quarta-feira, 9 de setembro de 2026

TRE-PR aprova registro de candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado

 Ex-procurador recebeu 4 votos favoráveis e 3 contrários


O ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol |-Foto: Reprodução/Revista Oeste


O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) aprovou, por 4 votos a 3, o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. O presidente da Corte, Luciano Carrasco Falavinha Souza, desempatou o julgamento nesta terça-feira, 8, depois de cerca de sete horas de sessão.

O Ministério Público Eleitoral também havia se manifestado pela rejeição do pedido contra Dallagnol. A decisão rejeitou um pedido de impugnação apresentado pela coligação integrada por PT e PDT na disputa pelo governo paranaense. Segundo a Folha de S.Paulo, os partidos devem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Deltan Dallagnol foi procurador da Lava Jato - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasi


TRE considera situação de Dallagnol em 2026 Segundo a relatora, juíza Vanessa Jamus Marchi, os procedimentos sobre supostas infrações cometidas por Dallagnol quando era procurador da República não resultaram em sanções capazes de sustentar sua inelegibilidade.

Em 2023, o TSE indeferiu o registro da candidatura de Dallagnol a deputado federal nas eleições de 2022. A Corte considerou o pedido de exoneração do Ministério Público Federal, feito em 2021, uma tentativa de evitar possíveis processos administrativos disciplinares. Com a decisão, Dallagnol perdeu o mandato de deputado federal.

Vanessa afirmou que a decisão do TSE de 2023 continua válida, mas considerou que a situação de Dallagnol mudou desde então, porque os procedimentos analisados naquela ocasião não resultaram em novos processos disciplinares ou sanções. “A situação se alterou e não se verifica inelegibilidade”, disse. 

Os juízes Everton Jonir Fagundes Menengola, Fernando Antonio Prazeres e Nicole Trauczynski votaram contra o registro. Além da relatora e do presidente do TRE-PR, Gisele Lemke e Osvaldo Canela Júnior votaram a favor. 

Ao fim do julgamento, Falavinha Souza também aplicou multa de R$ 100 mil a Dallagnol por litigância de má-fé. A medida ocorreu porque a defesa anexou ao processo documentos que continham dados fiscais e bancários sigilosos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. Segundo o magistrado, as informações eram “completamente desnecessárias” para a análise do caso.


Mateus Conte - Re vista Oeste