quarta-feira, 30 de abril de 2014

Indústria deve repetir resultado negativo no 2º trimestre, diz FGV

 

Avaliação foi feita pelo superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da fundação, Aloisio Campelo


Maria Regina Silva - Agência Estado
 
 
As perspectivas para a indústria brasileira nos próximos trimestres são desfavoráveis, conforme sinalizam dados da Sondagem da Indústria de Transformação da Fundação Getulio Vargas (FGV). Um dos indicadores analisados, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), diminuiu 0,3 ponto porcentual em abril, para 84,1%.

Trata-se da segunda queda consecutiva, indicando que a produção física da indústria poderá ficar no campo negativo em abril. Além disso, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 96,2% em março para 95,6% este mês. A avaliação foi feita na tarde desta quarta-feira, 30, pelo superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo.

De acordo com o economista, a produção da indústria também deve ter tido um desempenho fraco no primeiro trimestre, com expansão entre 0,3% e 0,7%. "Após ter recuado dois trimestres, deve voltar a crescer, até mesmo pelo carregamento estatístico. E, somando-se aos resultados da sondagem, a indústria pode voltar a ter um resultado negativo no segundo trimestre", estimou.

Segundo Campelo, não só os fundamentos estão por trás da sensação de piora nas avaliações dos empresários em relação ao futuro, que recuaram 2,0%(para 93,9 pontos) em abril, mas também fatores psicológicos. "É como se o Brasil tivesse passado por uma fase de otimismo muito grande até o final de 2010 e o começo de 2011 e depois as expectativas passaram a cair mais do que o nível de atividade", avaliou.

A despeito do avanço de 0,7% no Índice da Situação Atual (ISA), para 97,3 pontos, impulsionado pela melhora no nível dos estoques, Campelo afirma que os dados não apontam para reversão da indústria à frente. De acordo com a FGV, houve redução da proporção de empresas que se consideram com estoques excessivos, de 9,4% para 8,4%. Campelo lembra que os dados de dezembro e janeiro indicavam que a variável de estoques estava caminhando para a "normalidade", mas depois piorou.

"Novamente agora volta a dar indícios de melhora. Ainda que os estoques tenham melhorado, a percepção em relação à demanda continua muita fraca. Tanto que o indicador de percepção, que depende de outros fatores como lucratividade, está muito baixo e caindo na margem. Não foi suficiente para gerar expectativas melhores para o futuro", avaliou.

Além da percepção das empresas de que a demanda interna está enfraquecida, a sondagem mostra que os empresários também enxergam um cenário desfavorável em relação à economia internacional. Segundo o economista da FGV, as empresas estão cientes que a demanda está fraca e que há piora de países que são parceiros do Brasil. Ele citou como exemplo as expectativas de crescimento menor da economia chinesa em 2014 na comparação com 2013 e as dificuldades pelas quais passam a Argentina e a Venezuela, que tendem a travar as relações de troca com o País, apesar da apreciação cambial recente.

"A demanda doméstica vem sendo influenciada pelo ciclo de aperto monetário. A externa está sendo negativamente afetada pelo desempenho dessas economias. Voltamos a observar desequilíbrio entre oferta e demanda", afirmou.

A despeito da inflação elevada, Campelo ressaltou que os empresários do setor de bens não duráveis, em especial os de alimentos, demonstram maior empolgação com a economia. "Há um movimento de melhora na percepção do setor. Pode ser troca de consumo de bens duráveis por não duráveis", disse.

