segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Candidata da direita, Laura Fernández vence as eleições na Costa Rica

Cientista e ex-chefe de gabinete de Rodrigo Chaves conquistou a Presidência neste domingo, 1º, com 48,7% dos votos


A direitista Laura Fernández, que venceu as eleições na Costa Rica | Foto: Reprodução/Instagram


Com o cenário político da Costa Rica marcado pela preocupação crescente com a segurança, Laura Fernández, cientista e ex-chefe de gabinete do presidente Rodrigo Chaves, conquistou a Presidência neste domingo, 1º, com 48,7% dos votos. Ela vai tomar posse em 8 de maio. 

Fernández, que representa o Partido Soberano do Povo (PPSO), de centro-direita, assim como Chaves, prometeu dar continuidade ao projeto político vigente, diante do avanço da criminalidade, principal pauta do pleito.

A eleição contou com 20 nomes na disputa. Porém, conforme análise do Centro de Investigação e Estudos Políticos da Universidade de Costa Rica (Ciep), nenhum ultrapassava 10% das intenções de voto antes do pleito. 

O adversário mais próximo de Fernández foi Álvaro Ramos, do Partido da Libertação Nacional (PLN), ex-responsável pelo sistema previdenciário durante o governo Chaves. Ramos somou 33,18% dos votos.


Violência em alta e impacto eleitoral na Costa Rica

Bandeira da Costa Rica | Foto: Reprodução/Redes sociais

A escalada da violência foi determinante para o eleitorado costarriquenho. Atualmente, quatro em cada dez cidadãos consideram a criminalidade o principal desafio do país. Esse índice era de apenas 4% quatro anos atrás, quando Chaves assumiu o cargo.

Autoridades do país atribuem o aumento da violência à reconfiguração das rotas internacionais do tráfico, que transformou a Costa Rica em ponto estratégico de armazenamento de cocaína para Estados Unidos e Europa. 

Em 2025, foram 16,7 homicídios por 100 mil habitantes, totalizando 873 mortes, apenas três a menos do que no ano anterior. O número chegou ao recorde em 2023, com 905 assassinatos, enquanto em 2022 foram registradas 654 mortes.

Fernández busca garantir apoio entre os 57 deputados da Assembleia, que também tiveram seus cargos renovados neste domingo, 1º. Ela tem o objetivo de reformar a Constituição e promover mudanças no Judiciário, o qual considera como um obstáculo ao enfrentamento do crime organizado. 


Lucas Cheldd - Revista Oeste