quinta-feira, 31 de maio de 2018

"Futuro líder espanhol: bonitão, mas será que vai funcionar?", por Vilma Gryzinski

Veja


Estampa,  articulação política e até nome, Pedro Sánchez Pérez-Castejón tem.
Também já prometeu manter o orçamento do homem em quem passou uma rasteira para chegar ao poder – uma garantia de que não sairá gastando como um marinheiro bêbado, ainda mais num momento em que qualquer pequeno tropeço pode desencadear outra grande crise na Europa e, daí, no resto do mundo.
O projeto do voto de desconfiança contra Mariano Rajoy também foi uma aposta quase que personalista de Sánchez, um dos políticos da nova geração da Espanha. Albert Rivera, do Cidadãos, uma centro-direita renovada, e Pablo Iglesias, do Podemos, que passou uma camada de tinta na mesma esquerda viciada de sempre, são os outros.
Os discursos de ambos, cara a cara, numa língua feita para duelos na ponta do florete como o espanhol, foram dos mais emocionantes e sanguinários da política recente.
Os dois chamaram-se de mentirosos com aquela ênfase apaixonada que leva  observadores neutros a concluir que ambos têm razão.
“Desmantelamento, demagogia e desperdício”, são as perspectivas da Espanha com um governo de Sánchez, atacou Rajoy.
“Com quem o senhor vai tratar a situação da Catalunha? Com seus sócios? Seu programa é um exercício de pirotecnia que se converterá em fumaça antes que esta sessão acabe. Não é um programa de governo porque o senhor não tem isso, o senhor é uma pura ambiguidade tática. No seu papel, cabe tudo e também o seu contrário.”
Praticamente, tudo é verdade. Mas Sánchez tinha a superioridade moral a favor.
“Peça demissão agora, senhor Rajoy, e este voto se encerrará”, investiu, argumentando que os “gravíssimos fatos comprovados” no escândalo de corrupção conhecido como caso Gürtel provocariam a renúncia do primeiro-ministro de “qualquer democracia comprável à espanhola”.
Mas não foi a superioridade moral, mesmo momentânea, que pesou para o lado de Sánchez, e assim a adesão de partidos menores.
Seu partido, o PSOE, que já desfrutou de confortável maioria no passado, tem 84 deputados num total de 350. Os 67 do Podemos não dariam nem para chegar perto da maioria, mas a conta foi fechada com o apoio de partidos regionais, inclusive dos separatistas catalães.
O PSOE tem uma linha dura contra a independência unilateral – e anticonstitucional. Daí a pergunta mordaz de Rajoy sobre como Sánchez vai tratar do assunto, entre várias outras questões de governabilidade.
A frente criada para aprovar o voto de censura nem de longe se reproduzirá num programa conjunto de governo. Sánchez teria que convocar novas eleições e, por enquanto, nada indica que conseguiria sair do empate paralisante dos últimos tempos.
As promessas de racionalidade na condução da economia estão dirigidas diretamente aos mercados sob risco de ataque de nervos com a situação na Itália, onde a crise habitual entrou em fase aguda.
Do alto de seu 1,90 metro, com pose de estadista, Sánchez prometeu ”um governo socialista, paritário, europeísta, garantidor da estabilidade orçamentária e econômica”.
O último e extraordinariamente fracassado governo do PSOE, chefiado por José Luís Zapatero, tentou fazer isso tudo e se esborrachou. Terminou de forma patética, esmigalhado pela crise, sem condições de sequer tomar as mais elementares decisões.
Rajoy fez o que tantos prometem e poucos cumprem: botou ordem na casa, à custa de muitos sacrifícios para todo o país.
Apesar das promessas, Sánchez, um economista de 46 anos, não tem nenhuma pinta de que vá garantir a estabilidade.
A gana pessoal dele contra Rajoy, que o levou a pedir demissão, em lágrimas, da liderança do PSOE em 2016 (depois foi reeleito), funcionou para derrubar um presidente de governo, como os espanhóis chamam o primeiro-ministro, que sobreviveu a 14 anos de decisões quase que insuportavelmente difíceis.
O teste da realidade mostrará se vai funcionar também para fazer o que é preciso.
Em tempo: o caso Gürtel não tem nada de alemão e tudo de brasileiro. Tem esse nome porque a rede de corrupção ligada ao PP, o partido de Rajoy, era chefiada por Francisco Correa Sánchez.
A palavra Gürtel significa correia em alemão. O resto é tudo conhecido: construtoras e outras empresas que pagavam propinas ao partido em troca de contratos superfaturados e mensalão para os políticos, contabilidade paralela e outros truques do gênero.
O escândalo começou a ser investigado em 2009 e as sentenças, pesadas, estão sendo aplicadas agora aos condenados, incluindo mulheres e ex-mulheres. Que coisa, hein?

