Investigação indica produção em série de papéis para simular legalidade de ativos
A Polícia Federal (PF) identificou um padrão em documentos usados em operações do Banco Master. Segundo a análise de materiais apreendidos, os papéis eram produzidos em série. O objetivo seria dar aparência de legalidade a ativos sem lastro. Os investigadores analisaram contratos, extratos, planilhas e procurações.
A perícia constatou que as peças possuem estrutura semelhante e repetem modelos em diferentes operações, o que aponta a existência de uma “fábrica” de documentos falsos na instituição.
O relatório aponta o uso de datas retroativas e ajustes manuais em extratos. Para a corporação, os contratos padronizados comprometem a autenticidade das informações. A investigação também detectou procurações atípicas assinadas por representantes ligados à própria estrutura investigada.
O Banco Central já havia identificado problemas em Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) do Master.
As informações integram a Operação Compliance Zero. A ação apura negócios entre o Master e o Banco Regional de Brasília (BRB). A polícia investiga crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.
Nesta fase, os agentes prenderam o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Também houve a prisão do advogado Daniel Monteiro, citado o responsável por estruturar operações financeiras do esquema
Letícia Alves - Revista Oeste