quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Dilma anuncia últimos 14 ministros e fecha equipe

LISANDRA PARAGUASSU - O ESTADO DE S. PAULO


Mauro Vieira vai assumir a pasta das Relações Exteriores; titulares foram mantidos em 13 ministérios

O Palácio do Planalto anunciou no fim da manhã desta quarta-feira, 31, o nome do embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira, para ser o novo ministro das Relações Exteriores. O atual ministro, Luiz Alberto Figueiredo, assume a embaixada nos Estados Unidos.  
Nos demais 13 ministérios foram mantidos os atuais nomes. Permanecem no cargo:  Aloizio Mercadante, na Casa Civil,  Arthur Chioro, na Saúde, Eleonora Menicucci, na Políticas para as Mulheres, Guilherme Afif Domingos, na Micro e Pequena Empresa, Ideli Salvatti, nos Direitos Humanos, Izabella Teixeira, no Meio Ambiente,  José Eduardo Cardozo, na Justiça,  José Elito Carvalho Siqueira, na Segurança Institucional, Luis Inácio Adams, na Advocacia Geral da União, Manoel Dias, no Trabalho e Emprego, Marcelo Côrtes Neri, em Assuntos Estratégicos, Tereza Campello, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e  Thomas Traummann, na Comunicação Social.
Com isso, a presidente finaliza, por enquanto, a reforma ministerial. 

"O fracasso da heterodoxia e do voluntarismo", editorial de O Globo

Balanço do primeiro governo Dilma Foto: Arte
Balanço do primeiro governo Dilma - Arte

Ministra das Minas e Energia, ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff chegou à Presidência da República pelas mãos do seu chefe entre 2003 e final de 2010, Luiz Inácio Lula da Silva, e passou a ter o poder formal sobre toda a administração pública. E uma responsabilidade do tamanho deste poder.

Na prática, porém, Dilma, desde a saída de José Dirceu da Casa Civil, avariado pela denúncia do mensalão, e a quem ela substituiu, passou a exercer forte ingerência na política econômica de Lula. Transcorria o ano de 2005, o penúltimo do primeiro mandato do líder petista. Dilma, então, completa agora aproximadamente nove anos de influência sobre a política econômica, e de maneira direta, incisiva, nos últimos quatro, seu primeiro mandato.

Um sinal forte de demarcação de um novo rumo na economia foi emitido pela nova ministra da Casa Civil, ainda em 2005, quando rebateu proposta do ministro da Fazenda Antonio Palocci de não permitir que os gastos públicos correntes crescessem mais que o PIB, ideia considerada “rudimentar" pela economista Dilma. Em vez de um ajuste fiscal, a ministra propôs o corte dos juros.

Delineava-se ali o modelo “desenvolvimentista”, heterodoxo, voluntarista, para cuja implementação seria importante a chegada de Guido Mantega para o lugar de Palocci, também abatido por problemas éticos.

A crise mundial deflagrada a partir do fim de 2008 foi o pretexto usado pela Casa Civil e a Fazenda para acelerar os gastos públicos e conectar o Tesouro aos grandes bancos oficiais, principalmente o BNDES. De alguma forma, o “novo marco macroeconômico”, causa do fracasso da política econômica da presidente Dilma, começou a ser aplicado em 2009, dois anos antes da posse da sucessora de Lula.

Como acontece nesses turbinamentos voluntariosos do consumo, a economia cresceu em alta velocidade logo depois, em 2010 (7%), numa providencial coincidência com as eleições, para em seguida entrar na zona de turbulência em que se encontra até hoje. Com evidente poder sobre o Banco Central de Alexandre Tombini, Dilma ainda praticaria o corte de juros que defendeu em 2005, sob aplausos de falanges radicais petistas. Mas as taxas tiveram de voltar a subir, como se previa.

O governo acaba hoje em meio a um balanço melancólico: inflação longe da meta (4,5%), PIB estagnado, contas públicas desequilibradas, e desacreditadas pela “contabilidade criativa”, dívida pública em ascensão. O emprego ainda se mantém, mas a perda de dinamismo do mercado de trabalho é perceptível, enquanto a inflação já se refletiu numa mudança de tendência na redução da pobreza.