Cristina Kirchner, a Dilma ´trambique` argentina, acusada na Justiça de esconder pobreza

Janaína Figueiredo - O Globo

 
  • Denúncia foi feita por congressistas e dirigentes coalizão de oposição
  • Na semana passada, o Indec, o IBGE argentino, suspendeu, sem dar explicações, a divulgação dos dados de pobreza do segundo semestre de 2013
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Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, no Congresso em Buenos Aires Foto: MARCOS BRINDICCI / REUTERS
Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, no Congresso em Buenos Aires MARCOS BRINDICCI / REUTERS


BUENOS AIRES - Congressistas e dirigentes da opositora Frente Ampla UNEN, uma nova coalizão de centro-esquerda argentina, denunciaram nesta quarta-feira a presidente Cristina Kirchner e o ministro da Economia do país, Axel Kicillof, na Justiça pelo “desaparecimento social dos argentinos que vivem na pobreza, através da não publicação das estatísticas (de pobreza) do Indec (o IBGE local)”.

Na semana passada, o Indec suspendeu, sem dar explicações, a divulgação dos dados de pobreza do segundo semestre de 2013. Segundo informações publicadas pela imprensa local, o organismo oficial estima que existem apenas 1,6 milhão de pobres, bem abaixo dos entre 13 e 14,5 milhões calculados por economistas privados.

Cristina e Kicillof foram acusados de não terem cumprido seus deveres como funcionários públicos. O caso está em mãos do juiz Sebastián Casanello e do promotor Gerardo Di Massi. Os dirigentes opositores mencionaram a violação dos artigos 248 e 249 do Código Penal argentino, pela omissão, manipulação e demora na publicação das estatísticas sobre pobreza.

No documento entregue à Justiça, os integrantes da frente opositora afirmaram que “nunca antes havia ocorrido uma situação como esta, de não publicar um índice desta importância, que é realizado em forma periódica e se encontra estipulado dentro do calendário do organismo”.

De acordo com estimativas de universidades e centros de estudos locais, atualmente cerca de 36% dos 40 milhões de argentinos são pobres. Na opinião de ex-técnicos do Indec como Graciela Bevacqua, ex-diretora do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), “o governo pretende, literalmente, jogar milhões de pobres debaixo do tapete”.


Banco Central dos EUA mantém ritmo de corte de estímulos: US$ 10 bilhões

 

Autoridade monetária também vai manter taxas de juros baixas
 
O GLOBO
Com agências internacionais
 
 
WASHINGTON - No encerramento de seu encontro, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, avisou que fará o quarto corte de US$ 10 bilhões nas compras de títulos, levando o volume a US$ 45 bilhões por mês, pois acredita que o mercado de trabalho do país já não precisa de tanta ajuda.

A decisão dos integrantes do comitê de política monetária do Fed (Fomc) foi unânime. Os cortes foram de US$ 5 bilhões nos títulos do Tesouro e de igual quantia nos papéis lastreados pelas hipotecas.

A autoridade monetária também reafirmou seu plano de manter as taxas de juros de curto prazo entre 0% e 0,25% por um “tempo considerável” após o fim da compra de títulos.
Com poucos sinais de inflação e o desemprego ainda elevado (6,7%), a presidente do Fed, Janet Yellen, disse que há bastante "frouxidão" na economia, e que as taxas precisam ser mantidas baixas.
Ao fim dos dois dias de reuniões, o banco central disse que a economia "vai se expandir a um ritmo moderado e as condições do mercado de trabalho vão continuar a melhorar gradualmente".

O Fed informou ainda que "o crescimento da economia se recuperou recentemente, depois de ter desacelerado bruscamente durante o inverno, devido, em parte, às condições climáticas adversas". A expansão do PIB, anualizada, de 0,1%, ficou bem abaixo das expectativas.

O resultado fraco no primeiro trimestre já havia sido antecipado pelo banco central. Apesar de o mais recente relatório do crescimento do PIB não ter desviado o Fed da rota, o documento pode influenciar as discussões daqui para frente.

As expectativas dos analistas a respeito da reunião não eram elevadas, à medida que o Fomc entra em uma espécie de compasso de espera enquanto encerra as compras de títulos e debate quando um aumento inicial das taxas de juro pode ser garantido. Os investidores esperam que a primeira alta das taxas ocorra no meio do ano que vem.