'Ninguém mais vai subir ou descer', diz áudio atribuído a empresário preso por locaute

Fabio Serapião, O Estado de S.Paulo

 O primeiro preso por suposta prática de locaute durante as manifestações de caminhoneiros é o empresário Vinicius Pellenz, dono da empresa de logística Irapuru de Caxias do Sul (RS). A Justiça Federal decretou a prisão temporária de Pellenz baseada na possível prática de atentado a liberdade do trabalho, ameaça e associação para o crime.
Estado teve acesso a um áudio atribuído ao empresário com suposta ameaça a caminhoneiros que continuavam a trabalhar  após o início da greve.
Polícia Federal faz ação em posto de gasolina
Viatura da PF chega em posto para ação Foto: PF
- Ô nego, para teus caminhão ali. Vieram falar aqui que ali no Alto Feliz tu tá andando com milho. Não leva milho, não faz nada para a Agrosul - diz o áudio creditado ao empresário. 
00:00
00:25
Em outro trecho da gravação, distribuída em grupos de WhatsApp utilizados pelos grevistas, o empresário manda um caminhoneiro parar os caminhões.
- Os guris já estão ligados. Tem uns caras escondidos nos morros das batatas ali pra cima. Agora, ninguém vai mais subir e ninguém vai descer. Para os caminhão.

Em seu site, a Irapuru diz ser "reconhecida como um dos mais modernos e bem equipados operadores logísticos do país, dedicando seus serviços à movimentação e armazenagem de carga em todo território nacional, Argentina e Uruguai". 
Polícia Federal faz busca e apreensão
Policiais cumprem busca e apreensão em caso de locaute Foto: PF
A empresa tem sede em Caxias do Sul (RS) e filiais em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Espírito Santo e Distrito Federal.
Operação. Deflagrada na manhã de ontem, operação Unlocked [Desbloqueado], teve como objetivo reprimir a prática de locaute em rodovias do Rio Grande do Sul. Ilegal no Brasil, esse tipo de paralisação é promovida por empresários para atender aos seus interesses.
Segundo a PF, mais de 60 policiais federais cumpriram três mandados de busca e apreensão nos municípios de Vale Real e Caxias do Sul, e um de prisão temporária em um condomínio de luxo em Xangrilá. 
O crime, ainda de acordo com a PF, teria ocorrido nas rodovias RS-122, RS-452 e BR-116, na região dos municípios de Bom Princípio, Feliz e Vila Cristina, no Rio Grande do Sul.
Estado ligou para os telefones disponíveis no site da Irapuru, mas não foi atendido. A reportagem também procurou o advogado Lúcio de Constantino, que defende o empresário, mas também não obteve resposta.