Apuradas as urnas, Dilma afinal admitiu a pane na economia brasileira. E assume amanhã sob a perspectiva de um ajuste fiscal que sempre combateu.


Os pontos-chave

1
A presidente Dilma passou a interferir na política econômica desde que assumiu a Casa Civil, em 2005

2
A crise mundial serviu de pretexto para Dilma e Mantega começarem a adotar o “novo marco”

3
Como acontece nesses modelos de turbinamento do consumo, há rápido crescimento e, depois, crise

4
Inflação, estagnação, emprego sem fôlego e contas públicas desarrumadas atestam a falência do modelo

5
Reeleita, a presidente admitiu a pane na economia e anunciou um ajuste de que sempre discordou


 

"O debate perdido", por Miriam Leitão

O Globo



Este foi o ano do debate perdido. A economia piorou um pouco a cada dia, as previsões de crescimento murcharam, e as mais pessimistas projeções de déficit fiscal foram suplantadas pela realidade. Por ser época de eleições, 2014 poderia ter sido a oportunidade de discutir os rumos do país, olhar os erros e gargalos com sinceridade e se comprometer com as correções.
Foi impossível conversar a sério sobre os vários dilemas. Como reduzir gastos? Por que o país não cresce? O que está errado na política econômica? De que forma combater a inflação? Como aumentar a poupança e o investimento? Com que armas proteger o país da corrupção?
O governo impediu que o debate ocorresse. Foi dele, a culpa. A oposição tentou de diversas formas. A campanha para a reeleição da presidente Dilma será lembrada como uma violenta estratégia de desqualificar adversários, ideias e programas. E de dissimular a verdade.
Todos os candidatos treinam com seus marqueteiros. É do jogo. Mas a campanha oficial levou as respostas pré-fabricadas a extremos. A presidente negou veementemente os fatos que estavam diante de todos. Algumas agências governamentais aceitaram adiar más notícias.
Perdemos o melhor ano para discutir novos avanços. A vitória do governo não foi ruim, mas sim a vitória construída em cima de mentiras. A inflação está alta demais; o crescimento não tem força; por mais que o BNDES empreste, o investimento não aumenta; o país está perdendo mercados para suas exportações; a maior empresa do país está mergulhada na mais assustadora crise da sua história.
Será demorado tirar a Petrobras da zona de turbulência e ela tem um efeito multiplicador na economia. A empresa está cercada de perigos: as nebulosas transações feitas por alguns dos seus diretores e gerentes, as dúvidas dos investidores, o risco do rebaixamento, o endividamento muito alto, a queda do preço do petróleo.
Na gestão da água, os governos erraram. Ano de seca grave no Nordeste e Sudeste. Erros foram cometidos pelo governo de São Paulo que, também por razões eleitorais, deixou de tomar as medidas sensatas que o momento exigia. Preferiu ir buscando água cada vez mais fundo, em vez de assumir o racionamento.
Os reservatórios das hidrelétricas baixaram durante todo o ano, e o governo preferiu também adiar as medidas necessárias de racionamento. Se adotado em tempo, menor risco haveria no futuro. Chega-se ao fim do ano com menos água em reservatórios do que no ano do apagão. Se houvesse indução à redução do consumo, haveria menos necessidade de uso das térmicas e, portanto, menor seria a conta a ser paga pelos consumidores em 2015.
O mundo está instável e com um crescimento desigual. Estados Unidos em recuperação forte, e a Europa, sofrendo os efeitos das punições que ela mesma aplicou ao governo da Rússia. Moscou, por sua vez, continuou na sua aventura bélica que lhe custou a desordem em que está neste momento, com recessão, inflação, desabastecimento e fuga de capitais. Nossos vizinhos maiores da América do Sul aprofundaram seus erros e receberam uma conta amarga. Rússia, Argentina e Venezuela provaram que, em economia, aqui se faz, aqui se paga. Não foi o pior ano da crise que começou em 2008 e não explica a nossa conjuntura. Perdeu-se a chance de discutir que tipo de relação queremos ter com o mundo.
Na democracia, o debate direto que permite correção dos erros e novos avanços deveria ser a regra em eleições. Não foi possível, desta vez, mas recomeçar sempre dá esperança. Por isso, Feliz Ano Novo para todos nós.

