que houve um “golpe” contra Dilma é mais do que praticar “desinformação” – é uma agressão comprovada à verdade mais elementar. Quais as sanções que serão tomadas? 

A esquerda, mais uma vez, veio com uma tentativa de explicação perfeitamente hipócrita para as mentiras de Lula: disse que ele “pretendeu dizer” que tinha havido “um golpe dentro da Constituição”.

É uma desculpa safada. 

Se quisesse mesmo dizer isso, Lula teria dito; se não disse, é porque não quis, e fez questão de falar em golpe e acusar de golpe um homem que fez um governo 1.500 vezes melhor do que o seu. O que o presidente quer é confronto. Não tem outra coisa a apresentar.


Gazeta do Povo

'Oeste Sem Filtro': confira o resultado da enquete sobre o primeiro ministro a ser demitido por Lula

A maioria (47%) dos espectadores acredita que Flávio Dino, da Justiça e Segurança Pública, será o primeiro a perder o cargo

Responda as enquetes diárias do <b>Oeste Sem Filtro</b> | Foto: Montagem/Revista Oeste
Responda as enquetes diárias do Oeste Sem Filtro | Foto: Montagem/Revista Oeste

A maioria (47%) dos espectadores do programa Oeste Sem Filtro acredita que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, será o primeiro demitido da equipe de ministros de Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra do Turismo, Daniela “do Waguinho”, aparece com 34,9% dos votos. O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, ficou com 18,1% dos votos.

Ao todo, 1,2 mil pessoas participaram da enquete. Eles responderam à seguinte pergunta: “Quem será o primeiro ministro a ser demitido por Lula?”.

Revista Oeste

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Brasil precisa retomar prisão em 2ª instância, diz Moro

 'É uma causa histórica', disse o senador diplomado

Moro trabalhou na maior operação anticorrupção no país, a Lava Jato | Foto: Rute Moraes/Revista Oeste
Moro trabalhou na maior operação anticorrupção no país, a Lava Jato | Foto: Rute Moraes/Revista Oeste

Caso faça alguma reforma em seu gabinete, o senador diplomado Sergio Moro (União Brasil-PR) não vai querer mexer na porta. O motivo é simples: nela, há um adesivo que representa uma das principais pautas defendidas pelo ex-juiz: a prisão em segunda instância.

“Nisso aqui, não precisa mexer”, disse Moro, em conversa com jornalistas. “Isso vai permanecer. Trata-se de uma causa histórica, que o Brasil precisa retomar. Essa é uma forma de reduzirmos a impunidade.”

A porta do gabinete do senador diplomado Sergio Moro | Foto: Rute Moraes/Revista Oeste

Moro defende a pauta desde quando era ministro da Justiça. Em 2019, chegou a incluir a proposta no pacote anticrime que foi aprovado. Contudo, o grupo de trabalho que analisava o pacote decidiu que a prisão em segunda instância era uma pauta a ser tratada em Proposta de Emenda à Constituição, e não em projeto de lei. Atualmente, a Constituição estabelece que o réu só pode ser considerado culpado depois do trânsito em julgado, ou seja, após o esgotamento de todos os recursos, em todas as instâncias da Justiça.

Eleição no Senado

Moro se manteve discreto acerca das eleições para a presidência do Senado. Nesta segunda-feira, ficou reunido por mais de uma hora com alguns parlamentares do União Brasil. Segundo o senador diplomado, o encontro teria o objetivo de “discutir uma série de questões para o início da nova legislatura”. Sobre o fato de a bancada estar “rachada” na eleição para a presidência da Casa, Moro poupou comentários: “Vou ficar devendo. Não sou representante do partido, mas acredito que vamos ter uma boa legislatura”.

Revista Oeste