"O verdadeiro rosto do MTST", editorial do Estadão

A invasão de um terreno de 1 milhão de metros quadrados, em Sumaré, no interior do Estado, além de impressionar pelo tamanho da área ocupada, resume bem o modo de agir e pensar do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST): total e arrogante desprezo pela lei; indiferença pelos direitos de trabalhadores que têm indenizações a receber e dependem para isso da regularização da situação legal do terreno; manipulação sem escrúpulo dos milhares de invasores iludidos por promessas, vivendo em condições precárias e usados como massa de manobra para atingir fins políticos. A “Vila Soma”, resultante da invasão, é a verdadeira cara do MTST.
Os agitadores profissionais comandados por Guilherme Boulos  cujo comportamento fora da lei não o constrange nem um pouco de ser candidato a presidente da República “burguesa”  criaram naquela vasta área em Sumaré uma gigantesca favela com 2,5 mil famílias, cerca de 10 mil pessoas, como mostra reportagem do Estado. Organização é o que não falta na área invadida em junho de 2012  a maior “ocupação” urbana de São Paulo, como convém aos militantes bem treinados classificar a invasão. São 32 ruas  nas quais se misturam barracos e casas de alvenaria , com cerca de 70 pontos de comércio e serviço de vans escolares.
Cada rua tem um “coordenador”, que tudo fiscaliza com a ajuda de uma rede de informantes que controlam a entrada e saída de pessoas catalogadas como elementos estranhos à comunidade. A presença dos considerados indesejáveis é imediatamente comunicada por celular aos líderes da invasão.
O que sobra nessa organização marcada por repressão e vigilância falta em condições mínimas de higiene e saúde pública, como fatalmente acontece nas invasões. Não só porque é muito difícil oferecer tais serviços nesses acampamentos precários  o que os invasores sabem muito bem quando promovem suas ações ilegais , como porque essa não é prioridade do MTST. Os 10 mil habitantes da Vila Soma não dispõem de rede de água e esgoto nem de coleta de lixo. E a rede precária de luz, com riscos enormes, é feita só de “gatos”, como afirmam os moradores.
Água é fornecida por caminhões-pipa e custa caro para a população de baixa renda iludida pelo MTST com a promessa de ganhar um lote: R$ 60,00 por mês. Sem falar nas denúncias de aluguel e venda de lotes e casas, construídas ao longo dos mais de cinco anos que já dura a invasão. Segundo relatos colhidos pelo Ministério Público, os preços das casas variam de R$ 15 mil a R$ 20 mil. Há denúncias também de que moradores são coagidos a se filiar ao MTST.
O juiz André Gonçalves Fernandes, da 2.ª Vara de Sumaré, responsável pelo processo da massa falida das empresas Melhoramentos Agrícolas Vifer e Soma Equipamentos Industriais, as proprietárias do terreno que quebraram em 1990, afirma que os invasores estão atropelando o direito dos empregados dessas empresas de receberem suas indenizações trabalhistas. Ou seja, para atingir seus objetivos, o MTST não hesita em prejudicar trabalhadores, com absoluta insensibilidade. Se usa descaradamente os ditos sem-teto como massa de manobra, não há surpresa em tratar trabalhadores com o mesmo desdém.
Em dezembro passado, o juiz Fernandes promoveu acordo com empresa que arrematou o terreno e assumiu o compromisso de depositar R$ 6 milhões para saldar as dívidas trabalhistas. Mas para que isso se torne realidade é preciso, evidentemente, que os invasores desocupem a área. Nela, a empresa tem projeto para a construção de 2.484 moradias sociais, o que deveria interessar ao MTST, se o seu objetivo fosse servir aos sem-teto. Nada disso, é claro, foi capaz de fazer a organização clandestina recuar um milímetro sequer.
O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), onde está à espera de uma solução há dois anos.