"Dilma quer distância", por Ilimar Franco

O Globo


A CNB, principal tendência do PT, está tentando entender por que perdeu terreno no governo. Dirigentes petistas avaliam que isso se deve ao envolvimento de quadros da corrente nos escândalos do mensalão e da Petrobras. A presidente Dilma, que vai tomar posse em um ambiente de ajuste fiscal e crise econômica, quer evitar que a Operação Lava-Jato perturbe ainda mais sua gestão.
Diferença de qualidade
Os ministros Ricardo Berzoini e Carlos Gabas são os únicos quadros orgânicos da CNB no segundo governo Dilma. Os demais (Tereza Campello, Aloizio Mercadante, Arthur Chioro e Patrus Ananias) não têm peso no núcleo dirigente. E não chegaram lá pelas mãos da tendência. Alguns até, como Patrus, a despeito do comando mineiro do grupo. Nos governos Lula, ela era hegemônica e tinha quadros como José Dirceu, Antonio Palocci, Gilberto Carvalho, Luiz Dulci e Luiz Gushiken. O predomínio se repetiu no primeiro mandato de Dilma, que tinha Palocci e Gilberto, mais Ideli Salvatti, Fernando Pimentel e Gleisi Hoffmann. A CNB tem cargos, mas perdeu a direção política.
O custo da operação
Vai custar mais R$ 110 milhões a permanência das Forças Armadas no Complexo da Maré até março, quando se inicia a transição para a polícia do Rio. O Ministério do Planejamento resistiu a liberar os recursos o quanto pôde.
A ministra deu sua contribuição, mas é necessária a qualificação da Secretaria de Direitos Humanos com a nomeação de petista ligado à área

Setorial Nacional de Direitos Humanos do PT
Documento que pede a cabeça de Ideli Salvatti
Esperneando
O Setorial de Direitos Humanos do PT publicou documento pedindo a substituição da ministra Ideli Salvatti. O texto diz que ela é estranha à pasta e distante dos movimentos sociais. Reivindica um ministro de esquerda e faz críticas afirmando que a falta de militância de Ideli na área “fez com que nenhuma política específica da pasta avançasse”.
Deita e rola
A oposição se diverte com o pacote que restringe direitos dos trabalhadores. Ela vai votar contra, tentar atenuá-lo e propor votação nominal. O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), resume: “O PT vai ter que mostrar sua cara”.
Quem sabe faz a hora
O futuro ministro Cid Gomes esteve no Ministério da Educação na segunda-feira e sinalizou que, por enquanto, não fará mudanças no segundo escalão. Ele diz que há processos em andamento e que é preciso concluí-los antes de fazer trocas. Petistas da pasta dão como certa a manutenção do secretário executivo, Luiz Cláudio Costa.
O conselheiro full time
Um parlamentar que esteve com Aloizio Mercadante recentemente conta que o ministro atrasou a reunião em 40 minutos porque estava com a presidente Dilma e que, em uma hora de audiência, Dilma telefonou para ele quatro vezes.
Aos derrotados, a compaixão 
Assessores da presidente Dilma debitam aos contrariados a proliferação de informações de que o ex-presidente Lula está descontente com o novo Ministério. Dizem que Lula não arrasta o caixão de ninguém e citam o caso de José Dirceu.
O ministro Henrique Paim (Educação) deve voltar a ser secretário executivo de Aloizio Mercadante (Casa Civil). Eles atuaram juntos na Educação.