Oposição diz que Petrobras não vende Pasadena pois quer esconder tamanho do real prejuízo com a compra

Oposição critica explicações de Graça e diz que audiência não esclareceu denúncias

Washington Luiz - O Globo
 
 
Ao afirmar nesta quarta-feira que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi algo “potencialmente” bom, a presidente da Petrobras, Graça Foster, reforçou o entendimento da oposição de que há controvérsias nas explicações sobre o negócio. Para os parlamentares, o governo quer evitar críticas ao ex-presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, com medo de que ele faça declarações comprometedoras.

A oposição argumentou ainda que a afirmação feita por Graça nesta terça-feira durante audiência pública na Câmara não condiz com o que ela defendeu há 15 dias no Senado, quando garantiu que a compra tinha sido um mau negócio. Os deputados do PT, porém, elogiaram as explicações da presidente.

Durante a audiência, Graça afirmou que os prejuízos na compra de Pasadena foram resultados da crise econômica de 2008 e que eles podem ser revistos "total" ou "parcialmente". Ela também garantiu que o governo não tem intenção de vender a refinaria.

Mendonça Filho, líder do DEM na Câmara, considerou que Graça não forneceu as informações suficientes para esclarecer a compra:

— Continua a contradição. Ela contraria o que a Dilma e o Gabrielli disseram. Sobre a decisão de não vender a refinaria, o governo só não faz isso para não mostrar o tamanho do prejuízo que levou, porque ela vale pouco — disse.

O líder do PSBD, Antonio Imbassahy, também acompanhou a audiência com Graça e disse que ela fez um arranjo confuso para tirar a responsabilidade da presidente Dilma Rousseff:

— Ficou nítido que ela tentou fazer um discurso que deixa o Gabrielli neutralizado e protege a presidente Dilma Rousseff. Há uma acordo para mostrar que Dilma não sabia, mas isso não convence.

Para deputados do PT, como Renato Simões (PT-SP), a audiência pública fragiliza a criação de uma CPI:

— A Graça ofereceu todos os dados que nos permitem fazer uma análise racional da compra. A única coisa que sobra para a oposição fazer é analisar a nota da Dilma sobre a compra e isso não é motivo para CPI. O mérito das denúncias já está bem explicado — defendeu.

Outro aliado do governo, o deputado Edson Santos (PT-RJ), garantiu que as explicações foram satisfatórias:

— As dúvidas que tínhamos foram supridas. Ficou tudo muito claro e sem contradições. Foi um ambiente de diálogo e saímos satisfeitos.

"Dilma na frigideira", por José Aníbal

Blog do Noblat - O Globo




Um dos mais importantes partidos da base governista, o PR, reuniu a imprensa na última segunda para divulgar seu manifesto “Volta Lula”. Não bastasse o desaforo (afinal, o PR comanda o Ministério dos Transportes, um dos mais cobiçados da esplanada), o líder do partido na Câmara ainda procedeu à troca simbólica da foto oficial de Dilma pela do ex-presidente na parede do gabinete.

Justo quando esses constrangimentos se tornam mais frequentes Dilma começa a derreter nas pesquisas. Se as anteriores detectavam o consistente recuo na popularidade e na aprovação a seu governo, a última delas, divulgada ontem pela Confederação Nacional do Transportes, mostra certa migração na preferência dos eleitores. A vitória no primeiro turno vai deixando de ser plausível.

Nesse processo, chama atenção o progressivo questionamento à capacidade da presidente dentro de suas próprias hostes. Aparentemente, uma crise de expectativa similar à do ambiente econômico contamina também o horizonte político. As dúvidas sobre a aptidão e a autoridade de Dilma para comandar os seus – repito: surgidas no governo, no partido e na base aliada – vão minando sua liderança.

Foto: André Coelho / Agência O Globo

Obviamente estes sinais tão explícitos e recorrentes ajudam a rebaixar a percepção geral do desempenho dela como presidente. Às vezes mais discretos, às vezes estridentes, muitos dos companheiros falam abertamente que Dilma, com seu estilo duro, centralizador e inflexível, avessa ao diálogo, tornou-se um fardo que eles já não se sentem obrigados a carregar. Não bastasse a deslealdade, as implicações são imprevisíveis.