O cartel que joga contra o país

Crédito: Felipe Dana
JOGO COMBINADO A BR Distribuidora, a Raízen/Shell e a Ipiranga pressionam para que a ANP retome resolução que os beneficiam (Crédito: Felipe Dana)
A greve dos caminhoneiros mudou a rotina do brasileiro nas últimas semanas, que passou boa parte do dia em fila, com galão na mão à procura de algum posto para lhe vender uns míseros litros de gasolina. O governo, por sua vez, para convencer a categoria a retornar o trabalho, ofereceu descontos generosos na forma de tributação sobre o óleo diesel e, até mesmo, na isenção total de impostos que incidem sobre o produto. Mas as medidas para conter a alta do preço do combustível serão inócuas se não for atacado um problema que corre a céu aberto e à vista da fiscalização: o cartel composto pelas três grandes distribuidoras que dominam o mercado. São elas, a BR Distribuidora, a Raízen/Shell e a Ipiranga. Enquanto elas ditarem o valor cobrado pelo litro que irriga as bombas dos postos, tão cedo o consumidor não sentirá um alívio no bolso. A questão é como mudar essa lógica deletéria se a própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), em determinados momentos, tem transigido com o conluio que deu carta branca para as três bandeiras operarem ao sabor de suas conveniências.
A pressão contra o livre mercado
Em 2008, um lobby pesado do Sindicato Nacional das Empresas de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) junto ao então diretor da ANP, Haroldo Borges Rodrigues Lima, nomeado pelo ex-presidente Lula, hoje preso, fez uma modificação numa estratégica resolução do Ministério de Minas e Energia. Até então, ela garantia aos postos de gasolina escolher de qual distribuidora comprar combustível. Cabia a eles apenas informar na bomba o fornecedor do produto. Assim, poderiam comprar da distribuidora que oferecesse o menor preço, o que barateava o valor final para o consumidor. Com o cavalo de pau na regra, ficou vedada a comercialização de combustíveis automotivos com revendedor varejista, que optou por exibir a marca comercial de outro distribuidor. Na prática, passou a funcionar assim: um posto com o slogan da BR Distribuidora, Raízen/Shell e Ipiranga ficou impedido de comprar combustível de uma distribuidora de bandeira branca. Somente da marca que estampa em sua fachada. Mesmo que o preço do litro dos fornecedores de bandeira branca seja bem mais barato. Com a medida, as grandes distribuidoras, detentoras de 70% de todo o combustível comercializado no País, conseguiram fidelizar 24 mil postos. Dessa forma, mais que dobraram seu faturamento em dez anos, saltando de R$ 78 bilhões em 2007 para R$ 219 bilhões no ano passado. Pior para você, consumidor.
Bom senso da ANP
Com a greve dos caminhoneiros, foi dado o primeiro passo para livrar os empresários do setor de postos das amarras impostas pelas três gigantes do setor de distribuição de diesel e gasolina. Numa iniciativa de raro bom senso, a ANP resolveu suspender em caráter excepcional, ou seja, temporário, a vinculação de marca para vendas de distribuidoras de combustíveis líquidos. O despacho foi assinado pelo diretor-geral substituto da agência, José Cesário Cecchi. Agora, a ANP tem em mãos a oportunidade histórica de corrigir um equívoco de uma década, ou seja, a partir da retomada e da normalização do abastecimento de combustível no País, tornar permanente uma medida que jamais deveria se constituir uma exceção. Em nota enviada à ISTOÉ, a agência se esforça para descaracterizar o “conluio”, o qual com veemência diz não existir, mas admite que os postos bandeirados de fato se comprometem em contrato a comprar combustíveis apenas da distribuidora a que se vincularem. A ANP admite ainda “estudar” a possibilidade de permitir, de maneira definitiva, que os postos de gasolina escolham de qual distribuidora comprar combustível. As três grandes distribuidoras do produto, a BR Distribuidora, Raízen/Shell e Ipiranga, agora reunidas na Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural), ameaçam reagir. Há até canelada muito abaixo da linha da cintura: representantes das empresas espalham que podem até processar diretores da ANP envolvidos na decisão de alterar a regra que os beneficiam. Jogo baixo, muito baixo. Que a Agência Nacional do Petróleo não repita 2008 e – de novo – dobre os joelhos, em detrimento do consumidor. A sociedade está atenta.

Mordomia nas nas alturas - E se a seleção não trouxer o título?



Crédito: Divulgação
ESPAÇOSO Projetado para viagens corporativas, as 100 poltronas do A340 são de primeira classe (Crédito: Divulgação)
IstoE 

Os jogadores da Seleção Brasileira há muito se comportam como celebridades. E em boa parte das vezes ganham mais que estrelas de cinema e artistas pop. Às vésperas da Copa do Mundo, os convocados elevam seu status ao de figuras de estado. Tanto que os 20 atletas que embarcaram no domingo 27 para a Rússia, com escala para treinos e amistosos no Reino Unido e Áustria, voaram em um Airbus A340-300 VIP que custa mais de US$ 250 milhões. 
É quase injusta a comparação com o DC-7 da Panair que trouxe o time de Pelé e Garrincha da Copa da Suécia, em 1958 – à época a aeronave valia 0,5% (US$ 1,3 milhão) do atual modelo fretado pela CBF. Enquanto os primeiros campeões fizeram escalas em Londres, Lisboa, Dakar e Recife antes de chegar ao Rio, Neymar e companhia voam direto e com mordomias usualmente restritas a bilionários de países asiáticos e do Oriente Médio. Além das confortáveis poltronas para cada atleta, a cabine tem amplos sofás revestidos com couro de fazer inveja a bolsas Louis Vuitton.