"Dilma sob ataques", por Merval Pereira

O Globo




 A presidente Dilma terá grandes problemas pela frente por que a esquerda do PT e os sindicalistas já começam a se movimentar tanto contra Joaquim Levy quanto contra as medidas de contenção de custos dos benefícios sociais. Ao mesmo tempo, também o PSDB saiu ao ataque contra as novas medidas de contenção, acusando o governo de estar traindo seus eleitores e classificando de “neoliberalismo petista” as medidas anunciada.

 A questão central é que mexer em valores que são importantes para trabalhadores e sindicalistas dá a sensação de que o governo está traindo seus eleitores, ao mesmo tempo que dá margem a que o PSDB assuma uma maneira petista de fazer oposição. 
Mas na verdade o governo está fazendo o que tinha que fazer mesmo, há distorções no seguro desemprego, no sistema de pensões, e em diversos outros mecanismos de benefícios sociais, é necessário, mas desgastante, dar uma controlada nisso. A ideia é economizar cerca de R$ 18 bilhões por ano, o que não é pouca coisa para um país que está precisando desesperadamente cortar custos. 
Mas mexe com interesses de sindicalistas, que já estão muito agitados, e com políticos também. Até setores do PMDB estão questionando as medidas, chamando a atenção para o fato de que o governo começa a cortar custos pelos trabalhadores, e não pelos gastos excessivos da máquina governamental. 
A esquerda do PT está se sentindo afastada da composição desse segundo ministério da presidente Dilma, e acha que a direita tomou conta do governo. Há setores da esquerda, dentro e fora do PT, que não apoiam a presidente por estar tomando medidas que criticava nos seus adversários na campanha eleitoral, e este é um fato que denota a incongruência de um governo que tem que abandonar suas crenças ideológicas na economia para reverter uma situação desastrosa que ele mesmo criou.
 Dilma está tomando medidas que mudam a direção que apontou nos discursos durante a campanha eleitoral, mas não são medidas “de direita”, como equivocadamente apontam seus críticos internos, mas medidas necessárias para recuperar o equilíbrio das contas públicas. 
Ao que tudo indica, teremos pela primeira vez um déficit fiscal ao final deste 2014, pois para chegarmos a um superávit de R$ 10 bilhões anunciado pelo (ainda) ministro Guido Mantega teríamos que ter um superávit de quase R$ 30 bilhões em dezembro, o que é inviável a esta altura, pelo menos sem malabarismos fiscais. 
Dilma já anunciou que vai abrir o capital da Caixa Econômica para investimentos privados e precisa fazer isso mesmo por que o governo não tem dinheiro. O problema da presidente Dilma é que ela não terá o apoio nem de seu partido, o PT, já liberado pelo ex-presidente Lula para críticas, e nem dos movimentos sociais, que ao contrário estarão mobilizados numa ação conjunta de Lula com os líderes sindicais para ir para as ruas defender os interesses da esquerda. 
Isso quer dizer que a pretexto de defender o governo do ataque da “direita”, esses movimentos sociais estarão indo contra setores que estão encastelados no ministério de Dilma, como Gilberto Kassab, do PSD, que no ministério das Cidades terá que dialogar Guilherme Boulos, do Movimento dos Sem Teto, o novo enfant terrible da esquerda brasileira. 
A futura ministra da Agricultura, Kátia Abreu, também terá que se confrontar com João Pedro Stedile e o MST, que prometeu guerra nas ruas caso Aécio Neves vencesse a eleição, e vê a presidente da Confederação Nacional de Agricultura como uma inimiga tão grande quanto o candidato tucano, com o agravante de estar dentro do governo. 
Ao lado disso, o governo não contará com o apoio da oposição, ao contrário do que aconteceu no início do primeiro governo Lula. A Força Sindical, que apoiou Aécio Neves na eleição presidencial, se juntará aos demais sindicatos ligados ao PT para combater as mudanças nas regras de concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários, que considera nocivas aos trabalhadores. 
A Força Sindical toca num ponto nevrálgico: o país vive expectativa de aumento de desemprego, de inflação e dos juros, e as novas medidas serão adotadas nesse novo ambiente econômico de crise. 
O PSDB está disposto a ser oposição até mesmo ao ministro da Fazenda Joaquim Levy, que veio de suas hostes. O deputado Antonio Imbassahy já deu a direção ao dizer que as medidas anunciadas representam o “neoliberalismo petista, que provocará desemprego e prejudicará os trabalhadores”. 
O próprio presidente do PSDB, senador Aécio Neves, soltou uma nota afirmando que a presidente “faz agora o impensável: coloca em prática as suas medidas impopulares, prejudicando aqueles que deveriam ser alvo da defesa intransigente do seu governo: os trabalhadores e os estudantes".
O embate será duro e incessante, e a presidente Dilma não parece estar equipada politicamente para enfrentá-lo. 

