| Pedro Ladeira - 13.ago.2015/Folhapress | |
| Vice-presidente do PMDB, o senador Romero Jucá (RR) |
DÉBORA ÁLVARES - Folha de São Paulo
Vice-presidente do PMDB, o senador Romero Jucá (RR) disse nesta terça-feira (29), data que vai marcar o desembarque da sigla do governo, que "a partir de hoje, ninguém ocupará mais cargo em nome do PMDB".
O parlamentar vai presidir a reunião do diretório nacional que ocorre esta tarde na Câmara dos Deputados e vai formalizar a saída do PMDB da base de Dilma Rousseff. Em tom de brincadeira, Jucá afirma que não é correto falar em desembarque.
"Tem gente que nunca esteve embarcado, como eu. Esse termo não funciona para mim. É um posicionamento político". O senador foi líder do governo no Senado nos governos Lula e Dilma.
Responsável por conduzir a reunião dessa tarde, o senador evitou adiantar posicionamentos. A tendência é que seja aprovada uma moção para que todos os peemedebistas deixem cargos federais. São mais de 600 em todo o país.
Há ministros ainda resistentes a sair de suas pastas. A eles, deve ser dado um prazo até 12 de abril, um mês após a convenção do partido, que ocorrer em março e foi o primeiro passo em direção ao caminho que será confirmado logo mais.
Mais cedo, no Senado, o ministro Celso Pansera, um dos que compõe a ala resistente, criticou o posicionamento do partido e disse que não vai abandonar sua agenda. Apesar da reunião peemedebista esta tarde, ele viaja para a Bahia.
Ontem, Henrique Eduardo Alves, filiado ao partido há 46 anos e aliado do vice-presidente, Michel Temer, foi o primeiro a deixar o governo. Minutos após a confirmação do desembarque peemedebista, ele entregou sua carta de demissão do Ministério do Turismo à presidente Dilma.