Na semana em que voos em todo o Brasil foram cancelados por falta de combustível, os tanques capazes de armazenar 147 mil litros de querosene do A340 foram abastecidos pelo oleoduto que liga a refinaria de Duque de Caxias ao Galeão. Antes do abastecimento, o avião da empresa de fretamento maltesa AirX Charter havia sido preparado para abrigar com mimos e conforto até 100 privilegiados. A versão de linha aérea comporta cerca de 280 passageiros. Na configuração VIP, todas as poltronas são de primeira classe. 
Com quatro grandes turbinas, o avião de origem francesa concorre com o Air Force One, fabricado pela americana Boeing para transportar o presidente dos Estados Unidos. Tanto que um modelo similar ao alugado pela CBF é usado pela chanceler alemã Angela Merkel. O ditador líbio assassinado Muamar Kadafi chegou a ter um, comprado de um príncipe saudita.

CAMISA 10 Principal estrela tem jatinho executivo de US$ 18 milhões (Crédito:Divulgação)

Por mais que Neymar seja dono de um jato Citation Sovereign avaliado em quase US$ 18 milhões, até a semana passada ele não tinha experimentado voar em algo tão grandioso quanto a aeronave de matrícula 9H-BIG que o levou a Londres para a fase de aquecimento para a Copa. Esse privilégio havia sido do zagueiro Miranda. Em meados do ano passado, seu time, a Internazional e de Milão, excursionou à China a bordo desse jato.
Prêmios de US$ 1 milhão
A globalização dos esportes, os grandes contratos de patrocínio e os direitos de imagem permitem essas regalias impensáveis no passado. Os brasileiros tricampeões da Copa de 70, no México, ganharam fusquinhas verde-musgo pagos com dinheiro público por Paulo Maluf, então prefeito de São Paulo. O caso virou escândalo e se arrastou na Justiça. Em 1994, os jogadores trouxeram tantas compras dos Estados Unidos que o caso ficou conhecido como o “Voo da Muamba”. Foram 11 toneladas a mais de carga na volta dos jogadores que conquistaram o tetra. A CBF só pagou essa conta à Receita Federal após uma CPI. Se o Brasil vencer a Copa de 2018, é provável que isso não ocorra, já que só três dos convocados atuam por aqui. A taça dará aos atletas premiações individuais de US$ 1 milhão – o suficiente para comprar um apartamento de luxo em qualquer capital do Brasil.
Essa foi a primeira vez que a Seleção viajou para um mundial por uma companhia estrangeira. Entre as copas de 1954 e 1962 foram usados aviões da Panair. De 1966 a 2006, a canarinho voou de Varig. Em 2010, foi de TAM, ficando a competição de 2014 a cargo da Gol, uma das atuais patrocinadoras. Como a companhia não voa na Europa, foi preciso contratar outra empresa. Na Rússia, o time terá que fazer os deslocamentos internos mais longos de sua história. Serão 7,3 mil quilômetros na primeira fase, com jogos em Samara, Kaliningrado e Moscou. Para tanto, devem voar em 737 ou A320, menores, mas não muito menos luxuosos. Algo corriqueiro no abastado futebol global.
O avião de origem francesa concorre com o Air Force One, que transporta o presidente dos Estados Unidos. Um modelo similar é usado pela chanceler alemã Angela Merkel

Petrobras diz que greve de petroleiros acabou em 95% das unidades

Folha de São Paulo

A Petrobras informou que todas as suas unidades estão operando. Segundo a empresa, a greve já foi encerrada em mais de 95% das suas unidades. 
"Onde ainda é necessário, equipes de contingência atuam e a situação caminha para a normalidade e para o encerramento do movimento." 
Não há impacto na produção nem risco de desabastecimento, diz a petroleira.

Como não há almoço de graça, agora o cidadão reclama da greve dos motoristas

Muita gente critica porque terá que bancar a conta do 'locaute' dos caminhoneiros. É muita grana.

A maioria, que apoiou a paralisação, que chegou à estratosfera, ingenuamente não imaginava que os patrões dos motoristas estavam por trás dos 'braços cruzados' e do fechamento de rodovias.

E pior ainda, simpática à mobilização, jamais teve a preocupação de saber de onde viria o dinheiro para cobrir os cortes nos impostos do diesel.

Inocente, achava que o governo teria forças para cortar privilégios de políticos corruptos ou do exército de parasitas que assolam a máquina pública no Judiciário, no Legislativo e no Executivo.

De apoio quase incondicional ao movimento paredista, o brasileiro rapidamente mudou de opinião ao sentir os reflexos da greve no 'prato' e no bolso, com a alta espetacular no preço dos alimentos.

Da próxima vez, o cidadão refletirá antes de externar apoio a um movimento grevista.