Empresário Jorge Paulo Lemann fica US$ 3,2 bilhões mais rico em 2014, diz Bloomberg

INGRID FAGUNDEZ - Folha de São Paulo



O homem mais rico do país é também o brasileiro que mais aumentou o seu patrimônio em 2014.

Jorge Paulo Lemann, um dos donos da AB Inbev, maior cervejaria do mundo, viu a sua fortuna crescer US$ 3,2 bilhões neste ano, chegando a US$ 26 bilhões.

Lemann ocupa o 28º lugar na lista de bilionários da Bloomberg, que elenca as 400 maiores fortunas.

Neste ano, esse grupo elevou em US$ 92 bilhões seu patrimônio, que somava US$ 4,1 trilhões na segunda (29).
Sérgio Lima/Folhapress
O empresário Jorge Paulo Lemann, que tem fortuna de US$ 26 bilhões e é o homem mais rico do Brasil
O empresário Jorge Paulo Lemann, que tem fortuna de US$ 26 bilhões e é o homem mais rico do Brasil

Quem mais ganhou neste ano foi o fundador da chinesa de comércio eletrônico Alibaba, Jack Ma. No outro extremo, os russos, abatidos pela desvalorização do rublo e por previsões de recessão, perderam dinheiro.

Sócios de Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira também estão entre os brasileiros que mais turbinaram os seus ganhos, ao lado de Eduardo Saverin, cofundador do Facebook.

O trio da AB Inbev, dono do fundo 3G Capital, já comprou a cerveja Budweiser, a rede de fast food Burger King e o ketchup Heinz, e decidiu neste ano entrar no ramo de café da manhã.

O primeiro passo foi a aquisição, pelo Burger King, da rede Tim Hortons, uma cadeia que atua principalmente no Canadá e nos Estados Unidos, por US$ 11,5 bilhões.

A lista da Bloomberg também traz o surgimento de uma família de multimilionários no Brasil: Joesley, Wesley, Valere, Vanessa e Viviane Batista, acionistas do frigorífico JBS.

A empresa se tornou a maior produtora de carne do mundo após aquisições de US$ 17 bilhões. As ações da JBS subiram 28% na Bolsa brasileira neste ano.

PERDAS

O brasileiro que mais perdeu patrimônio em 2014 (o equivalente a US$ 1,4 bilhão) foi Ermírio Pereira de Moraes, do grupo Votorantim.

Antigos conglomerado do país, o grupo se esforça para manter-se competitivo apesar das dificuldades da indústria nacional.

Neste ano, a empresa perdeu o seu presidente honorário, Antônio Ermírio de Moraes, responsável por transformá-la em império econômico internacional.
Eike Batista, que já não estava na lista dos mais ricos, viu sua fortuna encolher ainda mais. O empresário perdeu US$ 162 milhões em 2014 e possui patrimônio negativo de US$ 1,3 bilhão.

Em 2012, ele foi considerado o sétimo mais rico do mundo pela revista "Forbes", com fortuna de US$ 30 bilhões.

Dilma termina 2014 mais desnorteada ainda por crise na Petrobras

Montagem com os candidatos a presidência Dilma e Aécio Neves; eleições foram marcadas por fla-flu
Montagem com os candidatos a presidência Dilma e Aécio Neves; eleições foram marcadas por fla-flu