Convenhamos, não é de hoje que este governo tropeça nas próprias pernas. Os custos das bravatas dos últimos anos – fim da miséria, fim da seca, trem-bala, pibão, conta de luz, juros baixos, Copa, pré-sal – confluíram todos para 2014. Na economia, justo quando o endividamento das famílias e das empresas demanda aquecimento econômico, o governo entrega PIB baixo, inflação alta e desordem nas contas públicas.

Daí, lemos nos jornais que Guido Mantega, meio sem querer, deixou escapar que o crescimento em 2014 será ainda menor. Alexandre Padilha gagueja ao explicar os rolos de André Vargas no Ministério da Saúde. Lula ataca de novo o STF em nome dos mensaleiros e recebe do ministro Marco Aurélio Mello um comentário adequado: “É um troço de doido”. E ainda resta a CPI da Petrobras.
Se Dilma não compactua com nada disso, então a impressão que fica é a de que ela não manda nada mesmo.

Seminário vai discutir transparência e ética nas eleições

Dyelle Menezes - Contas Abertas


A corrida eleitoral já começou e tão importante quanto conhecer quem serão os eleitos do povo é saber como eles conseguirão chegar até lá. Com o título de “As eleições que nós queremos”, o Contas Abertas e a CBN vão promover debate sobre a transparência e a ética na disputa eleitoral.

Para o secretário-geral do Contas Abertas, Gil Castello Branco, o evento é oportuno diante da proximidade das eleições e de discussões importantes que estão acontecendo, por exemplo, em relação ao financiamento de campanhas eleitorais por pessoas jurídicas tema atualmente em debate no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Os financiamentos eleitorais e a utilização de caixa 2 nas campanhas estão entre os principais fatores que realimentam a corrupção no Brasil”, aponta o secretário-geral do Contas Abertas. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurelio Mello, fará a abertura do evento.A mediação do debate ficará a cargo de Kennedy Alencar, comentarista político da CBN e do SBT.

Além de Gil Castello Branco, participarão do evento Eugênio Aragão, vice-procurador geral eleitoral, o juiz Márlon Reis, vencedor do prêmio Innovare e fundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e Diego Ramalho, fundador do movimento Adote um Distrital.

O seminário será realizado no dia 14 de maio, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília, das 10h às 12h. Os participantes poderão fazer o credenciamento a partir das 9h30 e haverá espaço para perguntas da plateia. As inscrições serão feitas exclusivamente pelo site da CBN (cbn.com.br), a partir de 2 de maio.

Serviço

Seminário: “As eleições que nós queremos” Data: Dia 14 de maio, das 10h às 12h Local: Centro de Eventos e Convenções Brasil 21 Sala Vera Cruz 2 – térreo SHS Quadra 06 Lote 01 – Conjunto A Bloco G – Setor Hoteleiro Sul Brasília – DF

Programa

9h30: credenciamento e welcome coffee 10h: abertura do ministro Marco Aurelio Mello 10h30: apresentações dos participantes 11h: debate do mediador e dos participantes 11h30: perguntas da plateia 12h: encerramento

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Vai que é tua, Genoino! Joaquim manda Genoino voltar para Papuda.

Veja

Quase seis meses depois de autorizar o ex-presidente do PT José Genoino a cumprir pena temporariamente em casa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, determinou nesta quarta-feira que ele volte para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O petista foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão no julgamento do mensalão.

Desde novembro, quando se entregou à Polícia Federal com os demais mensaleiros condenados para começar a cumprir pena, Genoino pleiteia a prisão domiciliar definitiva.

Ele alega que possui problemas cardíacos, embora sucessivos laudos médicos elaborados por cardiologistas tenham atestado que sua cardiopatia não é grave. O mais recente laudo foi anexado ao processo do mensalão na última segunda-feira.